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Empresa familiar investe 50 milhões de reais para ocupar regiões ainda sem cobertura e transformar lojas em hubs de experiência
Mesmo longe dos holofotes, o grupo Ligna, da família Seibel, uma das mais ricas do país, controla um negócio bem capilarizado pelo país: a Leo, maior distribuidora de materiais para marcenaria da América Latina
Com mais de 130 lojas, presença em 22 estados e faturamento de 3,7 bilhões de reais, a empresa avança com um plano de expansão silencioso — e ambicioso.
Fundada em 1943 como uma pequena madeireira na Rua do Gasômetro, em São Paulo, a Leo Madeiras atravessou três gerações até se consolidar como líder nacional do setor.
Hoje, é comandada por Andrea Seibel, que assumiu a gestão em 2013 e conduz um ciclo acelerado de crescimento, modernização e diversificação.
A Leo abriu 25 lojas nos últimos dois anos e investiu 50 milhões de reais em expansão e logística
O movimento busca ocupar os chamados “white spaces”, regiões onde já existe demanda de marcenaria, mas sem a presença da marca.
“Nosso jogo é de longo prazo. A gente está aqui para o século, não para o ano”, afirma Andrea. “Quando o nosso cliente cresce, a gente cresce junto.”
Apesar do avanço, a Leo mantém perfil discreto.
A CEO prefere não cravar metas públicas e reforça que, em um setor de ciclos econômicos instáveis, o objetivo é crescer com consistência.
“O que diferencia uma empresa da outra é como ela resolve os problemas quando eles acontecem”, diz.
Qual é a história da Leo Madeiras
A história da Leo começa em um balcão estreito da Rua do Gasômetro, reduto tradicional de materiais de construção em São Paulo.
O fundador original, conhecido como senhor Léo, vendeu o pequeno negócio para o avô de Andrea, um imigrante polonês que sustentou a família a partir dali.
“Meu avô comprou a loja quando ficou viúvo e precisava recomeçar. Tirou dali o sustento para criar os filhos. Depois, meu tio Hélio transformou aquela lojinha em rede”, lembra Andrea.
Sob comando de Hélio Seibel, a Leo se expandiu e virou o núcleo de outros negócios familiares, que mais tarde incluíram participações em gigantes como Dexco e Klabin. Assim, a família Seibel virou uma famílias mais ricas do Brasil
“Meu tio tinha uma veia empreendedora muito forte, ele abriu caminho para a Leo crescer”, diz Andrea.
O bastão passou para ela em 2013, numa transição planejada de sucessão.
“Eu cresci dentro da empresa, então conheço a Leo desde criança. Assumi há 12 anos, em um processo de profissionalização e transformação. Hoje, estamos em ritmo de expansão muito acelerado.”
Segundo a CEO, a trajetória da Leo reflete os ciclos da economia brasileira.
“As empresas crescem em ondas, como adolescentes que dão um estirão, depois estabilizam, depois dão outro estirão. Tivemos fases de expansão, de digestão e agora vivemos um novo salto.”
Atualmente, a Leo reúne mais de 20.000 itens em catálogo e uma equipe de 5.000 profissionais. Além das lojas no Brasil, opera quatro unidades no Paraguai, reforçando a presença regional.
Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/negocios/uma-das-familias-mais-ricas-do-brasil-fatura-r-37-bilhoes-com-madeira/
Fonte: https://exame.com/
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