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01
out
2019
(GERAL)
Mais de 40 por cento das espécies de árvores na Europa estão ameaçadas de extinção

É a primeira vez que a IUCN, com sede na Suíça, publica uma 'Lista Vermelha' de árvores europeias.

Mais de 40% das espécies de árvores presentes na Europa estão ameaçadas de extinção, alertou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Um das principais ameaças é a introdução de espécies invasoras.

É a primeira vez que a IUCN, com sede em Gland, na Suíça, publica uma "Lista Vermelha" de árvores europeias. Nesta ocasião, a organização analisou o destino das 454 espécies de árvores presentes em solo europeu.

Algumas crescem na Europa, mas também em outras partes do mundo. Dessas espécies, 42% são consideradas ameaçadas e, portanto, têm um "alto risco de extinção", diz o relatório da IUCN.

Para as chamadas espécies endêmicas - que só crescem na Europa, 58% estão ameaçadas e 15% estão criticamente ameaçadas.

Principais ameaças

A introdução de espécies invasoras, a exploração madeireira não sustentável e o desenvolvimento urbano são as principais ameaças ao declínio das espécies arbóreas em solo europeu.

Doenças, desmatamento, criação de animais e mudanças no ecossistema, particularmente relacionadas a incêndios, são outras ameaças às árvores na Europa.

"É alarmante que mais da metade das espécies endêmicas da Europa estejam ameaçadas de extinção", disse Craig Hilton-Taylor, chefe da unidade encarregada de desenvolver a "Lista Vermelha", citado em um comunicado.

"As árvores são essenciais para a vida na terra e as árvores europeias, em toda a sua diversidade, são fonte de alimento e abrigo para inúmeras espécies de animais, como pássaros e esquilos, e desempenham um papel econômico essencial", acrescentou, pedindo à União Europeia que trabalhe pela sua sobrevivência.

Segundo a IUCN, a tramazeira é uma espécie particularmente em risco, com três quartos das 170 espécies europeias sendo consideradas ameaçadas.

O castanheiro-da-índia, atacado pelo mineiro de folhas do castanheiro, uma praga dos Bálcãs, agora é considerada "vulnerável".

Fonte: Por France Presse

Neuvoo Jooble