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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Expansão florestal é insuficientente em MG e PR
As áreas de florestas plantadas no Brasil têm crescido em ritmo insuficiente para atender à demanda atual de madeira do País. Dois estados já enfrentam o problema da escassez do produto: Minas Gerais e Paraná. Em Minas Gerais, onde fica a maior parte dos plantios de eucalipto do País (1,535 milhão de hectares, o correspondente a 51,8% do total nacional), a escassez reflete-se na produção de carvão vegetal.
Em depoimento à Gazeta Mercantil em julho de 2004, Antônio Claret de Oliveira, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), prognosticava que a partir de 2007 faltaria madeira para esse insumo da indústria siderúrgica. O consumo anual estimado de madeira para carvão vegetal no estado de Minas Gerais era de 50 milhões de metros cúbicos e havia disponíveis no campo apenas 100 milhões. A situação estaria sendo contornada pelas autoridades ambientais, ao permitir que se buscasse nas matas nativas a madeira suficiente para atender até 10% do consumo de carvão.
No Paraná, estado líder em plantio de pinus no País, com 605 mil hectares, 32,9% do total nacional, um estudo publicado em 2000 pela STCP Engenharia de Projetos mostrava que os estoques de florestas estavam sendo rapidamente consumidos, e a reação era o aumento nos preços da madeira. A tora no Brasil, especialmente para a indústria de madeira sólida (serrados e lâminas), "se tornará ainda mais cara nos próximos anos, eliminando parte da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional", alertava o estudo da consultoria.
Para a empresa de consultoria paranaense, a indústria de celulose e painéis reconstituídos sofreria menos, pois o ciclo de produção florestal é relativamente curto. Já na indústria madeireira, que demanda ciclos de 15 ou mais anos, o déficit era inevitável. A saída aí seria a importação de madeira. A Província de Misiones, na Argentina, "possui extensas áreas florestais e os incentivos lá existentes estão dando suporte a um processo de continuada expansão dos reflorestamentos", concluía o estudo da STCP.
Apenas os produtores de celulose do País vêm plantando o suficiente para atender à demanda. Em 2003, foram plantados pelo setor um total de 169,055 mil hectares (148,759 mil de eucalipto e 20,296 mil de pinus). Esses produtores vêm seguindo um programa de investimentos que prevê produção de 14,5 milhões de toneladas de celulose em 2012, 81% mais que os 8,0 milhões de 2002, quando a área plantada do setor era de 1,457 milhão de hectares. Em 2003, os plantios chegaram a 1,552 milhão de hectares. O programa de investimentos prevê que eles cheguem a 2,6 milhões em 2012, a um custo de US$ 1,9 bilhão.
Fonte: Gazeta Mercantil
Em depoimento à Gazeta Mercantil em julho de 2004, Antônio Claret de Oliveira, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), prognosticava que a partir de 2007 faltaria madeira para esse insumo da indústria siderúrgica. O consumo anual estimado de madeira para carvão vegetal no estado de Minas Gerais era de 50 milhões de metros cúbicos e havia disponíveis no campo apenas 100 milhões. A situação estaria sendo contornada pelas autoridades ambientais, ao permitir que se buscasse nas matas nativas a madeira suficiente para atender até 10% do consumo de carvão.
No Paraná, estado líder em plantio de pinus no País, com 605 mil hectares, 32,9% do total nacional, um estudo publicado em 2000 pela STCP Engenharia de Projetos mostrava que os estoques de florestas estavam sendo rapidamente consumidos, e a reação era o aumento nos preços da madeira. A tora no Brasil, especialmente para a indústria de madeira sólida (serrados e lâminas), "se tornará ainda mais cara nos próximos anos, eliminando parte da competitividade da indústria brasileira no mercado internacional", alertava o estudo da consultoria.
Para a empresa de consultoria paranaense, a indústria de celulose e painéis reconstituídos sofreria menos, pois o ciclo de produção florestal é relativamente curto. Já na indústria madeireira, que demanda ciclos de 15 ou mais anos, o déficit era inevitável. A saída aí seria a importação de madeira. A Província de Misiones, na Argentina, "possui extensas áreas florestais e os incentivos lá existentes estão dando suporte a um processo de continuada expansão dos reflorestamentos", concluía o estudo da STCP.
Apenas os produtores de celulose do País vêm plantando o suficiente para atender à demanda. Em 2003, foram plantados pelo setor um total de 169,055 mil hectares (148,759 mil de eucalipto e 20,296 mil de pinus). Esses produtores vêm seguindo um programa de investimentos que prevê produção de 14,5 milhões de toneladas de celulose em 2012, 81% mais que os 8,0 milhões de 2002, quando a área plantada do setor era de 1,457 milhão de hectares. Em 2003, os plantios chegaram a 1,552 milhão de hectares. O programa de investimentos prevê que eles cheguem a 2,6 milhões em 2012, a um custo de US$ 1,9 bilhão.
Fonte: Gazeta Mercantil
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