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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Portaria de proteção tem efeito contrário e estimula corte de mata.
Uma medida criada para proteger matas nativas pode estar impulsionando o desmatamento dos últimos remanescentes das florestas de araucária do Sul do Paraná e Norte de Santa Catarina. Ambientalistas denunciam que a possibilidade de criação de unidades de conservação nessas regiões, indicada em portarias editadas no ano passado, teve um efeito contrário: madeireiras estariam estimulando o corte de araucárias, alegando que esta seria a última chance de explorar as áreas consideradas prioritárias para o Ministério do Meio Ambiente.
A edição da portaria 507, em dezembro do ano passado, provocou a reação de empresários dos setores agropecuário e madeireiro. A medida proíbe o reflorestamento com espécies exóticas, como pinus, em quatro áreas e numa extensão de dez quilômetros no entorno. Os produtores temem a estagnação das regiões preservadas.
Mas para o biólogo Tom Grando, da ONG Liga Ambiental, não são as restrições ambientais que impedem o desenvolvimento. "A história mostra que a exploração não mudou a situação sócio-econômica das regiões desmatadas", afirma. Segundo o diretor executivo da SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem, Clóvis Borges, a portaria foi mal interpretada e provocou uma reação truculenta dos produtores.
Para Borges, estabeleceu-se uma espécie de terrorismo contra os donos de áreas com floresta de araucária. "A pressão é para que o proprietário corte agora ou o governo não vai mais deixar." O desmatamento teria se intensificado principalmente na região de Palmas, no Sul, onde se concentra a maior parte dos 0,8% que restaram das florestas de araucária do estado.
São apenas 66.109 hectares dos 8,295 milhões de hectares da mata que existiam no Paraná. Também está na região Sul a maior parte do remanescente de campos naturais. Uma das alternativas defendidas pelos ambientalistas para combater o desmatamento é a criação de políticas públicas de incentivo à preservação das florestas de araucárias e dos campos naturais. Para Borges, a legislação, a fiscalização e a educação ambiental não são suficientes para resolver o problema. Ele defende que os governos, principalmente o estadual, estabeleçam mecanismos como os da Lei de Incentivo à Cultura.
Grandes empresas poderiam, por exemplo, financiar a conservação de áreas de mata em troca de benefícios fiscais.Pelo menos no que diz respeito aos incentivos, ambientalistas e madeireiros falam a mesma língua.
O presidente executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Roberto Gava, diz que não tem informações concretas, mas admite a possibilidade de o desmatamento ter sido intensificado na região Sul depois da edição da portaria. Os proprietários estariam temendo a perda de um patrimônio. Para Gava, é preciso premiar as pessoas que conservam as matas, mas são ridicularizadas por não ceder à pressão do mercado. Ele também defende a criação de incentivos para ajudar na preservação.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
29/jul/03
A edição da portaria 507, em dezembro do ano passado, provocou a reação de empresários dos setores agropecuário e madeireiro. A medida proíbe o reflorestamento com espécies exóticas, como pinus, em quatro áreas e numa extensão de dez quilômetros no entorno. Os produtores temem a estagnação das regiões preservadas.
Mas para o biólogo Tom Grando, da ONG Liga Ambiental, não são as restrições ambientais que impedem o desenvolvimento. "A história mostra que a exploração não mudou a situação sócio-econômica das regiões desmatadas", afirma. Segundo o diretor executivo da SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem, Clóvis Borges, a portaria foi mal interpretada e provocou uma reação truculenta dos produtores.
Para Borges, estabeleceu-se uma espécie de terrorismo contra os donos de áreas com floresta de araucária. "A pressão é para que o proprietário corte agora ou o governo não vai mais deixar." O desmatamento teria se intensificado principalmente na região de Palmas, no Sul, onde se concentra a maior parte dos 0,8% que restaram das florestas de araucária do estado.
São apenas 66.109 hectares dos 8,295 milhões de hectares da mata que existiam no Paraná. Também está na região Sul a maior parte do remanescente de campos naturais. Uma das alternativas defendidas pelos ambientalistas para combater o desmatamento é a criação de políticas públicas de incentivo à preservação das florestas de araucárias e dos campos naturais. Para Borges, a legislação, a fiscalização e a educação ambiental não são suficientes para resolver o problema. Ele defende que os governos, principalmente o estadual, estabeleçam mecanismos como os da Lei de Incentivo à Cultura.
Grandes empresas poderiam, por exemplo, financiar a conservação de áreas de mata em troca de benefícios fiscais.Pelo menos no que diz respeito aos incentivos, ambientalistas e madeireiros falam a mesma língua.
O presidente executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Roberto Gava, diz que não tem informações concretas, mas admite a possibilidade de o desmatamento ter sido intensificado na região Sul depois da edição da portaria. Os proprietários estariam temendo a perda de um patrimônio. Para Gava, é preciso premiar as pessoas que conservam as matas, mas são ridicularizadas por não ceder à pressão do mercado. Ele também defende a criação de incentivos para ajudar na preservação.
Fonte: Gazeta do Povo/PR
29/jul/03
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