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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Juro equivale a 10% do custo de produção
O elevado nível dos juros no País encarece os custos das indústrias, com reflexos negativos sobre a oferta de empregos e a capacidade de consumo dos trabalhadores. Estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em conjunto com a Federação e o Cento das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que as taxas de juros cobradas pelos bancos no financiamento de capital de giro das empresas do setor representam, em média, de 7% a 10% dos custos de produção.
O estudo, feito originalmente há três anos e agora revisado pelo Ciesp, considerou taxas de juros reais para capital de giro de 30% e 40% ao ano. "Os juros altos defendidos pelo Banco Central (BC) como instrumento de controle da inflação provocam estragos brutais na economia", afirma Mário Bernardini, diretor do Departamento de Competitividade do Ciesp. "
Além de achatar as margens de rentabilidade das empresas que atuam nos setores concorrenciais, reduzindo sua capacidade de investir e gerar empregos, ainda provoca inflação dos oligopólios e monopólios, que conseguem repassar para seus preços o aumento de custo".
Para Bernardini, o motivo apresentado pelo BC para manter a política de juros elevados não se sustenta. Ele argumenta que 70% da inflação brasileira, nos últimos anos, tem sido provocada por aumentos de preços administrados, que não respondem ao aumento de juros. "Um exemplo que ilustra bem essa situação é o dos combustíveis, cujos preços acabam de ser aumentados . A Petrobrás está pouco se lixando se os juros estão altos ou não. Ela simplesmente cobra o preço que quiser".
O diretor do Ciesp ressalta que os juros altos servem para controlar só os chamados preços livres em setores concorrenciais , que são disputados principalmente por pequenas, médias e microempresas, e que têm tido peso relativamente pequeno na composição dos índices de inflação. "Como esses segmentos não conseguem repassar o aumento do custo financeiro para os preços, as empresas perdem dinheiro, o que aumenta a inadimplência e reduz sua capacidade de crescer e gerar mais emprego e renda".
Para o Ciesp, o BC poderia ter reduzido em pelo menos um ponto porcentual a taxa básica de juros (Selic) sem com isso alterar as condições que a economia apresentava há três meses. "Nesse período, a inflação caiu e o juro real passou de 13% para 14%. Se baixasse um ponto da Selic, estaria mantendo os juros reais de três meses atrás".
O estudo da FGV mostra que o impacto da taxa de juros sobre os custos varia de setor para setor. Ele é maior nos setores com ciclo longo de produção. Na indústria de açúcar, por exemplo, que leva de cinco a seis meses para ter o produto final, o custo financeiro do capital de giro no valor da produção pode superar 20%, no caso de uma taxa anual de 45%. Em setores de ciclo mais curto, como o de fabricação de elementos químicos não petroquímicos, esse custo cai para cerca de 6%.
Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) considera razoável que a participação do custo financeiro do capital de giro no valor da produção ficasse abaixo de 5%. "Nos níveis em que está hoje, as empresas tentam utilizar o mínimo possível de recursos bancários, restringindo terrivelmente a sua atividade".
Levantamento feito pelo Iedi com base nos balanços de 106 grandes empresas do setor mostra que 46,5% dos recursos utilizados por esse conjunto de companhias no primeiro semestre tiveram como fonte seu próprio bolso. No ano passado, os recursos próprios responderam por apenas 38,8%. Já a participação dos chamados recursos onerosos de terceiros (empréstimos e financiamentos bancários e papéis de dívida) caiu de 32,8% para 28% no período.
Fonte:Celulose Online
O estudo, feito originalmente há três anos e agora revisado pelo Ciesp, considerou taxas de juros reais para capital de giro de 30% e 40% ao ano. "Os juros altos defendidos pelo Banco Central (BC) como instrumento de controle da inflação provocam estragos brutais na economia", afirma Mário Bernardini, diretor do Departamento de Competitividade do Ciesp. "
Além de achatar as margens de rentabilidade das empresas que atuam nos setores concorrenciais, reduzindo sua capacidade de investir e gerar empregos, ainda provoca inflação dos oligopólios e monopólios, que conseguem repassar para seus preços o aumento de custo".
Para Bernardini, o motivo apresentado pelo BC para manter a política de juros elevados não se sustenta. Ele argumenta que 70% da inflação brasileira, nos últimos anos, tem sido provocada por aumentos de preços administrados, que não respondem ao aumento de juros. "Um exemplo que ilustra bem essa situação é o dos combustíveis, cujos preços acabam de ser aumentados . A Petrobrás está pouco se lixando se os juros estão altos ou não. Ela simplesmente cobra o preço que quiser".
O diretor do Ciesp ressalta que os juros altos servem para controlar só os chamados preços livres em setores concorrenciais , que são disputados principalmente por pequenas, médias e microempresas, e que têm tido peso relativamente pequeno na composição dos índices de inflação. "Como esses segmentos não conseguem repassar o aumento do custo financeiro para os preços, as empresas perdem dinheiro, o que aumenta a inadimplência e reduz sua capacidade de crescer e gerar mais emprego e renda".
Para o Ciesp, o BC poderia ter reduzido em pelo menos um ponto porcentual a taxa básica de juros (Selic) sem com isso alterar as condições que a economia apresentava há três meses. "Nesse período, a inflação caiu e o juro real passou de 13% para 14%. Se baixasse um ponto da Selic, estaria mantendo os juros reais de três meses atrás".
O estudo da FGV mostra que o impacto da taxa de juros sobre os custos varia de setor para setor. Ele é maior nos setores com ciclo longo de produção. Na indústria de açúcar, por exemplo, que leva de cinco a seis meses para ter o produto final, o custo financeiro do capital de giro no valor da produção pode superar 20%, no caso de uma taxa anual de 45%. Em setores de ciclo mais curto, como o de fabricação de elementos químicos não petroquímicos, esse custo cai para cerca de 6%.
Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) considera razoável que a participação do custo financeiro do capital de giro no valor da produção ficasse abaixo de 5%. "Nos níveis em que está hoje, as empresas tentam utilizar o mínimo possível de recursos bancários, restringindo terrivelmente a sua atividade".
Levantamento feito pelo Iedi com base nos balanços de 106 grandes empresas do setor mostra que 46,5% dos recursos utilizados por esse conjunto de companhias no primeiro semestre tiveram como fonte seu próprio bolso. No ano passado, os recursos próprios responderam por apenas 38,8%. Já a participação dos chamados recursos onerosos de terceiros (empréstimos e financiamentos bancários e papéis de dívida) caiu de 32,8% para 28% no período.
Fonte:Celulose Online
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