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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Brasil e Índia precisam aumentar participação comercial no exterior
O crescimento médio anual das importações indianas foi de 10,8% em média entre 1993 e 2003, ante 6,7% das importações mundiais e 8,9% das brasileiras.
A conclusão é do estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) denominado "O Potencial de Comércio Entre Brasil e Índia - Um Exame com Base nas Estruturas de Vantagem Comparativa". Brasil e Índia não são fortes competidores pelo mercado internacional. A análise é de um estudo desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria, que chegou à conclusão de que excluindo-se Estados Unidos e Europa, as vendas brasileiras são mais voltadas para a América Latina, enquanto para a Índia, o principal comprador é a Ásia.
O projeto denominado "O Potencial de Comércio entre Brasil e Índia - Um Exame com Base nas Estruturas de Vantagem Comparativa" indica ainda que os indianos aumentaram a participação no comércio internacional de forma consistente nos últimos dez anos. "As exportações indianas cresceram 10,2% em média entre 1993 e 2003. No período, a participação da Índia nas exportações mundiais subiu de 0,58% para 0,78%, com as vendas passando de US$ 22 bilhões para US$ 57 bilhões", disse o estudo.
Enquanto isso, "as exportações brasileiras também cresceram entre 2003 e 2004, passando de US$ 51,1 bilhões em 1999 para US$ 96,4 bilhões em 2004. A participação brasileira no comércio mundial, que era de 1,47% em 1984, chegou a cair para 0,86% em 1999, mas recupera-se desde 2000. Em 2003, atingiu 1%", ressaltaram os economistas da CNI.
O crescimento médio anual das importações indianas foi de 10,8% em média entre 1993 e 2003, ante 6,7% das importações mundiais e 8,9% das brasileiras. O fluxo comercial indiano atingiu US$ 128 bilhões em 2003, ultrapassando o brasileiro, que foi de US$ 121 bilhões. Os produtos manufaturados são responsáveis por mais da metade do fluxo comercial indiano e também tiveram destaque no comércio exterior brasileiro entre 2000 e 2002.
Com relação ao fluxo comercial entre Brasil e Índia, a CNI aponta que o mesmo apresentou um incremento, na última década, de 30%, sendo que o comércio bilateral aumentou de US$ 216 milhões em 1993 para US$ 1,2 bilhão em 2003. Com exceção de alguns anos, os saldos comerciais têm sido positivos para o Brasil.
"O forte crescimento do comércio bilateral, porém, não foi resultado de diversificação das pautas. Pelo contrário, a concentração aumentou. A expansão observada em 2002 e 2003 deveu-se, principalmente, à ampliação das trocas de petróleo brasileiro por óleo diesel indiano, resultado de um acordo entre a Petrobras e a Reliance firmado em 2002", ressaltou o estudo da CNI.
Net Marinha
Global 21
A conclusão é do estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) denominado "O Potencial de Comércio Entre Brasil e Índia - Um Exame com Base nas Estruturas de Vantagem Comparativa". Brasil e Índia não são fortes competidores pelo mercado internacional. A análise é de um estudo desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria, que chegou à conclusão de que excluindo-se Estados Unidos e Europa, as vendas brasileiras são mais voltadas para a América Latina, enquanto para a Índia, o principal comprador é a Ásia.
O projeto denominado "O Potencial de Comércio entre Brasil e Índia - Um Exame com Base nas Estruturas de Vantagem Comparativa" indica ainda que os indianos aumentaram a participação no comércio internacional de forma consistente nos últimos dez anos. "As exportações indianas cresceram 10,2% em média entre 1993 e 2003. No período, a participação da Índia nas exportações mundiais subiu de 0,58% para 0,78%, com as vendas passando de US$ 22 bilhões para US$ 57 bilhões", disse o estudo.
Enquanto isso, "as exportações brasileiras também cresceram entre 2003 e 2004, passando de US$ 51,1 bilhões em 1999 para US$ 96,4 bilhões em 2004. A participação brasileira no comércio mundial, que era de 1,47% em 1984, chegou a cair para 0,86% em 1999, mas recupera-se desde 2000. Em 2003, atingiu 1%", ressaltaram os economistas da CNI.
O crescimento médio anual das importações indianas foi de 10,8% em média entre 1993 e 2003, ante 6,7% das importações mundiais e 8,9% das brasileiras. O fluxo comercial indiano atingiu US$ 128 bilhões em 2003, ultrapassando o brasileiro, que foi de US$ 121 bilhões. Os produtos manufaturados são responsáveis por mais da metade do fluxo comercial indiano e também tiveram destaque no comércio exterior brasileiro entre 2000 e 2002.
Com relação ao fluxo comercial entre Brasil e Índia, a CNI aponta que o mesmo apresentou um incremento, na última década, de 30%, sendo que o comércio bilateral aumentou de US$ 216 milhões em 1993 para US$ 1,2 bilhão em 2003. Com exceção de alguns anos, os saldos comerciais têm sido positivos para o Brasil.
"O forte crescimento do comércio bilateral, porém, não foi resultado de diversificação das pautas. Pelo contrário, a concentração aumentou. A expansão observada em 2002 e 2003 deveu-se, principalmente, à ampliação das trocas de petróleo brasileiro por óleo diesel indiano, resultado de um acordo entre a Petrobras e a Reliance firmado em 2002", ressaltou o estudo da CNI.
Net Marinha
Global 21
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