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Notícias

26
fev
2026
(MADEIRA E PRODUTOS)
A madeira está se consolidando como uma solução segura e sustentável na construção industrializada.

A umidade, e não o fogo, é o principal risco na construção em madeira, de acordo com o Building Cluster.

O Grupo de Trabalho de Construção em Madeira elaborou um relatório que identifica os principais riscos para a construção e manutenção de edifícios que utilizam esse material.

Além dos riscos já conhecidos, como incêndio e umidade, o documento aborda os riscos associados às propriedades acústicas do material, à estética da madeira exposta e a aspectos do projeto e cálculo estrutural.

Madri, 20 de fevereiro de 2026 – A construção em madeira não apresenta um risco maior do que outros sistemas estruturais, mas exige conhecimento técnico específico e gestão adequada desde o projeto até a manutenção. A chave não está no material em si, mas em como ele é projetado, instalado e monitorado.

Essa é uma das principais conclusões do relatório “Riscos Associados à Construção em Madeira em Edifícios”, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Construção em Madeira do Building Cluster, que analisa detalhadamente os fatores críticos que devem ser considerados para garantir a segurança, a durabilidade e o desempenho técnico de edifícios com estruturas de madeira.

“Risco zero não existe, independentemente do material utilizado. O que existe é gestão de riscos, bom projeto e controle técnico”, afirma Santiago Parras, coordenador do Grupo de Trabalho e diretor da AECCTI – Associação de Empresas Independentes de Controle de Qualidade e Controle Técnico.

Nos últimos anos, a madeira estrutural tem apresentado um crescimento progressivo na Espanha, especialmente devido aos processos de industrialização e à busca por soluções construtivas com menor pegada de carbono.

“Há apenas uma década, a madeira estrutural em edifícios residenciais era praticamente insignificante. Hoje, representa cerca de 2 a 3% das novas construções residenciais. Não estamos testemunhando uma substituição maciça do concreto, mas sim uma mudança qualitativa”, explica Parras.

O relatório enfatiza que sua leveza, a possibilidade de pré-fabricação em ambientes controlados e a rapidez de montagem a tornam um material particularmente adequado para a construção industrializada, desde que cada projeto seja analisado dentro de seu contexto técnico e regulatório.

Umidade, o fator mais decisivo a longo prazo

Embora o risco de incêndio seja geralmente a principal preocupação do ponto de vista social, o documento identifica o controle da umidade como o desafio técnico mais crítico para a durabilidade das estruturas de madeira. Níveis de umidade acima de 18–22% podem promover o crescimento de fungos e insetos xilófagos, afetando as propriedades mecânicas do material. Portanto, o relatório destaca a necessidade de integrar estratégias de controle higrotérmico desde a fase de projeto, durante a construção e ao longo da vida útil do edifício.

“Vazamentos não detectados, condensação ou falta de ventilação podem afetar seriamente a durabilidade se não forem devidamente tratados durante as fases de projeto e construção. Detalhes construtivos e monitoramento são cruciais”, alerta o coordenador do Grupo de Trabalho.

Comportamento ao fogo: um fenômeno calculável

O comportamento ao fogo é outro aspecto fundamental analisado no relatório, especialmente considerando que a próxima alteração do Código Técnico da Construção (CTE) espanhol deverá endurecer os requisitos de proteção contra incêndio, com foco particular em envoltórias de edifícios e edifícios mais altos.

O documento enfatiza que a análise não deve se concentrar no material isoladamente, mas sim em todo o sistema construtivo, incluindo soluções de fachada, revestimento, compartimentação e medidas de proteção ativa e passiva contra incêndio.

“O comportamento não deve ser analisado com base no material isolado, mas sim no sistema construtivo como um todo. A madeira estrutural tem um comportamento ao fogo conhecido e calculável”, destaca Parras. “Não há razões técnicas para afirmar que a madeira, quando devidamente projetada e justificada, deva ser mais afetada do que outros materiais. A chave, como sempre, estará no projeto, na justificativa técnica e no controle adequado de todo o sistema”, conclui.

Além da Estrutura: Acústica, Estética e Design

O documento também aborda os riscos associados à acústica — especialmente em baixas frequências —, à estética da madeira exposta e a aspectos do projeto e cálculo estrutural, observando que o CTE (Código Técnico da Construção Espanhol) estabelece requisitos de desempenho equivalentes para todos os materiais.

A conclusão do relatório elaborado por este grupo de trabalho, composto por Ingeniería Valladares, ASEFA, AECCTI, Cesefor, Bureau Veritas, SGS e com o apoio da Agência Galega da Indústria Florestal, é clara: a consolidação da madeira...
A conclusão do relatório elaborado por este grupo de trabalho, composto por Ingeniería Valladares, ASEFA, AECCTI, Cesefor, Bureau Veritas, SGS e com o apoio da Agência Galega da Indústria Florestal (Axencia Galega da Industria Forestal), é clara: a consolidação da madeira como sistema construtivo exige formação, controlo técnico independente e uma visão abrangente da edificação. Com estes requisitos, será um material que irá ganhar progressivamente quota de mercado.

Para mais informações:

https://clusteredificacion.com/

Contactos para a imprensa:

Elena Márquez
: +34 651 161 857
Email: marquez@viaagora.com
CPAC Comunicación:

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https://aitim.infomadera.net/la-madera-se-afianza-como-solucion-segura-y-sostenible-en-la-construccion-industrializada/

Fonte: AITIM

ITTO Sindimadeira_rs