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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Ministério terá rede digital para os portos
O Ministério dos Transportes irá implantar, até o final do ano, uma rede digital entre todos os portos do País. O serviço possibilitará ao Governo Federal acompanhar em tempo real o que ocorre nos complexos — das cargas movimentadas aos delitos cometidos, passando pela atracação de navios. Denominado Sistema de Portos (Sisportos), o programa representa um investimento de R$ 5 milhões, somente neste ano.
No orçamento do próximo ano, outros R$ 5 milhões devem ser liberados para o software, adiantou a A Tribuna o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do Ministério, Paulo de Tarso Carneiro, para quem o montante a ser investido até dezembro não é suficiente.
A importância do Sisportos, destacou Carneiro, é que pela primeira vez, de maneira sistematizada e unificada, as autoridades em Brasília poderão saber em tempo real tudo o que ocorre em todos os portos do País.
‘‘O objetivo é criar uma rede nacional que permita ao Ministério ter conhecimento on line da movimentação, que tipo de navio está no porto, que mercadoria está sendo embarcada e, com isso, ter melhores condições de analisar os projetos. Nós queremos, junto com a Receita Federal, possibilitar a liberação da documentação pelo sistema eletrônico’’, explicou Carneiro.
Isso será possível porque o Sisportos será conectado ao Siscomex, programa da Secretaria da Receita Federal que controla todas as exportações e importações do País.
‘‘Hoje nós sabemos tudo pelo jornal ou pelo telefone’’, explicou Carneiro, para quem o Sisportos irá mudar o modus operandi da informação nos portos. ‘‘Se houver um roubo de carga, é obvio que vamos tomar conhecimento porque os diretores (dos portos) nos comunicarão. Mas achamos que isso não é suficiente. A informação é fundamental na gestão de um porto’’, destacou.
Para dar uma idéia de como a transferência de dados pode interferir na gestão, Carneiro cita que atualmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela administração dos dados dos portos, ainda está compilando as informações do ano passado.
‘‘Eu não posso ficar pensando em aumentar calado de porto se não tiver uma dimensão exata do que ocorre aí (em tempo real)’’, exemplificou.
Início
A idéia de implantar o Sisportos vinha sendo gestada, argumentou Carneiro, desde o início do Governo Luiz Ignácio Lula da Silva. Mas só agora, depois de vencidas barreiras burocráticas e havendo um mínino de espaço no orçamento, é que foi possível incluir o projeto.
A dotação de R$ 5 milhões para este ano está prevista no Agenda Portos, programa do Governo Federal que reserva recursos para obras consideradas emergenciais nos 11 principais portos do País, responsáveis por 90% da balança comercial nacional.
Outra função do Sisportos será utilizar o sistema para criar melhores condições da segurança, contribuindo com o plano de segurança dos complexos portuários, conforme o ISPS Code. ‘‘Todos os dados necessários à segurança estarão ali’’.
Segundo Carneiro, o Sisportos, cujo portal na internet deverá entrar em fucionamento ainda neste ano, não terá, a princípio, interface com a Supervia Eletrônica de Dados (SED), sistema de informações on line do Porto de Santos. ‘‘Não tem nada a ver, a princípio’’, disse.
Mas, de acordo com o diretor, durante o processo de implantação do programa, serão feitos diagnósticos para saber quais informações já são disponibilizadas pelos portos sistematicamente.
Fonte: A Tribuna de Santos
No orçamento do próximo ano, outros R$ 5 milhões devem ser liberados para o software, adiantou a A Tribuna o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do Ministério, Paulo de Tarso Carneiro, para quem o montante a ser investido até dezembro não é suficiente.
A importância do Sisportos, destacou Carneiro, é que pela primeira vez, de maneira sistematizada e unificada, as autoridades em Brasília poderão saber em tempo real tudo o que ocorre em todos os portos do País.
‘‘O objetivo é criar uma rede nacional que permita ao Ministério ter conhecimento on line da movimentação, que tipo de navio está no porto, que mercadoria está sendo embarcada e, com isso, ter melhores condições de analisar os projetos. Nós queremos, junto com a Receita Federal, possibilitar a liberação da documentação pelo sistema eletrônico’’, explicou Carneiro.
Isso será possível porque o Sisportos será conectado ao Siscomex, programa da Secretaria da Receita Federal que controla todas as exportações e importações do País.
‘‘Hoje nós sabemos tudo pelo jornal ou pelo telefone’’, explicou Carneiro, para quem o Sisportos irá mudar o modus operandi da informação nos portos. ‘‘Se houver um roubo de carga, é obvio que vamos tomar conhecimento porque os diretores (dos portos) nos comunicarão. Mas achamos que isso não é suficiente. A informação é fundamental na gestão de um porto’’, destacou.
Para dar uma idéia de como a transferência de dados pode interferir na gestão, Carneiro cita que atualmente a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela administração dos dados dos portos, ainda está compilando as informações do ano passado.
‘‘Eu não posso ficar pensando em aumentar calado de porto se não tiver uma dimensão exata do que ocorre aí (em tempo real)’’, exemplificou.
Início
A idéia de implantar o Sisportos vinha sendo gestada, argumentou Carneiro, desde o início do Governo Luiz Ignácio Lula da Silva. Mas só agora, depois de vencidas barreiras burocráticas e havendo um mínino de espaço no orçamento, é que foi possível incluir o projeto.
A dotação de R$ 5 milhões para este ano está prevista no Agenda Portos, programa do Governo Federal que reserva recursos para obras consideradas emergenciais nos 11 principais portos do País, responsáveis por 90% da balança comercial nacional.
Outra função do Sisportos será utilizar o sistema para criar melhores condições da segurança, contribuindo com o plano de segurança dos complexos portuários, conforme o ISPS Code. ‘‘Todos os dados necessários à segurança estarão ali’’.
Segundo Carneiro, o Sisportos, cujo portal na internet deverá entrar em fucionamento ainda neste ano, não terá, a princípio, interface com a Supervia Eletrônica de Dados (SED), sistema de informações on line do Porto de Santos. ‘‘Não tem nada a ver, a princípio’’, disse.
Mas, de acordo com o diretor, durante o processo de implantação do programa, serão feitos diagnósticos para saber quais informações já são disponibilizadas pelos portos sistematicamente.
Fonte: A Tribuna de Santos
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