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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Setor planeja fortalecer o reflorestamento
A indústria brasileira de celulose e papel não usa madeira de floresta nativa, mas exclusivamente árvores de florestas plantadas. A área de reflorestamento por essa indústria vem sendo acompanhada ano a ano pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
De acordo com o Relatório Estatístico Florestal de 2003 da entidade, no final daquele ano os produtores de celulose dispunham de 1,55 milhão de hectares de plantios florestais (6,5% mais que o 1,45 milhão de hectares de 2002): 73,7% (1,14 milhão) de eucaliptos, 25,3% de pínus (392 mil) e 1% de araucárias, acácias e outros gêneros (16 mil).
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as necessidades de reflorestamento no Brasil são de 630 mil hectares por ano, distribuídos por toda a cadeia produtiva da madeira: lenha, carvão vegetal, madeira serrada e celulose.
Apenas os produtores de celulose vêm atingindo a meta prevista para o setor pelo ministério. Em 2003, eles plantaram 169 mil hectares de florestas, o que representou crescimento de 89,9% em relação à área de 1993 - média anual de 6,7%. Antes de 1993, a maior área de reflorestamento anual dos últimos 25 anos havia ocorrido em 1990: cerca de 130 mil hectares, ante 70 mil em 1986, patamar ao qual o setor retornou em 1991.
Investimentos
Ainda assim, em 2003 o setor deve ter gasto mais madeira do que permitiriam as árvores plantadas naquele ano, pois o consumo de madeira em tora com casca para produção de celulose (de 9,06 milhões de toneladas) foi de 38,45 milhões de metros cúbicos sólidos, o que deve ter correspondido a cerca de 192 mil hectares.
No período 2004-2012, o setor pretende plantar 1,60 milhão de hectares de florestas. Os produtores de celulose estão seguindo um programa de investimentos para até 2012 que prevê uma produção de celulose de 14,5 milhões de toneladas naquele ano e uma área plantada de 2,6 milhões de hectares de florestas, 87% maior que o 1,4 milhão de 2002.
O custo desse aumento de área florestal será de US$ 1,9 bilhão. A estratégia dos produtores de celulose para chegar a essa meta é incrementar a terceirização, pois "a indústria não tem condições de, sozinha, dar conta da crescente demanda pela madeira de reflorestamento", disse Carlos Augusto Lira Aguiar, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em reportagem da Gazeta Mercantil publicada em outubro de 2004.
Nesse sentido, no próximo dia 30 de março, a Abraf estará realizando em Brasília, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento "100 Anos de Florestas Plantadas no Brasil", que contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião será lançado o Fórum Nacional das Contribuições Socioambientais do Setor de Florestas Plantadas.
Fonte: Gazeta Mercantil – 28/03/2005
De acordo com o Relatório Estatístico Florestal de 2003 da entidade, no final daquele ano os produtores de celulose dispunham de 1,55 milhão de hectares de plantios florestais (6,5% mais que o 1,45 milhão de hectares de 2002): 73,7% (1,14 milhão) de eucaliptos, 25,3% de pínus (392 mil) e 1% de araucárias, acácias e outros gêneros (16 mil).
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as necessidades de reflorestamento no Brasil são de 630 mil hectares por ano, distribuídos por toda a cadeia produtiva da madeira: lenha, carvão vegetal, madeira serrada e celulose.
Apenas os produtores de celulose vêm atingindo a meta prevista para o setor pelo ministério. Em 2003, eles plantaram 169 mil hectares de florestas, o que representou crescimento de 89,9% em relação à área de 1993 - média anual de 6,7%. Antes de 1993, a maior área de reflorestamento anual dos últimos 25 anos havia ocorrido em 1990: cerca de 130 mil hectares, ante 70 mil em 1986, patamar ao qual o setor retornou em 1991.
Investimentos
Ainda assim, em 2003 o setor deve ter gasto mais madeira do que permitiriam as árvores plantadas naquele ano, pois o consumo de madeira em tora com casca para produção de celulose (de 9,06 milhões de toneladas) foi de 38,45 milhões de metros cúbicos sólidos, o que deve ter correspondido a cerca de 192 mil hectares.
No período 2004-2012, o setor pretende plantar 1,60 milhão de hectares de florestas. Os produtores de celulose estão seguindo um programa de investimentos para até 2012 que prevê uma produção de celulose de 14,5 milhões de toneladas naquele ano e uma área plantada de 2,6 milhões de hectares de florestas, 87% maior que o 1,4 milhão de 2002.
O custo desse aumento de área florestal será de US$ 1,9 bilhão. A estratégia dos produtores de celulose para chegar a essa meta é incrementar a terceirização, pois "a indústria não tem condições de, sozinha, dar conta da crescente demanda pela madeira de reflorestamento", disse Carlos Augusto Lira Aguiar, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em reportagem da Gazeta Mercantil publicada em outubro de 2004.
Nesse sentido, no próximo dia 30 de março, a Abraf estará realizando em Brasília, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o evento "100 Anos de Florestas Plantadas no Brasil", que contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião será lançado o Fórum Nacional das Contribuições Socioambientais do Setor de Florestas Plantadas.
Fonte: Gazeta Mercantil – 28/03/2005
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