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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Japoneses querem estudar reflorestamento no Nortão
A Universidade de Nagoya, a Unemat e a Prefeitura de Sinop, estão discutem a instalação de um centro de pesquisas no setor madeireiro, concentrado-se no reflorestamento florestal e aproveitamento de madeira. Os professores doutores Takanori Imai e Yasuyuki Matsushita, da universidade japonesa, visitaram Sinop, dias acompanhados do coordenador de projetos da Unemat, Masato Koga e conheceram as potencialidades do setor madeireiro. Eles discutiram o projeto com o secretário de Indústria e Comércio, Norival Curado que está viabilizando estrutura para instalação deste centro em Sinop.
Os japoneses querem implantar no Nortão projetos que deram certo no Japão. A primeira fase do planejamento para iniciar as pesquisas é o levantamento de dados e coleta de material. Os professores e pesquisadores japoneses querem fazer as pesquisas na própria floresta do Nortão, sem levar para o Japão amostras de espécies de árvores para serem analisadas com fins de reflorestamento. "O projeto é implantar um centro aqui na região, fazer as pesquisas e desenvolver projetos de reflorestamento, aprimoramento de manejo e aproveitamento total de árvores", explica o professor Masato Koga, coordenador de programas e projetos da Unemat, que está acompanhando os pesquisadores japoneses ao Nortão.
Os professores da Universidade de Nagoya pretendem pesquisar e apresentar alternativas para as indústrias madeireiras do Nortão de aproveitamento de 100% das árvores abatidas. "O Japão tem bom potencial de aproveitamento de madeira. Mas a região de Mato Grosso é diferente. Temos algumas bases mas precisamos pesquisas a realidade local. Os conceitos culturais também ""são diferentes. No Japão árvores são plantadas para serem abatidas depois de 20 anos. No Brasil, ao que parece, a maioria está derrubando, queimando e plantando outra coisa. O reflorestamento é pequeno", acrescenta Koga. Inicialmente, ele acredita que o ciclo para reflorestamento ideal de espécies na região Norte seria de 20 anos. Uma segunda etapa consiste em reflorestamento de áreas degradadas. Ele acredita que o levantamento de dados deve ser feito em um ano, mas o prazo pode ser menor. A definição do local onde será instalado o centro pode sair em um ano.
Além de Sinop, os pesquisadores também estiveram em Juruena. Para instalar o centro eles estão analisando diversos aspectos como as características das florestas, estrutura de cada cidade e a contrapartida dos municípios. "Creio que Sinop é mais interessante porque tem um forte parque madeireiro e teríamos maior estrutura para desenvolver as pesquisas", afirmou Koga. "Estamos tendo apoio da prefeitura e há grandes chances de fecharmos este acordo", afirma Koga. O secretário de Indústria e Comércio, Norival Curado, disse que este centro será fundamental para Sinop. "Precisamos pensar no futuro do setor madeireiro. A prefeitura, através da secretaria, tem conversado com os professores da Universidade de Nagoya e da Unemat para que possamos ter este centro aqui, funcionando e auxiliando o nosso valoroso setor madeireiro a ter maior assistência e fortalecendo a atividade madeireira, calçada no reaproveitamento e no reflorestamento", disse Norival.
Marcos Azevedo
Fonte: Gazeta de Cuiabá
Os japoneses querem implantar no Nortão projetos que deram certo no Japão. A primeira fase do planejamento para iniciar as pesquisas é o levantamento de dados e coleta de material. Os professores e pesquisadores japoneses querem fazer as pesquisas na própria floresta do Nortão, sem levar para o Japão amostras de espécies de árvores para serem analisadas com fins de reflorestamento. "O projeto é implantar um centro aqui na região, fazer as pesquisas e desenvolver projetos de reflorestamento, aprimoramento de manejo e aproveitamento total de árvores", explica o professor Masato Koga, coordenador de programas e projetos da Unemat, que está acompanhando os pesquisadores japoneses ao Nortão.
Os professores da Universidade de Nagoya pretendem pesquisar e apresentar alternativas para as indústrias madeireiras do Nortão de aproveitamento de 100% das árvores abatidas. "O Japão tem bom potencial de aproveitamento de madeira. Mas a região de Mato Grosso é diferente. Temos algumas bases mas precisamos pesquisas a realidade local. Os conceitos culturais também ""são diferentes. No Japão árvores são plantadas para serem abatidas depois de 20 anos. No Brasil, ao que parece, a maioria está derrubando, queimando e plantando outra coisa. O reflorestamento é pequeno", acrescenta Koga. Inicialmente, ele acredita que o ciclo para reflorestamento ideal de espécies na região Norte seria de 20 anos. Uma segunda etapa consiste em reflorestamento de áreas degradadas. Ele acredita que o levantamento de dados deve ser feito em um ano, mas o prazo pode ser menor. A definição do local onde será instalado o centro pode sair em um ano.
Além de Sinop, os pesquisadores também estiveram em Juruena. Para instalar o centro eles estão analisando diversos aspectos como as características das florestas, estrutura de cada cidade e a contrapartida dos municípios. "Creio que Sinop é mais interessante porque tem um forte parque madeireiro e teríamos maior estrutura para desenvolver as pesquisas", afirmou Koga. "Estamos tendo apoio da prefeitura e há grandes chances de fecharmos este acordo", afirma Koga. O secretário de Indústria e Comércio, Norival Curado, disse que este centro será fundamental para Sinop. "Precisamos pensar no futuro do setor madeireiro. A prefeitura, através da secretaria, tem conversado com os professores da Universidade de Nagoya e da Unemat para que possamos ter este centro aqui, funcionando e auxiliando o nosso valoroso setor madeireiro a ter maior assistência e fortalecendo a atividade madeireira, calçada no reaproveitamento e no reflorestamento", disse Norival.
Marcos Azevedo
Fonte: Gazeta de Cuiabá
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