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Notícias

19
jan
2026
(PAPEL E CELULOSE)
Setor da celulose deve ser principal beneficiado no acordo com europeus

Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, além da abertura de novos mercados, os preços nestes países são maiores do que na China.

A formação de maioria na União Europeia para aprovar o acordo comercial com o Mercosul tende a ser benéfico para todos os setores do agronegócio de Mato Grosso do Sul, mas um dos maiores beneficiados deve ser o da celulose, que está vivendo um boom na produção e que amargou perdas bilionárias no último ano por conta da queda nos preços.

De acordo com Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento  Sustentável, a redução de alíquotas nos países europeus, além de abrir mercado, cria a possibilidade de as indústrias locais conseguirem preços melhores pela celulose.

Segundo ele, a União Europeia “é um mercado de alto valor agregado e que normalmente paga melhor do que outros mercados, mais que o próprio mercado chinês”, que atualmente é o principal destino da celulose exportada por Mato Grosso do Sul

No ano passado, Mato Grosso do Sul exportou 6,89 milhões de toneladas de celulole, o que foi 48% acima das 4,63 milhões de toneladas do ano anterior. Porém, a cotação em dólar sofreu queda significativa. A cesulose respondeu por quase 28% de todo o faturamento estadual com as exportações em 2025.

Os preços médios foram 21% menores que os do ano anterior, recuando de 572,39 dólares para 451,34 dólares a tonelada. No caixa das três indústrias que atuam no Estado, isso significou queda da ordem de R$ 4,5 bilhões no faturamento anual.

Além dessa abertura de novos e melhores mercados para a celulose tradicional, a de fibra curta, o acordo com a União Europeia, segundo Jaime Verruck, cria importante perspectiva para a exportação de celulose solúvel que será produzida pela Bracell em Bataguasu. Esta celulose é usada principalmente na produção de vestimentas enquanto que  outra destina-se à produção de papéis.

O acordo, embora deva entrar em vigor somente em dois um três anos, também terá importância fundamental para a exportação de carnes (bovina, suína e de aves), soja, açúcar e etanol, segundo Jaime Verruck.

Para todos estes produtos, porém, foram fixadas cotas máximas de exportação. E, quando as vendas atingirem determinados patamares, as tarifas voltam a vigorar. No caso da celulose, porém, não existe teto de exportações.

E, com a queda nos preços ao longo de quase um ano e meio, indústrias européis de produção de celulose passaram a operar no vermelho e algumas até suspenderam a produção.

DIVERSIFICAÇÃO

Atualmente o comércio internacional de Mato Grosso do Sul é praticamente refém das vendas para a China, responsável por mais de 48,5 das compras. Na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, aparecem somente a Holanda (Países Baixos) e a Itália.

Juntos, estes dois países foram responsáveis pela importação de pouco mais de 800 milhões de dólares de produtos de Mato Grosso do Sul. A China, por sua vez, fez compras que somaram quase 4,8 bilhões de dólares.

Por outro lado, é destacada a presença de países como Turquia, Irã e Bangladesh entre os principais parciros comerciais. Eles deixaram para trás algumas das grandes potências mundiais, como França, Alemanha e Espanha, por exemplo.

Somenda a Holanda e a Itália apareceram entre os dez principais destinos das exportaões de MS no ano passado

Informações: Correio do Estado

https://www.maisfloresta.com.br/setor-da-celulose-deve-ser-principal-beneficiado-no-acordo-com-europeus/

Fonte: https://www.maisfloresta.com.br

ITTO Sindimadeira_rs