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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Bando financia sem-terra para derrubar floresta
Uma nova modalidade de crime ambiental está sendo praticada no sudeste do Pará por uma quadrilha comandada pelo homem identificado apenas por Eliezer, que se intitula líder de trabalhadores rurais sem-terra, também conhecidos como sem-toras.
Ele anda sempre armado com uma pistola e um revólver calibre 38 pelas ruas do município de Portel e diz ter a proteção de políticos e policiais. Quem banca tudo são madeireiros que atuam na ilegalidade.
O golpe funciona da seguinte maneira: Eliezer arregimenta pessoas humildes em vários municípios paraenses e do Maranhão, prometendo a elas conseguir terras da União junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Incentiva essas pessoas a invadir fazendas produtivas e, em parceria, com madeireiros clandestinos, rouba toda a madeira nobre possível.
O que vai acontecer depois é que as pessoas arregimentadas e suas famílias vão ficar na área à espera da terra prometida (mas que já tem dono), criando um grave problema social para o governo resolver.
Nessa empreitada criminosa, só quem lucra é Eliezer, que cobra pelo transporte, alimentação, cadastro e mensalidade dos trabalhadores, além dos madeireiros clandestinos que roubam madeira nobre e financiam o esquema.
Segundo dissidentes do grupo de Eliezer, os sem-toras são obrigados a se filiar em uma associação, criada pela quadrilha para dar um ar de legalidade ao golpe, e pagar todo mês uma taxa. Quem desistir é obrigado a ficar na área até ter dinheiro para pagar as despesas e a passagem de volta ao local de origem.
A quadrilha começou a atuar há cerca de quatro meses e o alvo inicial foi a fazenda Jutaituba, do grupo mineiro Martins, em Portel (a 85 km de Tucuruí), que mantém na área uma imensa reserva florestal protegida por lei.
Recentemente, uma operação conjunta do Ibama e Batalhão de Polícia Ambiental do Pará apreendeu várias máquinas pesadas e motosserras. Eliezer não foi preso. A polícia ficou no local por algum tempo, mas quando foi embora os sem-tora voltaram novamente comandados por Eliezer.
Fonte: Estadão
Ele anda sempre armado com uma pistola e um revólver calibre 38 pelas ruas do município de Portel e diz ter a proteção de políticos e policiais. Quem banca tudo são madeireiros que atuam na ilegalidade.
O golpe funciona da seguinte maneira: Eliezer arregimenta pessoas humildes em vários municípios paraenses e do Maranhão, prometendo a elas conseguir terras da União junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Incentiva essas pessoas a invadir fazendas produtivas e, em parceria, com madeireiros clandestinos, rouba toda a madeira nobre possível.
O que vai acontecer depois é que as pessoas arregimentadas e suas famílias vão ficar na área à espera da terra prometida (mas que já tem dono), criando um grave problema social para o governo resolver.
Nessa empreitada criminosa, só quem lucra é Eliezer, que cobra pelo transporte, alimentação, cadastro e mensalidade dos trabalhadores, além dos madeireiros clandestinos que roubam madeira nobre e financiam o esquema.
Segundo dissidentes do grupo de Eliezer, os sem-toras são obrigados a se filiar em uma associação, criada pela quadrilha para dar um ar de legalidade ao golpe, e pagar todo mês uma taxa. Quem desistir é obrigado a ficar na área até ter dinheiro para pagar as despesas e a passagem de volta ao local de origem.
A quadrilha começou a atuar há cerca de quatro meses e o alvo inicial foi a fazenda Jutaituba, do grupo mineiro Martins, em Portel (a 85 km de Tucuruí), que mantém na área uma imensa reserva florestal protegida por lei.
Recentemente, uma operação conjunta do Ibama e Batalhão de Polícia Ambiental do Pará apreendeu várias máquinas pesadas e motosserras. Eliezer não foi preso. A polícia ficou no local por algum tempo, mas quando foi embora os sem-tora voltaram novamente comandados por Eliezer.
Fonte: Estadão
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