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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Eucalipto é alternativa para setor madeireiro
Cada vez mais o eucalipto desponta como alternativa para a fabricação de móveis no Brasil. Especialistas calculam que em 15 anos, no máximo, a madeira pode vir a ter o destaque e as mesmas características de qualidade que hoje marcam o pinus do Paraná e o cedro, ambos de boa aceitação no mercado.
De tom castanho-claro, ligeiramente cor-de-rosa, o eucalipto apresenta a consistência do marfim. Pesquisas feitas em conjunto com entidades de reflorestamento estão empenhadas na melhoria genética desta espécie.
Estima-se que, anualmente, o Brasil produza 500 mil metros cúbicos de madeira serrada de eucalipto. Segundo dados da SBS, Sociedade Brasileira de Silvicultura, a área plantada atinge 3 milhões de hectares, o que corresponde a 50% de todo o reflorestamento feito no país.
Muitas empresas já produzem chapas de fibra com 100% de eucalipto. Ele entra também na composição de madeira aglomerada, na fabricação de carvão vegetal, papel, celulose, postes, dormentes para estradas de ferro e madeira serrada.
Boa alternativa
O reflorestamento de eucalipto é mais uma alternativa para substituir a exploração de madeiras nobres nativas ou ameaçadas de extinção, que começam a ser boicotadas no mercado internacional. O replantio no Brasil é feito com incentivos fiscais desde 1966.
Na realidade, o eucalipto é de origem australiana e tem uma variedade de 600 espécies, sendo que 20 delas têm importância econômica. Essa árvore foi trazida para o Brasil no início do século e se adaptou muito bem às condições climáticas, além de ser de crescimento rápido.
Uma de suas características é a versatilidade no uso das diferentes espécies. As mais resistentes e pesadas são preferidas para a construção civil. As mais leves adaptam-se à fabricação de móveis. E existem outras que já estão sendo largamente utilizadas na fabricação de celulose.
Ao contrário de várias outras madeiras cujo ciclo de vida atinge os 200 anos, a exemplo da sucupira, as florestas de eucalipto são facilmente renováveis. Seu ciclo de vida, entre o plantio e a exploração comercial, não ultrapassa 15 anos, o que justifica a tendência de utilização da madeira.
Além disso, suas florestas podem ser plantadas próximas aos centros urbanos, barateando o transporte das toras. Permite, inclusive, o crescimento conjunto com a vegetação nativa de bosque, local possível de abrigar uma fauna rica, mantendo assim o equilíbrio do ambiente.
Vencendo preconceitos
O Eucaliptus grandis é uma das espécies mais plantadas no Brasil, seguida pela E. saligna e E. dunnii. Todas apresentam coloração rosada, avermelhada clara, com densidade média e ótimas características de beleza, resistência e durabilidade. Por isso mesmo já têm sido usadas na decoração de interiores, substituindo com excelente resultado madeiras nativas como o mogno e o cedro. Estas espécies oferecem também fácil manuseio e acabamento, pontos indispensáveis na fabricação de móveis.
Apesar disso, ainda existe muito preconceito da indústria moveleira contra o eucalipto. Mas alguns empresários começam a despertar para as possibilidades de sua adoção na linha de produção. O uso do eucalipto tem sido tema de constantes debates entre os vários segmentos ligados ao setor.
Alguns passos bem sucedidos já foram dados nesse sentido. É o caso da linha de móveis da Tok & Stok chamada Liptus, com cadeiras e mesas assinadas pelo design Michel Arnoult, francês radicado no Brasil desde 1950.
Os técnicos que trabalham com a pesquisa de eucalipto garantem que estão próximos de dominar totalmente a tecnologia de desdobramento, secagem e aproveitamento da madeira. Esse trabalho, que inclui pesquisas genéticas sobre a espécie, vem sendo desenvolvido por instituições como o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, da Universidade de São Paulo, e o Cetemo/Senai, Centro Tecnológico do Mobiliário, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
Fonte: Revista Marcenaria Moderna
De tom castanho-claro, ligeiramente cor-de-rosa, o eucalipto apresenta a consistência do marfim. Pesquisas feitas em conjunto com entidades de reflorestamento estão empenhadas na melhoria genética desta espécie.
Estima-se que, anualmente, o Brasil produza 500 mil metros cúbicos de madeira serrada de eucalipto. Segundo dados da SBS, Sociedade Brasileira de Silvicultura, a área plantada atinge 3 milhões de hectares, o que corresponde a 50% de todo o reflorestamento feito no país.
Muitas empresas já produzem chapas de fibra com 100% de eucalipto. Ele entra também na composição de madeira aglomerada, na fabricação de carvão vegetal, papel, celulose, postes, dormentes para estradas de ferro e madeira serrada.
Boa alternativa
O reflorestamento de eucalipto é mais uma alternativa para substituir a exploração de madeiras nobres nativas ou ameaçadas de extinção, que começam a ser boicotadas no mercado internacional. O replantio no Brasil é feito com incentivos fiscais desde 1966.
Na realidade, o eucalipto é de origem australiana e tem uma variedade de 600 espécies, sendo que 20 delas têm importância econômica. Essa árvore foi trazida para o Brasil no início do século e se adaptou muito bem às condições climáticas, além de ser de crescimento rápido.
Uma de suas características é a versatilidade no uso das diferentes espécies. As mais resistentes e pesadas são preferidas para a construção civil. As mais leves adaptam-se à fabricação de móveis. E existem outras que já estão sendo largamente utilizadas na fabricação de celulose.
Ao contrário de várias outras madeiras cujo ciclo de vida atinge os 200 anos, a exemplo da sucupira, as florestas de eucalipto são facilmente renováveis. Seu ciclo de vida, entre o plantio e a exploração comercial, não ultrapassa 15 anos, o que justifica a tendência de utilização da madeira.
Além disso, suas florestas podem ser plantadas próximas aos centros urbanos, barateando o transporte das toras. Permite, inclusive, o crescimento conjunto com a vegetação nativa de bosque, local possível de abrigar uma fauna rica, mantendo assim o equilíbrio do ambiente.
Vencendo preconceitos
O Eucaliptus grandis é uma das espécies mais plantadas no Brasil, seguida pela E. saligna e E. dunnii. Todas apresentam coloração rosada, avermelhada clara, com densidade média e ótimas características de beleza, resistência e durabilidade. Por isso mesmo já têm sido usadas na decoração de interiores, substituindo com excelente resultado madeiras nativas como o mogno e o cedro. Estas espécies oferecem também fácil manuseio e acabamento, pontos indispensáveis na fabricação de móveis.
Apesar disso, ainda existe muito preconceito da indústria moveleira contra o eucalipto. Mas alguns empresários começam a despertar para as possibilidades de sua adoção na linha de produção. O uso do eucalipto tem sido tema de constantes debates entre os vários segmentos ligados ao setor.
Alguns passos bem sucedidos já foram dados nesse sentido. É o caso da linha de móveis da Tok & Stok chamada Liptus, com cadeiras e mesas assinadas pelo design Michel Arnoult, francês radicado no Brasil desde 1950.
Os técnicos que trabalham com a pesquisa de eucalipto garantem que estão próximos de dominar totalmente a tecnologia de desdobramento, secagem e aproveitamento da madeira. Esse trabalho, que inclui pesquisas genéticas sobre a espécie, vem sendo desenvolvido por instituições como o IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas, da Universidade de São Paulo, e o Cetemo/Senai, Centro Tecnológico do Mobiliário, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
Fonte: Revista Marcenaria Moderna
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