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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Produção de carvão vegetal ameaça Cerrado
O cerrado brasileiro talvez seja hoje um dos ecossistemas mais ameaçados em função do aumento da fronteira agropecuária e da produção de carvão vegetal. A afirmação foi feita no início desta semana pelo diretor de Florestas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Antonio Carlos Humell, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Hummel explicou que o carvão vegetal continua sendo bastante consumido nas siderúrgicas dos estados do Pará, Minas Gerais e Maranhão. "Hoje, há um esforço do Ibama de fazer com que a legislação ambiental seja cumprida, que esse carvão seja de áreas legalizadas e que também seja feita a reposição florestal para, no futuro, abastecer de forma sustentável os altos fornos dessas siderúrgicas".
Na opinião do diretor, as autoridades do setor "não podem continuar empurrando o cumprimento da legislação ambiental com a barriga. Ninguém imagina, mas grandes quantidades de ferro são produzidas à custa da destruição de nossos cerrados".
Por outro lado, salientou o diretor de Florestas do Ibama, há também um trabalho sendo feito no sentido de conscientizar a população de que o carvão vegetal vendido nas cidades para churrascos domésticos é oriundo de florestas nativas. "O certo seria que esse carvão também fosse proveniente de florestas plantadas, uma vez que o consumo urbano acaba pressionando as florestas nativas, especialmente o cerrado", observou. Humell disse que o esforço do Ibama no momento é para que a legislação volte a ser cumprida.
Fonte: Agência Brasil
Hummel explicou que o carvão vegetal continua sendo bastante consumido nas siderúrgicas dos estados do Pará, Minas Gerais e Maranhão. "Hoje, há um esforço do Ibama de fazer com que a legislação ambiental seja cumprida, que esse carvão seja de áreas legalizadas e que também seja feita a reposição florestal para, no futuro, abastecer de forma sustentável os altos fornos dessas siderúrgicas".
Na opinião do diretor, as autoridades do setor "não podem continuar empurrando o cumprimento da legislação ambiental com a barriga. Ninguém imagina, mas grandes quantidades de ferro são produzidas à custa da destruição de nossos cerrados".
Por outro lado, salientou o diretor de Florestas do Ibama, há também um trabalho sendo feito no sentido de conscientizar a população de que o carvão vegetal vendido nas cidades para churrascos domésticos é oriundo de florestas nativas. "O certo seria que esse carvão também fosse proveniente de florestas plantadas, uma vez que o consumo urbano acaba pressionando as florestas nativas, especialmente o cerrado", observou. Humell disse que o esforço do Ibama no momento é para que a legislação volte a ser cumprida.
Fonte: Agência Brasil
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