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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
78% das pesquisas sobre a Amazônia são produzidas por pesquisadores estrangeiros
Desde o descobrimento do Brasil, a Amazônia tem sido explorada cientificamente por outros países. Nos últimos dez anos, uma expedição estrangeira, em média, foi realizada todos os meses na região para coletar material biológico.
No primeiro quadrimestre de 2004, foram publicados 452 artigos científicos sobre a Amazônia brasileira. Porém, apenas cem desses trabalhos contam com pelo menos um autor com residência fixa no Brasil. Outro dado preocupante: 78% das pesquisas sobre a Amazônia são produzidas por pesquisadores estrangeiros.
Os números foram apresentados por Adalberto Luís Val, pesquisador do Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, durante o simpósio Expansão da pós-graduação e dos grupos de pesquisa na Amazônia: um projeto integrado, realizado na segunda-feira (18), primeiro dia de atividades da 57ª Reunião Anual da SBPC.
“Isso sim é perda de soberania, pois nós não temos o domínio das informações produzidas com base no material científico coletado no território brasileiro”, disse Luís Val à Agência Fapesp. “Para piorar a situação, alguns institutos de pesquisa norte-americanos chegam a cobrar para que estudantes brasileiros tenham acesso ao material retirado de nossas florestas.”
O resultado é óbvio. Até agora pouco se sabe sobre o tamanho da biodiversidade na floresta que engloba 60% do território nacional. Para contornar o problema, Luís Val defendeu a criação do Programa Acelera Amazônia, que tem o objetivo de incentivar a criação de novos grupos de pesquisa na região.
O programa pretende aumentar a produção científica e tecnológica na Amazônia por meio da formação de recursos humanos qualificados com as necessidades específicas da região. “O Brasil possui 2.850 cursos de pós-graduação em vigor. Desses, apenas 75 estão na região Norte do país”, disse Luís Val. Segundo ele, a região conta atualmente com mil doutores em atuação, enquanto o Sudeste tem 30 mil.
“Por isso, a principal iniciativa será gerar condições estruturais e fundamentais, junto aos cursos de pós-gradução de todo o país, que permitam acelerar a formação de novos profissionais para atuar em conjunto na região”, afirmou. A perspectiva é triplicar o número de doutores em atuação na Amazônia até 2010.
Fonte:Thiago Romero/ Agência Fapesp
No primeiro quadrimestre de 2004, foram publicados 452 artigos científicos sobre a Amazônia brasileira. Porém, apenas cem desses trabalhos contam com pelo menos um autor com residência fixa no Brasil. Outro dado preocupante: 78% das pesquisas sobre a Amazônia são produzidas por pesquisadores estrangeiros.
Os números foram apresentados por Adalberto Luís Val, pesquisador do Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, durante o simpósio Expansão da pós-graduação e dos grupos de pesquisa na Amazônia: um projeto integrado, realizado na segunda-feira (18), primeiro dia de atividades da 57ª Reunião Anual da SBPC.
“Isso sim é perda de soberania, pois nós não temos o domínio das informações produzidas com base no material científico coletado no território brasileiro”, disse Luís Val à Agência Fapesp. “Para piorar a situação, alguns institutos de pesquisa norte-americanos chegam a cobrar para que estudantes brasileiros tenham acesso ao material retirado de nossas florestas.”
O resultado é óbvio. Até agora pouco se sabe sobre o tamanho da biodiversidade na floresta que engloba 60% do território nacional. Para contornar o problema, Luís Val defendeu a criação do Programa Acelera Amazônia, que tem o objetivo de incentivar a criação de novos grupos de pesquisa na região.
O programa pretende aumentar a produção científica e tecnológica na Amazônia por meio da formação de recursos humanos qualificados com as necessidades específicas da região. “O Brasil possui 2.850 cursos de pós-graduação em vigor. Desses, apenas 75 estão na região Norte do país”, disse Luís Val. Segundo ele, a região conta atualmente com mil doutores em atuação, enquanto o Sudeste tem 30 mil.
“Por isso, a principal iniciativa será gerar condições estruturais e fundamentais, junto aos cursos de pós-gradução de todo o país, que permitam acelerar a formação de novos profissionais para atuar em conjunto na região”, afirmou. A perspectiva é triplicar o número de doutores em atuação na Amazônia até 2010.
Fonte:Thiago Romero/ Agência Fapesp
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