Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Produtores querem retirar MT
Produtores rurais de Mato Grosso querem a retirada do Estado da Amazônia Legal. Com isso, a área de preservação de florestas imposta por lei cairia de 80% para 50%, conforme as regras ambientais seguidas pelos demais Estados do país. Hoje, menos de 50% da área territorial do Estado é composta por florestas. Contudo, o secretário de desenvolvimento sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Gilney Viana, não descarta a hipótese de que a medida, caso aprovada, traga prejuízos fiscais a Mato Grosso, já que a Amazônia Legal é contemplada por programas de incentivos fiscais do governo federal.
O pedido foi formalizado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de mato Grosso (Famato), Homero Pereira, à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em uma reunião ontem entre produtores, industriais e membros do ministério, durante a programação do 1º Fórum Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, no Centro de Eventos Pantanal.
"A retirada de Mato Grosso não beneficiaria só os produtores, mas ao Estado e a imagem do próprio Brasil. Como Mato Grosso tem uma vocação voltada à produção de alimentos, acaba contaminando os números daquilo que efetivamente é a Amazônia. Com isso, acabaríamos conseguindo melhorar os indicadores de soja e desmatamento na Amazônia", declara Homero Pereira.
Gilney Viana afirma que será estudada pelo ministério a contraproposta de excluir da Amazônia Legal apenas as áreas do cerrado mato-grossense. As discussões serão norteadas pelo novo mapa dos biomas brasileiros, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a identificação das áreas de floresta amazônica e de cerrado em Mato Grosso.
Embora não tenha apresentado o mapa no evento, Viana afirma que pouco menos da metade da extensão territorial do Estado é formada por florestas. "Não interessa ao ministério se é floresta densa ou área de transição, mas sim delimitar o que é ou não cerrado". Ele afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar ainda este mês o novo levantamento, por meio de decreto.
Contudo, para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Nereu Pasini, a idéia de retirar o Estado do âmbito da Amazônia Legal deve ser analisada com cautela. "Sabemos que grande parte da industrialização do Estado se deve à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia", afirma em referência à extinta Sudam, atual Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), responsável pelo fomento e concessão de incentivos ficais a projetos industriais na região.
Ao afirmar ter se surpreendido com o pedido feito pelo presidente da Famato, ele diz que o assunto será discutido entre membros da entidade para definir o posicionamento oficial. Gilney Viana também informa que um grupo de trabalho composto por ministérios, produtores rurais e sociedade civil será instituído para debater o tema. "Precisamos ampliar as discussões. Os produtores são importantes ao Estado, mas não representam toda a população".
A Amazônia Legal é formada, além de Mato Grosso, pelos Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia, Tocantins e Maranhão.
Juliana Scardua
Fonte: Gazetadigital
O pedido foi formalizado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de mato Grosso (Famato), Homero Pereira, à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em uma reunião ontem entre produtores, industriais e membros do ministério, durante a programação do 1º Fórum Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, no Centro de Eventos Pantanal.
"A retirada de Mato Grosso não beneficiaria só os produtores, mas ao Estado e a imagem do próprio Brasil. Como Mato Grosso tem uma vocação voltada à produção de alimentos, acaba contaminando os números daquilo que efetivamente é a Amazônia. Com isso, acabaríamos conseguindo melhorar os indicadores de soja e desmatamento na Amazônia", declara Homero Pereira.
Gilney Viana afirma que será estudada pelo ministério a contraproposta de excluir da Amazônia Legal apenas as áreas do cerrado mato-grossense. As discussões serão norteadas pelo novo mapa dos biomas brasileiros, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a identificação das áreas de floresta amazônica e de cerrado em Mato Grosso.
Embora não tenha apresentado o mapa no evento, Viana afirma que pouco menos da metade da extensão territorial do Estado é formada por florestas. "Não interessa ao ministério se é floresta densa ou área de transição, mas sim delimitar o que é ou não cerrado". Ele afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar ainda este mês o novo levantamento, por meio de decreto.
Contudo, para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Nereu Pasini, a idéia de retirar o Estado do âmbito da Amazônia Legal deve ser analisada com cautela. "Sabemos que grande parte da industrialização do Estado se deve à Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia", afirma em referência à extinta Sudam, atual Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), responsável pelo fomento e concessão de incentivos ficais a projetos industriais na região.
Ao afirmar ter se surpreendido com o pedido feito pelo presidente da Famato, ele diz que o assunto será discutido entre membros da entidade para definir o posicionamento oficial. Gilney Viana também informa que um grupo de trabalho composto por ministérios, produtores rurais e sociedade civil será instituído para debater o tema. "Precisamos ampliar as discussões. Os produtores são importantes ao Estado, mas não representam toda a população".
A Amazônia Legal é formada, além de Mato Grosso, pelos Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia, Tocantins e Maranhão.
Juliana Scardua
Fonte: Gazetadigital
Fonte:
Notícias em destaque
Construção em madeira engenheirada é uma das alternativas para enfrentar o déficit habitacional de 5,9 milhões de moradias no país
O Brasil ainda enfrenta um desafio habitacional de grandes proporções, que chega a 5,9 milhões de domicílios,...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Suzano abre oportunidades de emprego em Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS)
Oportunidades abrangem áreas florestal, manutenção, logística, administrativa e operacional, com...
(GERAL)
Suzano bate recorde em Santos e embarca 39,1 mil t de celulose em 24h
Volume, que seguiu em dois navios para a Europa, equivale a 407 vagões de trens de carga
A Suzano embarcou 39,1 mil toneladas de...
(LOGÍSTICA)














