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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Peróxidos do Brasil amplia produção.
Projeto de US$ 15 milhões para suprir novas fábricas de papel e celulose na América do Sul. A Peróxidos do Brasil, joint venture entre a Produtos Químicos Makay (30%) e o grupo belga Solvay (70%), maior fabricante mundial de peróxidos de hidrogênio, programou ampliação de 33% em sua capacidade de produção no Brasil para acompanhar os novos investimentos do setor de celulose e papel na América do Sul. O projeto, orçado em US$ 15 milhões, vai elevar o potencial anual de 90 mil toneladas para 120 mil toneladas.
O peróxido de hidrogênio (água oxigenada com alta concentração) é usado nas fábricas de papel e celulose no branqueamento das fibras. Atualmente 60% da produção da fábrica do grupo, localizada em Curitiba (PR), vai para esse setor. O restante é dividido entre as indústrias de mineração, metalúrgica, têxtil, de cosméticos e de alimentos. "Acabamos de concluir um investimento de US$ 11 milhões para aumentar nosso potencial de produção de 60 mil para 90 mil toneladas, e com esse novo projeto vamos ter capacidade para atender o aumento da demanda do setor de celulose nos próximos anos", disse Sérgio Afonso Zini, diretor comercial da empresa.
A investida não é à toa. Enquanto o setor têxtil, que já foi um grande comprador de peróxido de hidrogênio (chegou a responder por 50% da produção do grupo), registra crescimento vegetativo, o de celulose vai receber investimentos que permitirão à empresa aumentar seus negócios nos próximos anos.
Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o setor tem investimentos programados de US$ 14,4 bilhões até 2012. Com os projetos, as indústrias deverão dobrar as exportações de celulose, gerar 61 mil novos empregos e elevar o superávit da balança comercial do segmento dos atuais US$ 17,6 bilhões para US$ 30,4 bilhões até 2012. As fábricas movimentaram R$ 16,8 bilhões no ano passado, com a produção de 8 milhões de toneladas de celulose e 7,7 milhões de toneladas de papel.
Dois megaprojetos de celulose
Entre os alvos da Peróxidos estão as fábricas da Veracel Celulose e da Brancocel, dois megaprojetos do setor que devem entrar em operação nos próximos três anos no Brasil. Somente a fábrica da Veracel, joint venture entre a Aracruz Celulose e a finlandesa Stora Enso que está sendo construída na Bahia, terá capacidade para produzir 900 mil toneladas de celulose/ano.
Programada para entrar em funcionamento em 2006, a Brancocel, em Roraima, terá potencial para produzir 260 mil toneladas de celulose por ano. "Também temos grandes projetos no setor em outros países da América do Sul, como da Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones, do Chile, e da Celulosa Argentina, que está investindo em produtos com maior valor agregado", disse Zini.
Argentina e Chile são os dois maiores mercados de exportação da Peróxidos. O grupo, que lidera o segmento de peróxido de hidrogênio na América do Sul, vai exportar este ano 20% da produção, estimada em 80 mil toneladas. "Há oito anos, exportávamos cerca de 10%. Ter parte da receita em moeda forte é fundamental para criar um ‘hedge’ contra a pressão de custos atrelados ao dólar, como gás natural e nafta", afirmou Zini. A empresa, que exporta também para outros países das Américas do Sul e Central, prevê para esse ano um incremento de 17% na receita obtida no exterior.
A expectativa da Peróxidos do Brasil é de um crescimento de 22% nas receitas em 2003, subindo para R$ 135 milhões. Desse volume, R$ 14 milhões devem ser provenientes de exportações. A fábrica brasileira responde por 12% dos negócios mundiais da divisão química do grupo Solvay, conglomerado belga que atua também nos setores plástico, de transformação e farmacêutico e obteve faturamento bruto de €7,9 bilhões no ano passado.
Cristina Rios
Fonte: Gazeta
05/ago/03
O peróxido de hidrogênio (água oxigenada com alta concentração) é usado nas fábricas de papel e celulose no branqueamento das fibras. Atualmente 60% da produção da fábrica do grupo, localizada em Curitiba (PR), vai para esse setor. O restante é dividido entre as indústrias de mineração, metalúrgica, têxtil, de cosméticos e de alimentos. "Acabamos de concluir um investimento de US$ 11 milhões para aumentar nosso potencial de produção de 60 mil para 90 mil toneladas, e com esse novo projeto vamos ter capacidade para atender o aumento da demanda do setor de celulose nos próximos anos", disse Sérgio Afonso Zini, diretor comercial da empresa.
A investida não é à toa. Enquanto o setor têxtil, que já foi um grande comprador de peróxido de hidrogênio (chegou a responder por 50% da produção do grupo), registra crescimento vegetativo, o de celulose vai receber investimentos que permitirão à empresa aumentar seus negócios nos próximos anos.
Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o setor tem investimentos programados de US$ 14,4 bilhões até 2012. Com os projetos, as indústrias deverão dobrar as exportações de celulose, gerar 61 mil novos empregos e elevar o superávit da balança comercial do segmento dos atuais US$ 17,6 bilhões para US$ 30,4 bilhões até 2012. As fábricas movimentaram R$ 16,8 bilhões no ano passado, com a produção de 8 milhões de toneladas de celulose e 7,7 milhões de toneladas de papel.
Dois megaprojetos de celulose
Entre os alvos da Peróxidos estão as fábricas da Veracel Celulose e da Brancocel, dois megaprojetos do setor que devem entrar em operação nos próximos três anos no Brasil. Somente a fábrica da Veracel, joint venture entre a Aracruz Celulose e a finlandesa Stora Enso que está sendo construída na Bahia, terá capacidade para produzir 900 mil toneladas de celulose/ano.
Programada para entrar em funcionamento em 2006, a Brancocel, em Roraima, terá potencial para produzir 260 mil toneladas de celulose por ano. "Também temos grandes projetos no setor em outros países da América do Sul, como da Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones, do Chile, e da Celulosa Argentina, que está investindo em produtos com maior valor agregado", disse Zini.
Argentina e Chile são os dois maiores mercados de exportação da Peróxidos. O grupo, que lidera o segmento de peróxido de hidrogênio na América do Sul, vai exportar este ano 20% da produção, estimada em 80 mil toneladas. "Há oito anos, exportávamos cerca de 10%. Ter parte da receita em moeda forte é fundamental para criar um ‘hedge’ contra a pressão de custos atrelados ao dólar, como gás natural e nafta", afirmou Zini. A empresa, que exporta também para outros países das Américas do Sul e Central, prevê para esse ano um incremento de 17% na receita obtida no exterior.
A expectativa da Peróxidos do Brasil é de um crescimento de 22% nas receitas em 2003, subindo para R$ 135 milhões. Desse volume, R$ 14 milhões devem ser provenientes de exportações. A fábrica brasileira responde por 12% dos negócios mundiais da divisão química do grupo Solvay, conglomerado belga que atua também nos setores plástico, de transformação e farmacêutico e obteve faturamento bruto de €7,9 bilhões no ano passado.
Cristina Rios
Fonte: Gazeta
05/ago/03
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