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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Mudanças climáticas contribuíram para o aumento das florestas de araucárias
Não importa muito o ponto geográfico analisado. Seja no Paraná, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul ou até São Paulo, na região de Campos do Jordão, os resultados científicos são bastante semelhantes. A grande explosão das florestas de araucárias (Araucaria angustifolia) ocorreu nos últimos mil anos. E muito por causa das mudanças climáticas.
“No início do Holoceno o clima muito seco impediu a expansão da araucária”, explica Hermann Behling, pesquisador da Universidade de Bremen, da Alemanha, que proferiu uma das conferências realizadas no primeiro dia do 56º Congresso Brasileiro de Botânica, que será realizado até sexta-feira (14), em Curitiba (PR). Apenas há 10 mil anos é que o Sul e o Sudeste do Brasil passaram a ter condições para que as araucárias, planta que é símbolo do Estado do Paraná, pudessem surgir.
Todos os dados apresentados pelo cientista europeu são baseados em estudos palinológicos. Por meio de pólens fósseis, retirados de uma coluna de sedimento com alguns metros de altura extraída dos locais estudados, é possível saber quais eram as plantas que viviam naquela região. A partir daí é que os pesquisadores conseguem, por exemplo, reconstituir a história evolutiva de uma floresta.
“Como o clima foi ficando mais úmido, as florestas de araucárias tiveram condições de se desenvolver mais”, afirma Behling. Segundo os estudos dos pólens feitos em Cambará do Sul (RS), Morro da Igreja (SC) e Serra dos Campos Gerais (PR), apenas há 3,5 mil anos é que as primeiras formações começaram a surgir, de forma comedida. “Eram florestas de galeria”, explica.
Os estudos dos pólens permitem descobrir ainda quando a região analisada sofreu com a presença do fogo. E esse é um dado que indica tanto quando o clima era mais quente como em que momento o homem começou a agir na região, provocando queimadas. “No gráfico feito para Cambará do Sul fica evidente a ação antrópica nos últimos 80 anos, não apenas pela maior quantidade de fogo, mas também pelo corte da floresta.” Esse indicador demonstra que há 7,4 mil anos já ocorriam queimadas de ordem antrópica nas áreas ocupadas hoje pelas araucárias.
Toda essa história evolutiva revelada pelos pólens, segundo o pesquisador alemão, tem uma importância muito grande. “Ela mostra que nos períodos mais secos do ponto de vista climático, as queimadas e a ação humana por meio da deflorestação tiveram do ponto de vista prático as mesmas conseqüências.” Em todos os casos, mostraram os estudos apresentados pelo cientista, a diversidade florestal caiu. O problema é que, no caso da presença do homem, os efeitos que provocaram a queda de qualidade da floresta foram percebidos em uma escala de tempo bem menor.
Fonte: Agência Fapesp
“No início do Holoceno o clima muito seco impediu a expansão da araucária”, explica Hermann Behling, pesquisador da Universidade de Bremen, da Alemanha, que proferiu uma das conferências realizadas no primeiro dia do 56º Congresso Brasileiro de Botânica, que será realizado até sexta-feira (14), em Curitiba (PR). Apenas há 10 mil anos é que o Sul e o Sudeste do Brasil passaram a ter condições para que as araucárias, planta que é símbolo do Estado do Paraná, pudessem surgir.
Todos os dados apresentados pelo cientista europeu são baseados em estudos palinológicos. Por meio de pólens fósseis, retirados de uma coluna de sedimento com alguns metros de altura extraída dos locais estudados, é possível saber quais eram as plantas que viviam naquela região. A partir daí é que os pesquisadores conseguem, por exemplo, reconstituir a história evolutiva de uma floresta.
“Como o clima foi ficando mais úmido, as florestas de araucárias tiveram condições de se desenvolver mais”, afirma Behling. Segundo os estudos dos pólens feitos em Cambará do Sul (RS), Morro da Igreja (SC) e Serra dos Campos Gerais (PR), apenas há 3,5 mil anos é que as primeiras formações começaram a surgir, de forma comedida. “Eram florestas de galeria”, explica.
Os estudos dos pólens permitem descobrir ainda quando a região analisada sofreu com a presença do fogo. E esse é um dado que indica tanto quando o clima era mais quente como em que momento o homem começou a agir na região, provocando queimadas. “No gráfico feito para Cambará do Sul fica evidente a ação antrópica nos últimos 80 anos, não apenas pela maior quantidade de fogo, mas também pelo corte da floresta.” Esse indicador demonstra que há 7,4 mil anos já ocorriam queimadas de ordem antrópica nas áreas ocupadas hoje pelas araucárias.
Toda essa história evolutiva revelada pelos pólens, segundo o pesquisador alemão, tem uma importância muito grande. “Ela mostra que nos períodos mais secos do ponto de vista climático, as queimadas e a ação humana por meio da deflorestação tiveram do ponto de vista prático as mesmas conseqüências.” Em todos os casos, mostraram os estudos apresentados pelo cientista, a diversidade florestal caiu. O problema é que, no caso da presença do homem, os efeitos que provocaram a queda de qualidade da floresta foram percebidos em uma escala de tempo bem menor.
Fonte: Agência Fapesp
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