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O mercado da madeira em Mato Grosso registrou crescimento de 2,8% em 2025 na comparação com o ano anterior, com movimentação financeira de R$ 3,17 bilhões. Os dados são do Centro de Estudos Econômicos e Exportadores de Madeira do Mato Grosso (Cipem) e englobam vendas no mercado estadual, interestadual, exportações e comercialização de madeira em lotes. Em volume, a produção totalizou 16,4 milhões de metros cúbicos no período.
Na comparação com 2024, o desempenho do setor apresentou comportamentos distintos. O mercado interestadual cresceu 18,89% e se consolidou como principal destino do setor. Já as exportações recuaram 10,5% e o mercado estadual teve queda de 7,92%.
Apesar do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, que elevou a taxação de produtos de madeira para até 305%, as exportações para o país apresentaram crescimento de 22,05%, passando de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 16,7 milhões em 2025. No entanto, a guerra comercial com os Estados Unidos prejudicou a exportação de madeira de maior valor agregado, concentrando as vendas em produtos de menor valor agregado, segundo o Cipem, o que elevou os preços médios praticados no mercado internacional.
A inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na CITES — convenção internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas — deve ter impacto na comercialização dessas madeiras, afetando principalmente produtores que atuam no mercado internacional. Segundo o Cipem, a mudança pode gerar novos desafios para o setor, exigindo adaptações na cadeia produtiva e no cumprimento de normas ambientais.
O Cipem também apontou que o segmento de beneficiamento respondeu por 52% do valor total do setor, com destaque para painéis e compensados. A participação da indústria moveleira no total foi de 18%.
O estudo indica que a produção de madeira em tora cresceu 4,1%, totalizando 8,5 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção de madeira processada caiu 1,3%, somando 7,9 milhões de metros cúbicos. A área de florestas plantadas no estado alcançou 3,2 milhões de hectares.
Entre os principais desafios apontados pelo relatório estão a necessidade de investimento em infraestrutura logística, regularização fundiária e combate ao desmatamento ilegal. O Cipem recomendou políticas públicas para incentivar a agregação de valor e a formalização da cadeia produtiva.
Para 2026, a entidade projeta crescimento moderado, condicionado a políticas comerciais e investimentos em tecnologia e manejo florestal.
Fonte: Agro Olhar
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