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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Ampliação da fábrica deve impulsionar exportações brasileiras de celulose.
Um grande impulso para as exportações brasileiras de celulose deve ser dado com a inauguração do P-2000, projeto de ampliação da fábrica da Votorantim Celulose e Papel (VCP) em Jacareí, no interior do estado. A fábrica vai proporcionar o aumento da produção de celulose do grupo para 1,5 milhão de toneladas/ano, o que representará cerca de 20% da produção e 15% das exportações brasileiras (no mercado interno, a participação da empresa é de 17% das vendas).
“A exportação da VCP no ano que vem vai dobrar em relação a 2002, vai passar de US$ 250 milhões para US$ 500 milhões. É um número realmente expressivo em termos de balança comercial”, explica o diretor-presidente da VCP, Raul Calfat, lembrando que a expectativa para este ano é de um total de US$ 380 milhões em exportações.
Concluído em dezembro do ano passado, o projeto será inaugurado oficialmente hoje, com a presença de autoridades como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O P-2000 contou com investimentos de US$ 490 milhões, sendo US$ 120 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante de recursos próprios da VCP e captados.
Segundo Calfat, o setor de celulose é um daqueles em que o Brasil é competitivo no cenário internacional, apresentando alta produtividade. Ainda na chamada “curva de aprendizagem”, o projeto já ampliou a produção da unidade de Jacareí em 570 mil toneladas. “Quase a totalidade desse acréscimo será destinada à exportação”, explica Calfat. Com a unidade operando a todo o vapor, a expectativa é que as exportações de celulose da VCP cheguem a 800 mil toneladas, mais que o dobro das 270 mil toneladas do ano passado.
Outro ponto importante no projeto foi a interligação da fábrica com o terminal privativo da VCP no Porto de Santos. Em conjunto com a MRS Logística, concessionária da malha sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), a empresa investiu US$ 30 milhões na recuperação de linha ferroviária e reforma de vagões para adaptá-los ao transporte da celulose. A linha opera desde abril deste ano e já possibilitou uma economia de 25% do custo operacional, em relação ao transporte rodoviário. “Entre outras coisas, encurtamos a distância entre a fábrica de Jacareí e o Porto de Santos. Ela ficou em apenas 130 quilômetros (eram 160 km)”, informa Calfat. “Tudo isso vai reduzindo custo, e ao mesmo tempo, estamos tirando das Marginais de São Paulo (Pinheiros e Tietê) e da Via Anchieta 85 carretas por dia. Acho que todos nós agradecemos”.
Do total investido na ampliação da fábrica, a VCP aplicou US$ 15 milhões na área ambiental. Atualmente, segundo Calfat, a empresa é a maior produtora de mudas nativas e maior reflorestadora do estado de São Paulo, com 170 mil hectares de florestas em território paulista, sendo 120 mil hectares de florestas plantadas. Este ano, a VCP vai reflorestar mais 22 mil hectares de florestas. “Essas florestas plantadas utilizam clones, não usamos mais sementes. Isso dá uma uniformidade na área florestal e uma previsibilidade de performance no cliente final”, explica Calfat.
Atualmente, a unidade produz 80% da energia que consome - a meta é atingir 100% no ano que vem - e recupera 97% dos produtos químicos utilizados. Para a montagem do P-2000, a VCP importou 30% do material empregado (principalmente da Finlândia) e adquiriu 70% de empresas nacionais. “As matrizes (de muitas tecnologias) ficam no exterior, mas as fabricações são aqui. Há alguns casos em que vem equipamento fabricado no exterior. Outros casos, só o projeto vem de lá e é todo fabricado aqui”, explica o diretor técnico e industrial da VCP, Francisco Valério. A caldeira, por exemplo, é fabricada no Brasil. “A única coisa que veio de fora são tubos de materiais especiais que não são fabricados no Brasil”, explica.
No primeiro trimestre do ano, a trajetória dos preços da celulose no mercado internacional foi ascendente. “Depois, os preços se estabilizaram e sofreram uma pequena queda durante os meses de julho e agosto. Eles hoje se encontram no patamar de US$ 450 por tonelada, no norte da Europa (referência usada no mercado de celulose)”, informa Calfat, acrescentando que as expectativas são as de que deverá haver um incremento da demanda ao final do verão no hemisfério norte. “As perspectivas são de preço em recuperação até o final do ano”, afirma.
Liésio Pereira
Fonte: Agência BR
18/ago/03
“A exportação da VCP no ano que vem vai dobrar em relação a 2002, vai passar de US$ 250 milhões para US$ 500 milhões. É um número realmente expressivo em termos de balança comercial”, explica o diretor-presidente da VCP, Raul Calfat, lembrando que a expectativa para este ano é de um total de US$ 380 milhões em exportações.
Concluído em dezembro do ano passado, o projeto será inaugurado oficialmente hoje, com a presença de autoridades como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
O P-2000 contou com investimentos de US$ 490 milhões, sendo US$ 120 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante de recursos próprios da VCP e captados.
Segundo Calfat, o setor de celulose é um daqueles em que o Brasil é competitivo no cenário internacional, apresentando alta produtividade. Ainda na chamada “curva de aprendizagem”, o projeto já ampliou a produção da unidade de Jacareí em 570 mil toneladas. “Quase a totalidade desse acréscimo será destinada à exportação”, explica Calfat. Com a unidade operando a todo o vapor, a expectativa é que as exportações de celulose da VCP cheguem a 800 mil toneladas, mais que o dobro das 270 mil toneladas do ano passado.
Outro ponto importante no projeto foi a interligação da fábrica com o terminal privativo da VCP no Porto de Santos. Em conjunto com a MRS Logística, concessionária da malha sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), a empresa investiu US$ 30 milhões na recuperação de linha ferroviária e reforma de vagões para adaptá-los ao transporte da celulose. A linha opera desde abril deste ano e já possibilitou uma economia de 25% do custo operacional, em relação ao transporte rodoviário. “Entre outras coisas, encurtamos a distância entre a fábrica de Jacareí e o Porto de Santos. Ela ficou em apenas 130 quilômetros (eram 160 km)”, informa Calfat. “Tudo isso vai reduzindo custo, e ao mesmo tempo, estamos tirando das Marginais de São Paulo (Pinheiros e Tietê) e da Via Anchieta 85 carretas por dia. Acho que todos nós agradecemos”.
Do total investido na ampliação da fábrica, a VCP aplicou US$ 15 milhões na área ambiental. Atualmente, segundo Calfat, a empresa é a maior produtora de mudas nativas e maior reflorestadora do estado de São Paulo, com 170 mil hectares de florestas em território paulista, sendo 120 mil hectares de florestas plantadas. Este ano, a VCP vai reflorestar mais 22 mil hectares de florestas. “Essas florestas plantadas utilizam clones, não usamos mais sementes. Isso dá uma uniformidade na área florestal e uma previsibilidade de performance no cliente final”, explica Calfat.
Atualmente, a unidade produz 80% da energia que consome - a meta é atingir 100% no ano que vem - e recupera 97% dos produtos químicos utilizados. Para a montagem do P-2000, a VCP importou 30% do material empregado (principalmente da Finlândia) e adquiriu 70% de empresas nacionais. “As matrizes (de muitas tecnologias) ficam no exterior, mas as fabricações são aqui. Há alguns casos em que vem equipamento fabricado no exterior. Outros casos, só o projeto vem de lá e é todo fabricado aqui”, explica o diretor técnico e industrial da VCP, Francisco Valério. A caldeira, por exemplo, é fabricada no Brasil. “A única coisa que veio de fora são tubos de materiais especiais que não são fabricados no Brasil”, explica.
No primeiro trimestre do ano, a trajetória dos preços da celulose no mercado internacional foi ascendente. “Depois, os preços se estabilizaram e sofreram uma pequena queda durante os meses de julho e agosto. Eles hoje se encontram no patamar de US$ 450 por tonelada, no norte da Europa (referência usada no mercado de celulose)”, informa Calfat, acrescentando que as expectativas são as de que deverá haver um incremento da demanda ao final do verão no hemisfério norte. “As perspectivas são de preço em recuperação até o final do ano”, afirma.
Liésio Pereira
Fonte: Agência BR
18/ago/03
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