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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Setor de papel lucra com queda do dólar
Embora tenha pressionado negativamente as receitas das produtoras brasileiras de celulose e papel no segundo trimestre, o câmbio foi o principal aliado dessas empresas no período, com exceção de Klabin. A contribuição do dólar desvalorizado veio no resultado financeiro líquido e foi proporcional ao grau de endividamento de cada uma em moeda estrangeira.
Uma das maiores exportadoras do País, a Aracruz também foi a grande beneficiada do setor, apesar da moeda americana desfavorável para as empresas que geram receitas no exterior. No segundo trimestre, a companhia teve lucro líquido recorde de R $ 492,9 milhões, uma alta de 283% sobre o resultado de igual período de 2004. De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Isac Zagury, a variação de 18,7% na taxa de câmbio média entre os dois trimestres garantiu a melhora do resultado, apesar do impacto negativo nos preços em reais da tonelada de celulose, cuja cotação se dá em moeda americana.
Assim como Votorantim Celulose e Papel e Suzano Papel e Celulose, a companhia beneficiou-se do impacto da variação cambial na fatia de 78% de sua dívida total, de R$ 4,172 bilhões em 30 de junho, que estava denominada em dólar. Como reflexo, em vez das despesas financeiras líquidas de R$ 249,8 milhões do segundo trimestre do ano passado, a empresa lucrou R$ 327,5 milhões.
Na VCP, que tem cerca de 80% de sua dívida em moeda estrangeira, o crescimento de 6% no lucro líquido, para R$ 211 milhões, foi puxado pelas receitas financeiras líquidas de R$ 49 milhões, ante despesas de R$ 50 milhões em igual período de 2004. Comparada com Aracruz, a melhora foi mais tímida, pois a receita da VCP depende também do desempenho das vendas de papel, cujo desempenho no mercado interno deixou a desejar.
Já a Suzano Papel lucrou 193,2% mais no segundo trimestre (R$ 258,5 milhões), beneficiada pelo impacto da queda do dólar sobre os 67% de sua dívida total, de US$ 1,362 bilhão, que estava em moeda estrangeira.
A diferença de desempenho entre VCP e Suzano foi determinada pelo mix das vendas: enquanto a primeira realizou 51,3% de seu faturamento no mercado externo, a segunda embarcou 48,9% de sua receita. Além disso, as receitas da VCP no período recuaram 11% e as de Suzano, 3,4%. A exceção foi a Klabin, que arcou com a valorização do real sobre sua receita gerada no exterior, equivalente a 29% do faturamento líquido de R$ 720,1 milhões.
Stella Fontes (OESP)/Celulose Online
Uma das maiores exportadoras do País, a Aracruz também foi a grande beneficiada do setor, apesar da moeda americana desfavorável para as empresas que geram receitas no exterior. No segundo trimestre, a companhia teve lucro líquido recorde de R $ 492,9 milhões, uma alta de 283% sobre o resultado de igual período de 2004. De acordo com o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Isac Zagury, a variação de 18,7% na taxa de câmbio média entre os dois trimestres garantiu a melhora do resultado, apesar do impacto negativo nos preços em reais da tonelada de celulose, cuja cotação se dá em moeda americana.
Assim como Votorantim Celulose e Papel e Suzano Papel e Celulose, a companhia beneficiou-se do impacto da variação cambial na fatia de 78% de sua dívida total, de R$ 4,172 bilhões em 30 de junho, que estava denominada em dólar. Como reflexo, em vez das despesas financeiras líquidas de R$ 249,8 milhões do segundo trimestre do ano passado, a empresa lucrou R$ 327,5 milhões.
Na VCP, que tem cerca de 80% de sua dívida em moeda estrangeira, o crescimento de 6% no lucro líquido, para R$ 211 milhões, foi puxado pelas receitas financeiras líquidas de R$ 49 milhões, ante despesas de R$ 50 milhões em igual período de 2004. Comparada com Aracruz, a melhora foi mais tímida, pois a receita da VCP depende também do desempenho das vendas de papel, cujo desempenho no mercado interno deixou a desejar.
Já a Suzano Papel lucrou 193,2% mais no segundo trimestre (R$ 258,5 milhões), beneficiada pelo impacto da queda do dólar sobre os 67% de sua dívida total, de US$ 1,362 bilhão, que estava em moeda estrangeira.
A diferença de desempenho entre VCP e Suzano foi determinada pelo mix das vendas: enquanto a primeira realizou 51,3% de seu faturamento no mercado externo, a segunda embarcou 48,9% de sua receita. Além disso, as receitas da VCP no período recuaram 11% e as de Suzano, 3,4%. A exceção foi a Klabin, que arcou com a valorização do real sobre sua receita gerada no exterior, equivalente a 29% do faturamento líquido de R$ 720,1 milhões.
Stella Fontes (OESP)/Celulose Online
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