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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
BID desenvolve novos instrumentos para orientar os investimentos florestais
O BID desenvolveu um conjunto de instrumentos destinado a orientar os investidores para oportunidades de negócios no setor florestal da América Latina.
O Índice de Atração do Investimento Florestal (IAIF) mede o clima de negócios para investimentos em empreendimentos de exploração sustentável de florestas em todos os países da América Latina e do Caribe. O índice consiste em 20 indicadores principais, usando mais de 80 variáveis, e apresenta o clima de negócios florestais em cada país designando-o com uma pontuação única. Entre os indicadores estão estabilidade da taxa de câmbio, risco político, abertura comercial, Estado de direito, licenças e permissões, infra-estrutura socioeconômica, políticas agropecuárias, restrições a plantio e colheita, reservas e fluxo de recursos florestais, atividades favoráveis ou adversas, e o tamanho do mercado interno para produtos florestais.
A primeira edição do IAFI usando dados de 2002 identificou Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Costa Rica como os cinco países que ofereciam o melhor clima de investimento em negócios florestais, enquanto no Haiti, Equador, Guatemala, Belize e Paraguai os investidores enfrentavam os maiores desafios para realizar a exploração econômica de florestas.
Além de ajudar investidores nacionais e estrangeiros em potencial a fazer uma avaliação inicial, espera-se que o índice também aclare estratégias de políticas, melhore o diálogo entre os interessados e aponte áreas para pesquisa futura.
Como instrumento acessório, foi criado também o Processo de Melhoria do Clima de Negócios para Investimento Florestal (Promecif), processo cíclico de atividades que buscam o desenvolvimento, execução, monitoramento e avaliação de ações que modificam os fatores que fazem com que um país atraia investimentos diretos no setor florestal. Usa os resultados do IAIF para avaliar detalhadamente políticas e operações em países específicos. Com a ajuda técnica do BID na aplicação do processo, os países podem identificar e executar estratégias e investimentos prioritários que os tornem mais atraentes ao investimento florestal direto. A metodologia Promecif foi aplicada à Nicarágua para servir como estudo de caso.
O manejo sustentável dos recursos florestais está intimamente ligado ao êxito da exploração comercial das florestas, segundo José Rente Nascimento, especialista sênior do BID em recursos naturais. “Para ser sustentável, a exploração comercial das florestas precisa maximizar o retorno financeiro e ao mesmo tempo satisfazer critérios de viabilidade social e ambiental”, explicou ele. “Se não forem um bom negócio para o proprietários da terra e os empresários associados, as florestas não serão administradas e muito provavelmente serão convertidas para outros fins.”
O BID está trabalhando para assegurar-se que o IAIF seja calculado sistematicamente cada dois anos, para permitir que os diretamente interessados possam acompanhar a evolução do desempenho de um país e o impacto das intervenções destinadas a melhorar o clima de negócios para os investimentos florestais sustentáveis.
Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento
O Índice de Atração do Investimento Florestal (IAIF) mede o clima de negócios para investimentos em empreendimentos de exploração sustentável de florestas em todos os países da América Latina e do Caribe. O índice consiste em 20 indicadores principais, usando mais de 80 variáveis, e apresenta o clima de negócios florestais em cada país designando-o com uma pontuação única. Entre os indicadores estão estabilidade da taxa de câmbio, risco político, abertura comercial, Estado de direito, licenças e permissões, infra-estrutura socioeconômica, políticas agropecuárias, restrições a plantio e colheita, reservas e fluxo de recursos florestais, atividades favoráveis ou adversas, e o tamanho do mercado interno para produtos florestais.
A primeira edição do IAFI usando dados de 2002 identificou Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Costa Rica como os cinco países que ofereciam o melhor clima de investimento em negócios florestais, enquanto no Haiti, Equador, Guatemala, Belize e Paraguai os investidores enfrentavam os maiores desafios para realizar a exploração econômica de florestas.
Além de ajudar investidores nacionais e estrangeiros em potencial a fazer uma avaliação inicial, espera-se que o índice também aclare estratégias de políticas, melhore o diálogo entre os interessados e aponte áreas para pesquisa futura.
Como instrumento acessório, foi criado também o Processo de Melhoria do Clima de Negócios para Investimento Florestal (Promecif), processo cíclico de atividades que buscam o desenvolvimento, execução, monitoramento e avaliação de ações que modificam os fatores que fazem com que um país atraia investimentos diretos no setor florestal. Usa os resultados do IAIF para avaliar detalhadamente políticas e operações em países específicos. Com a ajuda técnica do BID na aplicação do processo, os países podem identificar e executar estratégias e investimentos prioritários que os tornem mais atraentes ao investimento florestal direto. A metodologia Promecif foi aplicada à Nicarágua para servir como estudo de caso.
O manejo sustentável dos recursos florestais está intimamente ligado ao êxito da exploração comercial das florestas, segundo José Rente Nascimento, especialista sênior do BID em recursos naturais. “Para ser sustentável, a exploração comercial das florestas precisa maximizar o retorno financeiro e ao mesmo tempo satisfazer critérios de viabilidade social e ambiental”, explicou ele. “Se não forem um bom negócio para o proprietários da terra e os empresários associados, as florestas não serão administradas e muito provavelmente serão convertidas para outros fins.”
O BID está trabalhando para assegurar-se que o IAIF seja calculado sistematicamente cada dois anos, para permitir que os diretamente interessados possam acompanhar a evolução do desempenho de um país e o impacto das intervenções destinadas a melhorar o clima de negócios para os investimentos florestais sustentáveis.
Fonte: Banco Interamericano de Desenvolvimento
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