Voltar

Notícias

20
fev
2026
(MADEIRA E PRODUTOS)
Como 30 milhões de toneladas de madeira descartada viram placas de MDF

Como 30 milhões de toneladas de madeira descartada viram placas de MDF sem “milagre”, com triagem, ímãs, fibras abaixo de 0,5 mm, secagem a 200°C e uma etapa que decide tudo antes da prensa

De canteiros de obras a paletes desmontados, resíduos de madeira entram em triagem, passam por ímãs, viram fibras menores que 0,5 mm e seguem para secagem entre 150 e 200°C. Só depois recebem resina na dose certa, e então as placas de MDF ganham forma sob pressão e tempo controlados

Trinta milhões de toneladas de resíduos de madeira por ano parecem estatística distante, até o momento em que esse volume vira rotina industrial e encosta na sua casa em forma de móveis e obras. O ponto central é que placas de MDF não nascem de “milagre”, mas de um encadeamento técnico que começa com triagem e termina em controle de pressão e temperatura.

O detalhe que muda tudo aparece antes da prensa: a padronização das fibras e o revestimento uniforme com resina. Se essa etapa falha, as placas de MDF podem até sair da linha, mas não sustentam o desempenho esperado em resistência, carga e durabilidade.

De onde vêm os resíduos de madeira e por que nem tudo vira placas de MDF

Os resíduos de madeira chegam de múltiplas origens, como canteiros de obras, demolições, móveis antigos e paletes.

Nem máquinas gigantes, nem concreto, menina genial constrói usina hidrelétrica em 7 dias e gera eletricidade para áreas rurais habitadas por idosos na Ásia usando tubo, turbina, gerador artesanal e ensina o passo a passo como o sistema funciona

Construção de casa de bambu em árvore gigante feita por dois amigos com as próprias mãos e sem máquinas, surpreende por usar ferramentas simples, plataforma suspensa, piso fechado, guarda corpo, paredes curvas e escada por módulos em um trabalho 100% manual

Esse mix carrega diferenças de densidade, umidade e impurezas, e por isso a triagem é o primeiro filtro real da operação.

Em uma planta de reciclagem de grande porte, a capacidade citada chega a 100 toneladas por dia, mas apenas cerca de 80% do total consegue ser reciclado com cuidado.

A triagem separa o que pode seguir do que comprometeria as placas de MDF lá na frente.

Quando resíduos de madeira entram com metal, sujeira e itens misturados, o risco não é só “perder material”, é contaminar a linha inteira. Por isso, triagem não é etapa estética, é etapa de engenharia de processo.

Trituração, triagem fina e o padrão de fibras abaixo de 0,5 mm

Após a seleção inicial, os resíduos de madeira entram na trituração e viram lascas, num fluxo contínuo por esteiras.

Em seguida, o material passa por separadores metálicos, onde ímãs retiram impurezas de metal antes que elas causem dano mecânico ou defeito no produto.

Ímãs são o ponto de controle que impede que um prego vire falha estrutural.

Depois, as lascas são moídas novamente para virar fibras, e a triagem fina entra como etapa decisiva de padronização.

O critério citado é objetivo: apenas fibras com partículas menores que 0,5 mm ficam retidas para seguir, enquanto o restante é excluído ou reprocessado.

Essa triagem fina não “melhora um pouco”, ela define se placas de MDF terão uniformidade suficiente para prensar e curar sem pontos fracos.

Secagem a 200°C e a umidade que derruba a qualidade

Mesmo com fibras no padrão certo, a umidade ainda é um problema técnico que não aparece no acabamento final, mas pesa na durabilidade.

Se a umidade não for removida, o resultado pode ser degradação futura e risco de mofo, além de instabilidade do painel.

Por isso a secagem vira gargalo e, ao mesmo tempo, garantia mínima de processo.

O método descrito é o secador de tambor rotativo, em que ar quente circula enquanto o tambor gira, buscando uniformidade térmica.

A faixa mencionada fica entre 150 e 200°C, suficiente para secar sem queimar ou danificar o material, com capacidade de 5 toneladas de lascas por hora.

Secagem não é “passo intermediário”, é onde a matéria-prima deixa de ser instável e passa a ser controlável.

A etapa que decide tudo antes da prensa: resina e cobertura uniforme

A resina entra como componente vital para transformar fibra solta em placa resistente.

O processo descrito aponta que misturadores modernos conseguem revestir toneladas de fibras com resina em poucos minutos, buscando que cada fibra receba cobertura uniforme.

Aqui está o ponto que define a linha: o revestimento nesta etapa determina resistência, capacidade de carga e até resistência a cupins.

Os números citados mostram escala e proporção: uma planta típica pode usar cerca de 500 toneladas de resina por ano, com resina representando de 8 a 10% do produto final.

Se a dosagem oscila, as placas de MDF ficam vulneráveis a variações internas, e a prensa apenas “consolida” um problema que já nasceu antes.

É por isso que, entre triagem, ímãs, secagem e resina, a etapa de resina costuma ser a que mais decide o resultado.

Prensagem a quente, 30 MPa e o nascimento físico das placas de MDF

Com as fibras revestidas, a formação das placas de MDF ocorre na prensagem a quente, onde temperatura e pressão são tratadas como variáveis críticas.

O processo descrito cita até 200°C e pressão de 30 megapascais, com tempo de prensagem entre 5 e 7 minutos.

É nesse ciclo que a resina liga as fibras e o painel se torna sólido.

Depois, entram as especificações industriais de saída: espessura variando de 6 a 25 mm conforme o objetivo, e produção que pode alcançar até 100.000 placas de MDF por mês em uma grande planta.

O acabamento segue com corte em medidas padrão, como 1,2 m x 2,4 m, e lixamento para remover pontos ásperos.

Quando há revestimento final, pode haver camada de melamina ou folheado fino, com a indicação de que o acabamento pode elevar a vida útil em até 30%.

O caminho dos resíduos de madeira até placas de MDF depende menos de narrativa e mais de controle: triagem para escolher o que presta, ímãs para remover metal, fibras abaixo de 0,5 mm para garantir homogeneidade, secagem até 200°C para estabilizar a matéria-prima e resina para formar a ligação interna que a prensa só consolida.

Se você já usou placas de MDF em móveis ou reformas, o ponto prático é simples: o que parece “só uma chapa” é resultado de escolhas técnicas que começam bem antes da prensa. Na sua experiência, o que pesa mais no uso diário: durabilidade, resistência a umidade, custo, ou acabamento? E você já teve alguma peça de MDF que estufou ou empenou, em que situação isso aconteceu?

Escrito porBruno Teles

https://clickpetroleoegas.com.br/como-30-milhoes-de-toneladas-de-madeira-descartada-viram-placas-de-mdf-sem-milagre-com-triagem-imas-fibras-abaixo-de-05-mm-btl96/#utm_campaign=compartilhar&utm_medium=compartilhamento&utm_source=botao-flutuante

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

Sindimadeira_rs ITTO