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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Cresce exportação de madeira
As exportações de produtos industrializados e manufaturados de madeira pelo Estado do Pará tiveram um aumento percentual de 25,51% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Se em 2004 foram exportados US$ 117 milhões, este ano as exportações passaram para US$ 146,9 milhões. Os cálculos foram divulgados pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará - Aimex, com base em dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex). Apesar do aumento no valor, a quantidade (ton) exportada se manteve estável com uma pequena variação de 0,17%. Guilherme Carvalho, diretor técnico da Aimex, explica que a alteração se deve ao crescimento na exportação de produtos com maior valor agregado. O melhor desempenho foi para pisos e decks, com crescimento de 92%. Os dados da Secex coincidem com os resultados da pesquisa do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - Imazon, indicando que o consumo anual de madeira em tora diminuiu e, em contrapartida, houve aumento na exportação de madeira beneficiada. O engenheiro florestal Marcos Lentini, pesquisador do Imazon, ressalta que além do controle do governo sobre a indústria madeireira na Amazônia, outros fatores vêm contribuindo para essa mudança, como, por exemplo, a exigência cada vez maior do mercado consumidor. Segundo ele, essa trajetória tende a se intensificar nos próximos anos, pois a Indonésia, que sempre se destacou como a grande exportadora mundial de painéis de compensado de madeira tropical, vem enfrentando crises internas que refletem na produção e exportação de madeira. “Com esse colapso na Indonésia, a tendência é o crescimento do mercado exportador brasileiro”, avalia Lentini. Para Justiniano Netto, diretor-executivo da Aimex, é importante destacar a capacidade empreendedora dos empresários do setor florestal que estão agregando tecnologia e aumentando a competitividade dos produtos madeireiros paraenses. “O avanço da indústria madeireira não se deve apenas a fatores externos e controle governamental, mas principalmente à disposição do empresário de investir em tecnologia, melhorando o aproveitamento da madeira. Sem o investimento da iniciativa privada, não estaríamos colhendo bons resultados como agora”.
Crise no abastecimento
O bom desempenho atual, porém, está ameaçado pela questão fundiária. Segundo os empresários, o setor florestal encontra dificuldades em garantir a produção sustentável de madeira no Pará, porque os projetos de manejo estão condicionados à regularidade fundiária. “Como a maior parte do Estado não dispõe de titulação definitiva, os projetos estão limitados apenas a uma pequena porção da área florestal”, afirma Justiniano Netto. O projeto de Gestão de Florestas Públicas, que prevê a possibilidade das concessões florestais, ainda não foi aprovado e sua implantação dependerá de disponibilidade orçamentária, da criação de um novo órgão público, o Serviço Florestal Brasileiro, e do cadastro das florestas públicas disponíveis. “É um projeto importante e estratégico, mas não pode ser considerado como a única alternativa para o setor florestal, pois assim correremos o risco de paralisar a atividade enquanto esta nova política não for concretizada” - argumenta Netto, que compara a situação do setor à política de juros altos no Brasil - “A economia brasileira está atravessando uma fase de prosperidade e crescimento internacional, o que está impulsionando nossos negócios, mas se as restrições ao manejo sustentável não forem diminuídas e as taxas de juros reduzidas, não teremos fôlego para sustentar o crescimento das exportações”.
Fonte: Diário do Pará
Crise no abastecimento
O bom desempenho atual, porém, está ameaçado pela questão fundiária. Segundo os empresários, o setor florestal encontra dificuldades em garantir a produção sustentável de madeira no Pará, porque os projetos de manejo estão condicionados à regularidade fundiária. “Como a maior parte do Estado não dispõe de titulação definitiva, os projetos estão limitados apenas a uma pequena porção da área florestal”, afirma Justiniano Netto. O projeto de Gestão de Florestas Públicas, que prevê a possibilidade das concessões florestais, ainda não foi aprovado e sua implantação dependerá de disponibilidade orçamentária, da criação de um novo órgão público, o Serviço Florestal Brasileiro, e do cadastro das florestas públicas disponíveis. “É um projeto importante e estratégico, mas não pode ser considerado como a única alternativa para o setor florestal, pois assim correremos o risco de paralisar a atividade enquanto esta nova política não for concretizada” - argumenta Netto, que compara a situação do setor à política de juros altos no Brasil - “A economia brasileira está atravessando uma fase de prosperidade e crescimento internacional, o que está impulsionando nossos negócios, mas se as restrições ao manejo sustentável não forem diminuídas e as taxas de juros reduzidas, não teremos fôlego para sustentar o crescimento das exportações”.
Fonte: Diário do Pará
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