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Notícias

16
fev
2026
(SILVICULTURA)
Alta produtividade florestal tem nome, seu João

Visitamos uma propriedade com cerca de 300 hectares de floresta. Um conjunto impressionante, talhões bem formados, vigorosos, homogêneos, sanidade exemplar e produtividade acima da média. Daquelas florestas que fazem qualquer profissional parar, olhar com atenção e pensar: “aqui tem algo diferente”.

E fomos atrás desse “algo”.

Começaram as perguntas de praxe, preparo de solo, material genético, plantio, tratos culturais, manejo, cuidados ambientais, operações. A cada resposta, uma surpresa, nada fora do comum. Nenhuma técnica inovadora, nenhum pacote especial, nenhuma prática experimental. Tudo exatamente dentro do que é amplamente recomendado pela boa silvicultura.

Nada além do básico.

Em determinado momento, o proprietário resumiu tudo com uma frase simples, mas extremamente reveladora:

  • “Já plantei em vários lugares e nunca fiz nada diferente.
  • Sempre foi arroz com feijão.
  • A diferença é que aqui o arroz com feijão foi bem feito.
  • E foi bem feito graças ao Seu João.”

O Seu João é quem está no campo.

  • É quem executa as operações.
  • É quem prepara o solo no ponto certo.
  • É quem respeita o momento do plantio.
  • É quem não “atropela” etapas para ganhar tempo.
  • É quem observa a floresta todos os dias, corrige pequenos erros antes que eles virem grandes problemas e está sempre alerta a qualquer coisa diferente.

Nada de milagre.
Nada além do recomendado.
Mas tudo muito bem feito.

Essa floresta deixa uma lição muito conhecida, mas que nem sempre recebe o destaque que merece:

  •   produtividade florestal não nasce no relatório, nem no PowerPoint, nem no discurso bonito. Ela nasce no campo.

Podemos, e devemos, discutir genética, clima, fertilidade, manejo, indicadores, sustentabilidade e certificações. Tudo isso importa. Mas sem execução de qualidade, todo esse conhecimento vira apenas intenção.

A realidade é simples e incômoda:
• Não falta tecnologia à silvicultura brasileira.
• Não faltam recomendações técnicas.
• Não faltam normas ambientais.

O que muitas vezes falta é valorizar quem executa.

Quando o executor de campo é tratado como detalhe, a floresta responde.
Quando é tratado como parte essencial do sistema, a produtividade aparece.

A floresta de 300 hectares não é exemplo porque fez algo extraordinário.
Ela é exemplo porque fez o básico muito bem feito.

E isso só acontece quando há gente capacitada, comprometida e respeitada conduzindo cada operação.

No fim, a silvicultura continua ensinando a mesma lição, geração após geração:

  •   alta produtividade florestal tem nome, sobrenome e botas sujas de terra.

Tem nome de Seu João.

Nenhum milagre.
Só trabalho bem feito, todos os dias.

Nelson Barboza Leite – Agrônomo – Silvicultor – nbleite@uol.com.br

Publicado em Uncategorized | Com a tag comunidade de silvicultura, engenharia florestal, floresta, florestal, incentivo fiscal, setor florestal, silvicultor, silvicultura | Deixe um comentário

Fonte: Comunidade de Silvicultura

ITTO Sindimadeira_rs