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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Intensificam-se invasões em florestas com araucária no PR e SC.
Enquanto o governo federal, estadual e sociedade da região sul do Brasil estão realizando discussões para definir políticas de uso sustentável para remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária), e a Resolução Conama 278 suspendeu por 2 anos o corte das populações naturais desta espécie principalmente no sul do Paraná e norte de Santa Catarina - invasões ocorridas nas últimas semanas colocam em risco grandes áreas deste ecossistema.
Há indícios de que durante as invasões ocorre corte ilegal de madeira, roubo de madeira serrada e até de lotes apreendidos pelo IBAMA, sem que as autoridades ambientais atuem com rigor.
Em julho a Fazenda da empresa Araupel (PR) certificada pelo FSC foi invadida, e na semana passada, a Fazenda Random III, de propriedade das Indústrias Zattar, situada no município de General Carneiro, região Sul do Paraná, foi ocupada por trabalhadores rurais.
Conforme declaração do proprietário da empresa Madesul, Romualdo Nunes Lopes, que mantém estoques florestais dentro da área invadida, líderes da invasão, informaram que as madeiras serão cortadas e vendidas, inclusive os estoques de madeira serrada de imbuia que estavam mantidas no local por determinação do IBAMA. Segundo moradores da região, os líderes, ostensivamente armados, estão cortando árvores nativas para usarem em construções e como lenha nas fogueiras e fogões.
A área invadida é tipicamente florestal, com solos de baixa produtividade, e onde existem as médias de menor temperatura do estado, inviabilizando a produção agrícola e até mesmo de pecuária rentável. Outros assentamentos próximos, demonstraram a inviabilidade de produção agropecuária.
Novas Invasões
Emissoras de rádios locais, noticiaram que serradores visando comprar a madeira ilegal, barata e sem fiscalização, podem estar financiando este tipo de ação.
As emissoras, denunciaram também o interesse dos invasores em vender os estoques florestais e depois invadirem outras áreas vizinhas, inclusive a única reserva certificada pelo FSC em toda região centro sul do Paraná.
Como a reserva ameaçada é um dos maiores remanescentes de Araucárias do país, a justificativa para a invasão é de que a área com madeira tem maior interesse pelo seu valor.
Representantes de ONGs e empresários concordam que é fundamental definir os princípios comuns, que todos devem defender o cumprimento da legislação ambiental, incluindo a cobrança para que o IBAMA atue de maneira firme independente da origem do criminoso ambiental.
Evitando, deste modo, que as invasões tranformem-se em uma grande indústria de desmatamento e destruição, que não atende os necessitados nem aqueles que querem trabalhar dentro da lei.
Fonte: ambientebrasil
19/ago/03
Há indícios de que durante as invasões ocorre corte ilegal de madeira, roubo de madeira serrada e até de lotes apreendidos pelo IBAMA, sem que as autoridades ambientais atuem com rigor.
Em julho a Fazenda da empresa Araupel (PR) certificada pelo FSC foi invadida, e na semana passada, a Fazenda Random III, de propriedade das Indústrias Zattar, situada no município de General Carneiro, região Sul do Paraná, foi ocupada por trabalhadores rurais.
Conforme declaração do proprietário da empresa Madesul, Romualdo Nunes Lopes, que mantém estoques florestais dentro da área invadida, líderes da invasão, informaram que as madeiras serão cortadas e vendidas, inclusive os estoques de madeira serrada de imbuia que estavam mantidas no local por determinação do IBAMA. Segundo moradores da região, os líderes, ostensivamente armados, estão cortando árvores nativas para usarem em construções e como lenha nas fogueiras e fogões.
A área invadida é tipicamente florestal, com solos de baixa produtividade, e onde existem as médias de menor temperatura do estado, inviabilizando a produção agrícola e até mesmo de pecuária rentável. Outros assentamentos próximos, demonstraram a inviabilidade de produção agropecuária.
Novas Invasões
Emissoras de rádios locais, noticiaram que serradores visando comprar a madeira ilegal, barata e sem fiscalização, podem estar financiando este tipo de ação.
As emissoras, denunciaram também o interesse dos invasores em vender os estoques florestais e depois invadirem outras áreas vizinhas, inclusive a única reserva certificada pelo FSC em toda região centro sul do Paraná.
Como a reserva ameaçada é um dos maiores remanescentes de Araucárias do país, a justificativa para a invasão é de que a área com madeira tem maior interesse pelo seu valor.
Representantes de ONGs e empresários concordam que é fundamental definir os princípios comuns, que todos devem defender o cumprimento da legislação ambiental, incluindo a cobrança para que o IBAMA atue de maneira firme independente da origem do criminoso ambiental.
Evitando, deste modo, que as invasões tranformem-se em uma grande indústria de desmatamento e destruição, que não atende os necessitados nem aqueles que querem trabalhar dentro da lei.
Fonte: ambientebrasil
19/ago/03
Fonte:
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