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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Produtos para proteger ozônio aumentam aquecimento global
Alguns produtos químicos produzidos nos últimos anos para proteger a camada de ozônio são gases que aceleram o fenômeno do aquecimento da terra, confirmou um relatório divulgado nesta segunda-feira (11) pelo PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. "Embora a mudança climática e a destruição da camada de ozônio sejam fenômenos diferentes, o uso de alguns produtos químicos os relacionam", disse um especialista. Ambos são os maiores problemas ambientais enfrentados pela humanidade.
Ao adotarem o Protocolo de Montreal em 1987, os governos se comprometeram a diminuir progressivamente o uso de clorofluorcarbonos (CFC). Esses produtos foram substituídos por substâncias alternativas como hidroclorofluorcarbonos (HCFC), hidrofluorcarbonos (HFC) e perfluorcarbonos (PFC). Estes últimos três produtos são muito menos nocivos à camada de ozônio do que o CFC, mas o relatório do PNUMA demonstra que são poderosos gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta.
Em meados da década de 80, o consumo mundial total de CFC era aproximadamente de 1,1 milhão de toneladas PAO (potencial de esgotamento da camada de ozônio). No fim dos anos 90, esse número caiu para 150 mil toneladas graças ao Protocolo de Montreal. Se não fossem tomadas medidas, calcula-se que o consumo de CFC teria alcançado 3 milhões de toneladas em 2010, o que produziria um esgotamento de 50% da camada de ozônio. As conseqüências disso seriam "19 milhões de casos de câncer de pele não-melanômico, 1,5 milhão de casos de câncer melanômico e 130 milhões casos de cataratas oculares", afirmou o PNUMA.
O CFC e seus químicos de substituição são usados em geladeiras, sistemas de ar condicionado, espumas, aerossóis, equipamentos contra incêndios e solventes. Segundo o relatório apresentado hoje, a ação rápida dos governos permitiu a redução do uso de gases destruidores do ozônio e sua estabilização. O buraco na camada de ozônio neste ano alcançou os 25 milhões de quilômetros quadrados, com variações de 20 milhões a 29 milhões de quilômetros quadrados desde 1990.
No entanto, as pesquisas científicas confirmam que esses mesmos produtos químicos que beneficiam o ozônio "são gases de efeito estufa mais poderosos que o dióxido de carbono, mas seus níveis de emissão são menores". O relatório do PNUMA propõe melhorias nas embalagens dos produtos para prevenir escapamentos, evaporações e emissões inesperadas, além da promoção da reciclagem, a destruição dessas substâncias e o aumento do uso de produtos alternativos com efeitos menos prejudiciais para o aquecimento global.
Fonte: (Estadão Online)
Ao adotarem o Protocolo de Montreal em 1987, os governos se comprometeram a diminuir progressivamente o uso de clorofluorcarbonos (CFC). Esses produtos foram substituídos por substâncias alternativas como hidroclorofluorcarbonos (HCFC), hidrofluorcarbonos (HFC) e perfluorcarbonos (PFC). Estes últimos três produtos são muito menos nocivos à camada de ozônio do que o CFC, mas o relatório do PNUMA demonstra que são poderosos gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta.
Em meados da década de 80, o consumo mundial total de CFC era aproximadamente de 1,1 milhão de toneladas PAO (potencial de esgotamento da camada de ozônio). No fim dos anos 90, esse número caiu para 150 mil toneladas graças ao Protocolo de Montreal. Se não fossem tomadas medidas, calcula-se que o consumo de CFC teria alcançado 3 milhões de toneladas em 2010, o que produziria um esgotamento de 50% da camada de ozônio. As conseqüências disso seriam "19 milhões de casos de câncer de pele não-melanômico, 1,5 milhão de casos de câncer melanômico e 130 milhões casos de cataratas oculares", afirmou o PNUMA.
O CFC e seus químicos de substituição são usados em geladeiras, sistemas de ar condicionado, espumas, aerossóis, equipamentos contra incêndios e solventes. Segundo o relatório apresentado hoje, a ação rápida dos governos permitiu a redução do uso de gases destruidores do ozônio e sua estabilização. O buraco na camada de ozônio neste ano alcançou os 25 milhões de quilômetros quadrados, com variações de 20 milhões a 29 milhões de quilômetros quadrados desde 1990.
No entanto, as pesquisas científicas confirmam que esses mesmos produtos químicos que beneficiam o ozônio "são gases de efeito estufa mais poderosos que o dióxido de carbono, mas seus níveis de emissão são menores". O relatório do PNUMA propõe melhorias nas embalagens dos produtos para prevenir escapamentos, evaporações e emissões inesperadas, além da promoção da reciclagem, a destruição dessas substâncias e o aumento do uso de produtos alternativos com efeitos menos prejudiciais para o aquecimento global.
Fonte: (Estadão Online)
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