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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Mercosul parece "queijo suíço", diz ministro
O processo de integração do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, está em retrocesso e a união aduaneira parece um "queijo gruyère (suíço) com todos os buracos que tem", afirmou nesta terça-feira o ministro uruguaio da Economia, Danilo Astori.
"Do ponto de vista da coordenação econômica, o Mercosul está no nível mais baixo em termos relativos nos 14 anos do Tratado de Assunção", que deu origem ao bloco em 26 de março de 1991, declarou Astori ao jornal local El País. "Temos retrocedido na zona de livre comércio (intercâmbio livre de impostos de importação), o aspecto mais elementar da integração, temos retrocedido na união aduaneira", enfatizou o ministro uruguaio.
Para Astori, chefe da equipe econômica do governo do socialista Tabaré Vázquez, que assumiu em 1º de março passado com uma forte aposta na integração regional, "o Mercosul não tem coordenação de políticas macroeconômicas, não tem supranacionalidade em absoluto e tem mecanismos muito frágeis de solução de controvérsias".
"Brasil e Argentina têm de exercer a liderança pensando que os países pequenos precisam de armas para combater esta assimetria absoluta que existe entre eles e nós", pediu Astori.
"Adoraria que o Brasil explicasse e informasse ao Uruguai as medidas que está tomando com relação a certos setores de sua economia (...) e que a Argentina me consultasse antes de adotar as atitudes que está adotando, se contradizendo em matéria de celulose", disse.
Fonte: O Estado de São Paulo
"Do ponto de vista da coordenação econômica, o Mercosul está no nível mais baixo em termos relativos nos 14 anos do Tratado de Assunção", que deu origem ao bloco em 26 de março de 1991, declarou Astori ao jornal local El País. "Temos retrocedido na zona de livre comércio (intercâmbio livre de impostos de importação), o aspecto mais elementar da integração, temos retrocedido na união aduaneira", enfatizou o ministro uruguaio.
Para Astori, chefe da equipe econômica do governo do socialista Tabaré Vázquez, que assumiu em 1º de março passado com uma forte aposta na integração regional, "o Mercosul não tem coordenação de políticas macroeconômicas, não tem supranacionalidade em absoluto e tem mecanismos muito frágeis de solução de controvérsias".
"Brasil e Argentina têm de exercer a liderança pensando que os países pequenos precisam de armas para combater esta assimetria absoluta que existe entre eles e nós", pediu Astori.
"Adoraria que o Brasil explicasse e informasse ao Uruguai as medidas que está tomando com relação a certos setores de sua economia (...) e que a Argentina me consultasse antes de adotar as atitudes que está adotando, se contradizendo em matéria de celulose", disse.
Fonte: O Estado de São Paulo
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