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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Bioembalagens investe em produtos 100% reciclados
Equipamentos foram importados da Coréia do Sul e nova fábrica inicia operações em agosto. Em junho próximo, dez engenheiros sul-coreanos desembarca no Espírito Santo para montar os equipamentos da Bioembalagens Indústria e Comércio.
A fábrica, uma associação entre a Comprofar Comércio de Produtos Farmacêuticos e a HF Participações, dona da rede Hortifruti de venda de hortifrutigranjeiros, tem início de operações previsto para agosto. Instalada em Serra, perto de Vitória, a produção inicial é de 53 toneladas de produtos e, para janeiro de 2006 está prevista expansão para 110 toneladas, o que totalizaria investimentos de R$ 7 milhões.
A empresa vai fabricar embalagens e calços de sustentação a partir de papel 100% reciclado, pós-consumo, com rápida decomposição no meio ambiente. São produtos de polpa moldada, como as bandejas de papel para ovos, porém com tecnologia e acabamento diferenciados. O maquinário comprado da IP Sung, da Coréia do Sul, já chegou ao Brasil, informou o sócio e diretor técnico da Bioembalagens, Sérgio Peitl.
A companhia, disse o empresário, tem reserva do mercado sul-americano para as máquinas, cuja tecnologia, disse, ainda não é aplicada na região. Peitl informou que a técnica convencional para esse tipo de embalagem usa a prensagem a frio.
No caso da Bioembalagens o processo parte da celulose diluída em água e passa pela prensagem a quente, o que garante superfície lisa dos dois lados, disse Peitl, que estuda o assunto há mais de uma década, inicialmente com o objetivo de utilizar o processo na produção do calço técnico, que dá sustentação à peças na hora da embalagem, em substituição ao uso de isopor. "Em muitos países da Europa não se quer mais o isopor devido à preocupação com o meio ambiente. Já a polpa moldada é aceita em qualquer lugar e agrega valor ao produto pelo fato de ser uma opção ambientalmente correta ", afirmou Peitl.
Além do forte apelo ecológico, a nova empresa espera também ganhar flexibilidade e reduzir custos com moldes para acompanhar as rápidas mudanças de mercados, como o eletroeletrônico, por exemplo, no qual os equipamentos mudam com freqüência exigindo embalagens diferentes. Inicialmente, os focos da empresa são o segmento de hortifruti, de perfumes e cosméticos, calçados e eletroeletrônicos em geral.
A Bioembalagens já desenvolveu, e está patenteando, um estojo com laterais arredondadas para calçados e ainda um calço para ser colocado dentro do sapato em substituição ao papel amassado. Um dos objetivos é diferenciar o calçado exportado e os produtos de maior valor, afirmou Peitl. No mercado de produtos eletroeletrônicos, a intenção é atender inclusive fabricantes de aparelhos de maior porte, como os refrigeradores, com os calços técnicos.
A nova fábrica será abastecida por cooperativas de catadores e utilizará na produção aparas de papelão e jornal, entre outras. A linha, entretanto, permite trabalhar também com fibras naturais como o bambu e o bagaço de cana, opções que a empresa ainda estuda. Segundo Peitl, por se tratar de produto 100% reciclável - mesmo a cola a ser utilizada para tornar a embalagem impermeável é de breu, feita de casca de árvore -, a fábrica não necessitará de tratamento de efluentes e inicia operações certificada pelas normas ISO 9002.
Fonte: Rita Karam (Gazeta Mercantil)
A fábrica, uma associação entre a Comprofar Comércio de Produtos Farmacêuticos e a HF Participações, dona da rede Hortifruti de venda de hortifrutigranjeiros, tem início de operações previsto para agosto. Instalada em Serra, perto de Vitória, a produção inicial é de 53 toneladas de produtos e, para janeiro de 2006 está prevista expansão para 110 toneladas, o que totalizaria investimentos de R$ 7 milhões.
A empresa vai fabricar embalagens e calços de sustentação a partir de papel 100% reciclado, pós-consumo, com rápida decomposição no meio ambiente. São produtos de polpa moldada, como as bandejas de papel para ovos, porém com tecnologia e acabamento diferenciados. O maquinário comprado da IP Sung, da Coréia do Sul, já chegou ao Brasil, informou o sócio e diretor técnico da Bioembalagens, Sérgio Peitl.
A companhia, disse o empresário, tem reserva do mercado sul-americano para as máquinas, cuja tecnologia, disse, ainda não é aplicada na região. Peitl informou que a técnica convencional para esse tipo de embalagem usa a prensagem a frio.
No caso da Bioembalagens o processo parte da celulose diluída em água e passa pela prensagem a quente, o que garante superfície lisa dos dois lados, disse Peitl, que estuda o assunto há mais de uma década, inicialmente com o objetivo de utilizar o processo na produção do calço técnico, que dá sustentação à peças na hora da embalagem, em substituição ao uso de isopor. "Em muitos países da Europa não se quer mais o isopor devido à preocupação com o meio ambiente. Já a polpa moldada é aceita em qualquer lugar e agrega valor ao produto pelo fato de ser uma opção ambientalmente correta ", afirmou Peitl.
Além do forte apelo ecológico, a nova empresa espera também ganhar flexibilidade e reduzir custos com moldes para acompanhar as rápidas mudanças de mercados, como o eletroeletrônico, por exemplo, no qual os equipamentos mudam com freqüência exigindo embalagens diferentes. Inicialmente, os focos da empresa são o segmento de hortifruti, de perfumes e cosméticos, calçados e eletroeletrônicos em geral.
A Bioembalagens já desenvolveu, e está patenteando, um estojo com laterais arredondadas para calçados e ainda um calço para ser colocado dentro do sapato em substituição ao papel amassado. Um dos objetivos é diferenciar o calçado exportado e os produtos de maior valor, afirmou Peitl. No mercado de produtos eletroeletrônicos, a intenção é atender inclusive fabricantes de aparelhos de maior porte, como os refrigeradores, com os calços técnicos.
A nova fábrica será abastecida por cooperativas de catadores e utilizará na produção aparas de papelão e jornal, entre outras. A linha, entretanto, permite trabalhar também com fibras naturais como o bambu e o bagaço de cana, opções que a empresa ainda estuda. Segundo Peitl, por se tratar de produto 100% reciclável - mesmo a cola a ser utilizada para tornar a embalagem impermeável é de breu, feita de casca de árvore -, a fábrica não necessitará de tratamento de efluentes e inicia operações certificada pelas normas ISO 9002.
Fonte: Rita Karam (Gazeta Mercantil)
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