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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Setor de C&P pode investir menos em SC
Os segmentos de florestas plantadas e papel e celulose podem deixar de investir na região.
Empresários dos ramos de papel e celulose e silvicultores de Santa Catarina estão preocupados com o impacto econômico que a criação de três unidades de conservação no Oeste e Meio Oeste catarinense podem trazer para a região. Hoje, só os segmentos de florestas plantadas e papel e celulose empregam mais de 6,2 mil pessoas nos municípios atingidos pela criação da Área de Proteção Ambiental (APA) de 420 mil hectares.
Embora o governo do estado tenha incentivado o desenvolvimento da região, uma das que possui um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) mais baixos de Santa Catarina, os empresários estão com receio de levar adiante os investimentos e, torno de R$ 700 milhões para os próximos cinco anos. O presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel em Santa Catarina (Sinpesc) Flávio Martins, afirma que esses investimentos, que estão sendo revistos, garantiriam mais de 600 novos empregos, entre diretos e indiretos.
Na avaliação do dirigente da Associação Catarinense de Reflorestadores (ACR), Marcílio Caron, a proposta da área de proteção ambiental cria uma insegurança jurídica para os empresários. Isso porque a legislação não esclarece quais serão os critérios para permitir atividades econômicas dentro da APA. "Também estão em risco empregos já estabelecidos, já que não se sabe se os agricultores e empresas poderão expandir suas atividades", diz.
Para Martins, se as regras não ficarem claras em breve, algumas empresas da região podem migrar para outros lugares do País. "Dependendo das restrições impostas na APA, o encerramento das atividades agrícolas e empresariais não está descartado", diz.
Turismo ecológico
Estudo do Instituto de Economia e Planejamento Agrícola de Santa Catarina (Icepa), mostra que 41,2% das pessoas que moram em Abelardo Luz, município que irá abrigar o Parque Nacional das Araucária e a Estação Ecológica da Mata Preta, possuem renda insuficiente para se alimentar. Na mesma região outros municípios também possuem um percentual elevado de pessoas nas mesmas condições: Ipuaçu (36,4%), Passos Maia (33,3%), Macieira (31,4%) e Ponte Serrada (30,1%).
Dentro da limitação do parque e da estação ecológica, que inclui áreas dos municípios de Abelardo Luz, Ponte Serrada e Passos Maia, a atividade econômica será restrita, visto que eles constituem unidades de preservação integral.
De acordo com Caron, as terras serão indenizadas e a atividade econômica nos quase de 17 mil hectares sugeridos para o Parque Nacional das Araucárias será restrita à exploração do turismo ecológico. O mesmo acontecerá com a Estação Ecológica da Mata Preta, com mais de 9 mil hectares, no município de Abelardo Luz. Para o presidente da Câmara de Desenvolvimento Florestal da Fiesc, Carlos Ivanov Hristo, o empresariado catarinense é completamente favorável à preservação da araucária.
Fonte: Juliana Wilke (Gazeta Mercantil)
Empresários dos ramos de papel e celulose e silvicultores de Santa Catarina estão preocupados com o impacto econômico que a criação de três unidades de conservação no Oeste e Meio Oeste catarinense podem trazer para a região. Hoje, só os segmentos de florestas plantadas e papel e celulose empregam mais de 6,2 mil pessoas nos municípios atingidos pela criação da Área de Proteção Ambiental (APA) de 420 mil hectares.
Embora o governo do estado tenha incentivado o desenvolvimento da região, uma das que possui um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) mais baixos de Santa Catarina, os empresários estão com receio de levar adiante os investimentos e, torno de R$ 700 milhões para os próximos cinco anos. O presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel em Santa Catarina (Sinpesc) Flávio Martins, afirma que esses investimentos, que estão sendo revistos, garantiriam mais de 600 novos empregos, entre diretos e indiretos.
Na avaliação do dirigente da Associação Catarinense de Reflorestadores (ACR), Marcílio Caron, a proposta da área de proteção ambiental cria uma insegurança jurídica para os empresários. Isso porque a legislação não esclarece quais serão os critérios para permitir atividades econômicas dentro da APA. "Também estão em risco empregos já estabelecidos, já que não se sabe se os agricultores e empresas poderão expandir suas atividades", diz.
Para Martins, se as regras não ficarem claras em breve, algumas empresas da região podem migrar para outros lugares do País. "Dependendo das restrições impostas na APA, o encerramento das atividades agrícolas e empresariais não está descartado", diz.
Turismo ecológico
Estudo do Instituto de Economia e Planejamento Agrícola de Santa Catarina (Icepa), mostra que 41,2% das pessoas que moram em Abelardo Luz, município que irá abrigar o Parque Nacional das Araucária e a Estação Ecológica da Mata Preta, possuem renda insuficiente para se alimentar. Na mesma região outros municípios também possuem um percentual elevado de pessoas nas mesmas condições: Ipuaçu (36,4%), Passos Maia (33,3%), Macieira (31,4%) e Ponte Serrada (30,1%).
Dentro da limitação do parque e da estação ecológica, que inclui áreas dos municípios de Abelardo Luz, Ponte Serrada e Passos Maia, a atividade econômica será restrita, visto que eles constituem unidades de preservação integral.
De acordo com Caron, as terras serão indenizadas e a atividade econômica nos quase de 17 mil hectares sugeridos para o Parque Nacional das Araucárias será restrita à exploração do turismo ecológico. O mesmo acontecerá com a Estação Ecológica da Mata Preta, com mais de 9 mil hectares, no município de Abelardo Luz. Para o presidente da Câmara de Desenvolvimento Florestal da Fiesc, Carlos Ivanov Hristo, o empresariado catarinense é completamente favorável à preservação da araucária.
Fonte: Juliana Wilke (Gazeta Mercantil)
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