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Notícias

21
out
2019
(SETOR FLORESTAL)
Anunciados os resultados do estudo do setor florestal da ABIMCI

A Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI) lançou o seu 'Estudo Setorial 2019', que aborda questões florestais nacionais e fornece perfis da indústria da madeira e móveis, incluindo indicadores socioeconômicos, estatísticas de mercado, como dados de produção, consumo, exportação e importação. O relatório final fornece informações cruciais para o planejamento e a promoção do desenvolvimento setorial.

Este estudo destaca a importância das florestas plantadas no Brasil, que em 2018 estenderam mais de 8,1 milhões de hectares estimados com 73% de eucalipto (5,92 milhões de ha.), 20% de pinheiro (1,59 milhão de ha.) E 7% com outras espécies de madeira ( 591.000 ha.). Dos 591.000 ha. a seringueira responde por 39%, acácia (27%), paricá (15%) e teca (15%).

As espécies de madeira de lei como paricá, teca e são tradicionalmente usadas na produção de madeira serrada e folheada. Outras espécies de madeira que foram plantadas incluem mogno africano (Khaya senegalensis) e cedro australiano (Toona ciliata).

No Brasil, a madeira serrada e compensado de madeira de lei nativa são produzidos principalmente nas regiões norte e oeste da Amazônia. Segundo o estudo da ABIMCI, a produção e o consumo de madeiras duras da Amazônia diminuíram nos últimos anos.

Na última década, a produção de madeira serrada de madeira dura caiu quase 13% ao ano no período 2009-2018. Em 2018, o Brasil produziu 2,4 milhões de m3 de madeira serrada de madeira dura, enquanto em 2009 produziu 8,4 milhões de m3 de madeira serrada.

A produção brasileira de madeira compensada também caiu. Em 2018, o Brasil produziu 249.000 cu.m de madeira compensada de madeira da espécie Amazônica, enquanto em 2009 a produção nacional foi de cerca de 587.000 cu.m (um declínio de quase 60% em 10 anos).

O declínio na produção deve-se, diz o relatório da ABIMCI, a controles ambientais e obstáculos burocráticos no processo de aprovação das licenças de colheita e manejo florestal.

Fonte: ITTO/Remade

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