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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Terra absorve mais calor do que pode suportar
Uma pesquisa publicada na revista "Science" prova o que cientistas defendem na teoria há anos: a Terra recebe mais calor do que é capaz de emitir para o espaço, em um processo que aquece o planeta e pode causar efeitos nefastos.
Os dados validam as previsões de aquecimento global, com o aumento da temperatura média em 0,6º C ainda neste século, o que provocará o derretimento das calotas de gelo e a elevação do nível dos oceanos caso medidas preventivas não sejam tomadas agora.
Segundo os pesquisadores, o vilão são mesmo os gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), cujos índices presentes na atmosfera subiram por causa da ação humana.
Em equilíbrio, a Terra recebe 22 watts por metro quadrado em radiação emitida pelo Sol - e devolve para o espaço a mesma quantidade. Atualmente, essa radiação fica presa na atmosfera terrestre por causa do excesso de gases e aerossóis e cerca de 1 watt por metro quadrado é absorvida.
Robôs - Para chegar à conclusão, a equipe, liderada por James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, fez bom uso da tecnologia: 1.800 robôs foram espalhados nos oceanos em diferentes pontos do planeta a partir de 2000.
Eles mediam a temperatura e a salinidade da água sistematicamente e transmitiam as informações coletadas via satélite, que eram então processadas dentro de um modelo climático do próprio instituto, para simular as conseqüências.
Os mares são "armazéns" dessa energia, por isso são boas medidas sobre como o equilíbrio da Terra, explica o professor Edmo Campos, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo. "O comportamento dos oceanos serve de referência para o que acontece no planeta."
Inércia - De acordo com o estudo, o homem se equilibra hoje no fio de uma navalha. Outra descoberta dos cientistas é que a absorção desses watts extras é um sinal de que os oceanos entraram no período de inércia, o tempo que levam para responder à mudança.
"A inércia termal do gelo pode ser de milênios e, dos oceanos, de séculos", explica Campos. Somadas, porém, elas podem formar uma bola-de-neve: à medida que a temperatura sobe, o gelo derrete e há menos superfície para refletir a radiação, que é absorvida para aumentar a temperatura de forma mais rápida.
"Já não pode haver dúvidas de que os gases produzidos pelo homem são a principal causa do aquecimento que foi observado", afirma Hansen. "Este desequilíbrio energético é a prova irrefutável." Fonte: Estadão Online
Os dados validam as previsões de aquecimento global, com o aumento da temperatura média em 0,6º C ainda neste século, o que provocará o derretimento das calotas de gelo e a elevação do nível dos oceanos caso medidas preventivas não sejam tomadas agora.
Segundo os pesquisadores, o vilão são mesmo os gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), cujos índices presentes na atmosfera subiram por causa da ação humana.
Em equilíbrio, a Terra recebe 22 watts por metro quadrado em radiação emitida pelo Sol - e devolve para o espaço a mesma quantidade. Atualmente, essa radiação fica presa na atmosfera terrestre por causa do excesso de gases e aerossóis e cerca de 1 watt por metro quadrado é absorvida.
Robôs - Para chegar à conclusão, a equipe, liderada por James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, fez bom uso da tecnologia: 1.800 robôs foram espalhados nos oceanos em diferentes pontos do planeta a partir de 2000.
Eles mediam a temperatura e a salinidade da água sistematicamente e transmitiam as informações coletadas via satélite, que eram então processadas dentro de um modelo climático do próprio instituto, para simular as conseqüências.
Os mares são "armazéns" dessa energia, por isso são boas medidas sobre como o equilíbrio da Terra, explica o professor Edmo Campos, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo. "O comportamento dos oceanos serve de referência para o que acontece no planeta."
Inércia - De acordo com o estudo, o homem se equilibra hoje no fio de uma navalha. Outra descoberta dos cientistas é que a absorção desses watts extras é um sinal de que os oceanos entraram no período de inércia, o tempo que levam para responder à mudança.
"A inércia termal do gelo pode ser de milênios e, dos oceanos, de séculos", explica Campos. Somadas, porém, elas podem formar uma bola-de-neve: à medida que a temperatura sobe, o gelo derrete e há menos superfície para refletir a radiação, que é absorvida para aumentar a temperatura de forma mais rápida.
"Já não pode haver dúvidas de que os gases produzidos pelo homem são a principal causa do aquecimento que foi observado", afirma Hansen. "Este desequilíbrio energético é a prova irrefutável." Fonte: Estadão Online
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