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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
O sustento da floresta
Resto de madeira que sai das serrarias e muitas vezes fica sem utilidade é o sustento de dois sorridentes e simpáticos irmãos João Batista e José Alves têm orgulho da profissão que exercem.
O trabalho é dificultoso, exige resistência física e muita disponibilidade. Fazer carvão para vender na cidade de Rio Branco é tarefa cumprida diariamente pelos irmãos João Batista de Jesus, 29, e José Alves de Jesus, 39, com muito orgulho e humildade.
De origem mineira, da cidade de Capelinha, eles fabricam o produto que garante o sustento de suas famílias nos fundos de uma serraria que fica as margens da BR-364, com os restos das madeiras que não teriam utilidade ali. Os donos do lugar além de cederem a terra para trabalharem, oferecem a matéria prima de graça. O retorno é obtido ao se livrar do que ficaria acumulado na empresa.
A história desses mineiros no Acre se iniciou depois que um amigo de José falou do Estado e que poderia trabalhar nele. Para quem havia trabalho com café e carvão em Minas Gerais, ele aceitou o convite e está aqui há três anos.
Depois de dois anos em solo acreano, José convidou o irmão João para também vir tentar a sorte nesse lado do Brasil. Ele também aceitou. Ambos são casados com mulheres acreanas.
Dedicação pelo trabalho
Eles começaram a trabalhar com apenas três fornalhas, hoje são doze dos quais tomam de conta diariamente, com a ajuda das esposas e um rapaz para quem geraram emprego. José conta que todos os dias é retirado o carvão de um deles.
O processo de preparação do carvão, com etapas que vão desde colher a madeira a retirá-la da fornalha depois de fria, ele explica que dura oito dias. Por semana, elas fabricam 1 mil e 200 sacos de carvão que são vendidos na a um revendedor, responsável em fazer a distribuição em Rio Branco. Em cada saco eles ganham R$1,20.
Continuar é o único sonho
Uma vida simples, humilde e de muito esforço é encarada pelos dois irmãos sempre com sorrisos. De grande simpatia, eles se limitam em sonhar, pensando apenas em continuar tendo oportunidade de continuar o trabalho que fazem.
Ambos se orgulham da saúde que têm, dizem que até hoje as tarefas em meio a fumaça quando precisam retirar o carvão, não atrapalharam em suas saúdes. “Para a saúde graças a Deus não tivemos problemas”, diz José. “A nossa vontade é continuar a fazer o nosso trabalho, que mantém nosso sustento”, completa João.
Mas quando o assunto é família, esses representantes de muitos outros trabalhadores brasileiros percebem que sonhar vale a pena. “Queria ver de novo minha família. Tem dois anos que não vou lá e o José faz três anos”, diz João.
Reconhecendo ser um trabalho dificultoso, eles também admitem ser essa a fonte de renda que possibilitou que mandem ajuda aos familiares, que moram em Minas Gerais. E distante de todos, João e José que carregam o sobrenome de Jesus, depositam na fé a esperança de reencontrá-los e continuar a fazer o que acreditam ser a honra do homem, o trabalho.
Andréa Zílio
Fonte: Página20
O trabalho é dificultoso, exige resistência física e muita disponibilidade. Fazer carvão para vender na cidade de Rio Branco é tarefa cumprida diariamente pelos irmãos João Batista de Jesus, 29, e José Alves de Jesus, 39, com muito orgulho e humildade.
De origem mineira, da cidade de Capelinha, eles fabricam o produto que garante o sustento de suas famílias nos fundos de uma serraria que fica as margens da BR-364, com os restos das madeiras que não teriam utilidade ali. Os donos do lugar além de cederem a terra para trabalharem, oferecem a matéria prima de graça. O retorno é obtido ao se livrar do que ficaria acumulado na empresa.
A história desses mineiros no Acre se iniciou depois que um amigo de José falou do Estado e que poderia trabalhar nele. Para quem havia trabalho com café e carvão em Minas Gerais, ele aceitou o convite e está aqui há três anos.
Depois de dois anos em solo acreano, José convidou o irmão João para também vir tentar a sorte nesse lado do Brasil. Ele também aceitou. Ambos são casados com mulheres acreanas.
Dedicação pelo trabalho
Eles começaram a trabalhar com apenas três fornalhas, hoje são doze dos quais tomam de conta diariamente, com a ajuda das esposas e um rapaz para quem geraram emprego. José conta que todos os dias é retirado o carvão de um deles.
O processo de preparação do carvão, com etapas que vão desde colher a madeira a retirá-la da fornalha depois de fria, ele explica que dura oito dias. Por semana, elas fabricam 1 mil e 200 sacos de carvão que são vendidos na a um revendedor, responsável em fazer a distribuição em Rio Branco. Em cada saco eles ganham R$1,20.
Continuar é o único sonho
Uma vida simples, humilde e de muito esforço é encarada pelos dois irmãos sempre com sorrisos. De grande simpatia, eles se limitam em sonhar, pensando apenas em continuar tendo oportunidade de continuar o trabalho que fazem.
Ambos se orgulham da saúde que têm, dizem que até hoje as tarefas em meio a fumaça quando precisam retirar o carvão, não atrapalharam em suas saúdes. “Para a saúde graças a Deus não tivemos problemas”, diz José. “A nossa vontade é continuar a fazer o nosso trabalho, que mantém nosso sustento”, completa João.
Mas quando o assunto é família, esses representantes de muitos outros trabalhadores brasileiros percebem que sonhar vale a pena. “Queria ver de novo minha família. Tem dois anos que não vou lá e o José faz três anos”, diz João.
Reconhecendo ser um trabalho dificultoso, eles também admitem ser essa a fonte de renda que possibilitou que mandem ajuda aos familiares, que moram em Minas Gerais. E distante de todos, João e José que carregam o sobrenome de Jesus, depositam na fé a esperança de reencontrá-los e continuar a fazer o que acreditam ser a honra do homem, o trabalho.
Andréa Zílio
Fonte: Página20
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