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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
A arte da luteria na madeira acreana
“Não é apenas pegar um pedaço de madeira e fazer o instrumento. É preciso muita habilidade e prática para o trabalho que é um artesanato fino.” Nessas palavras, a professora da Oficina de Luteria do Projeto Aquiry Jamara Campos, 39, define a importância de um lutier.
Pela terceira vez em solo acreano, ela iniciou ontem a segunda fase da oficina patrocinada pelo Serviço de Apoio das Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que tem cerca de 20 alunos. A idéia é formar profissionais da área no Estado. Valorizado pelo trabalho manual que busca o perfeccionismo nas formas e afinações, o lutier é uma profissão pouco exercida no Brasil. E suas produções continuam sendo as favoritas dos músicos, que dispensam instrumentos de fábrica.
Uma profissão de rentabilidade com existência de um público consumidor, Jamara diz que o lutier daqui terá uma vantagem de trabalhar na Amazônia, devido à boa equivalência acústica das espécies de madeira dessa região, comprovada por um estudo feito pelo pesquisador Mário Rabelo.
A arte do lutier
A primeira etapa da oficina de luteria foi o motivo da sua vinda no Acre, que logo retornou à terra para tocar na ópera Aquiry, que originou o projeto Aquiry. Durante a sua preparação, diversas oficinas foram feitas em Rio Branco. Na primeira fase, Jamara conta que ficou duas semanas ensinando desde a fase bruta de pegar a madeira e ir construindo as laterias, tampo e fundo do violino. Na segunda oficina, ela concluirá as informações em aulas teóricas e práticas de como fazer um violino. Ensinará também a manutenção do instrumento.
Violino amazônico
Tracidionalmente feito com madeiras utilizadas pelos europeus como o acero, ébano e abeto, que dão um visual estético muito apreciado ao instrumento, os violinos feitos nessa oficina traz novidades.
Os alunos estão aprendendo a arte luteria no Centro de Tecnologia da Madeira e do Mobiliário (CETEMM), que junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), são apoiadores da iniciativa. Lá, eles estão utilizando como matéria prima o marupá e amapá, espécies de árvores da região. A equivalência acústica dessas, segundo Jamara é tão boa quanto a usada pelos europeus.
Lutier acreano
Com orquestra, escola de música e profissionais, o mercado de lutier no Acre é favorável segundo Jamara. A proposta é que a atuação deles seja bem aceita, e quem sabe, os planos se apliem.
Para ser um bom profissional, ela conta que o tempo de formação depende de cada um e que a habilidade é fundamental. “É um trabalho que precisa de ferramentas específicas, muita habilidade e prática. Esses dois últimos, só o exercício e dedicação na atividade possibilita”.
A rentabilidade na renda do lutier é variada mas considerada boa. A professora conta que um instrumento não vale menos que R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Lutier com respaldo chega a faturar até R$ 10 em um instrumento.
Quem ensina
Jamara é brasiliense, é graduada em Licenciatura em Música pela Universidade de Brasília e é professora de violana Escola de Música de Brasília. Também estudou Violino Barroco, na Academie voor Oude Muziek, em Holanda.
A Luteria veio por acaso em sua na vida. Quando estudante ficou sem seu instrumento e teve de encomendar um ao lutier Antenor Gomes. As visitas em seu ateliê a instigou em conhecer mais da profissão e ali treinou os primeiros passos.
Logo depois, Jamara estudou durante um ano com Ataíde de Matos. Em 1992 ela montou seu próprio atelier e pela primeira vez está ensinado. Estreando com os alunos acreanos, ela conta que a experiência tem sido surpreendente, e conta que todos estão ávidos em aprender. Ela conta que há a possibilidade da oficina ser levada a Cruzeiro do Sul.
Fonte: Página 20 – 22/03/2005
Pela terceira vez em solo acreano, ela iniciou ontem a segunda fase da oficina patrocinada pelo Serviço de Apoio das Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que tem cerca de 20 alunos. A idéia é formar profissionais da área no Estado. Valorizado pelo trabalho manual que busca o perfeccionismo nas formas e afinações, o lutier é uma profissão pouco exercida no Brasil. E suas produções continuam sendo as favoritas dos músicos, que dispensam instrumentos de fábrica.
Uma profissão de rentabilidade com existência de um público consumidor, Jamara diz que o lutier daqui terá uma vantagem de trabalhar na Amazônia, devido à boa equivalência acústica das espécies de madeira dessa região, comprovada por um estudo feito pelo pesquisador Mário Rabelo.
A arte do lutier
A primeira etapa da oficina de luteria foi o motivo da sua vinda no Acre, que logo retornou à terra para tocar na ópera Aquiry, que originou o projeto Aquiry. Durante a sua preparação, diversas oficinas foram feitas em Rio Branco. Na primeira fase, Jamara conta que ficou duas semanas ensinando desde a fase bruta de pegar a madeira e ir construindo as laterias, tampo e fundo do violino. Na segunda oficina, ela concluirá as informações em aulas teóricas e práticas de como fazer um violino. Ensinará também a manutenção do instrumento.
Violino amazônico
Tracidionalmente feito com madeiras utilizadas pelos europeus como o acero, ébano e abeto, que dão um visual estético muito apreciado ao instrumento, os violinos feitos nessa oficina traz novidades.
Os alunos estão aprendendo a arte luteria no Centro de Tecnologia da Madeira e do Mobiliário (CETEMM), que junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), são apoiadores da iniciativa. Lá, eles estão utilizando como matéria prima o marupá e amapá, espécies de árvores da região. A equivalência acústica dessas, segundo Jamara é tão boa quanto a usada pelos europeus.
Lutier acreano
Com orquestra, escola de música e profissionais, o mercado de lutier no Acre é favorável segundo Jamara. A proposta é que a atuação deles seja bem aceita, e quem sabe, os planos se apliem.
Para ser um bom profissional, ela conta que o tempo de formação depende de cada um e que a habilidade é fundamental. “É um trabalho que precisa de ferramentas específicas, muita habilidade e prática. Esses dois últimos, só o exercício e dedicação na atividade possibilita”.
A rentabilidade na renda do lutier é variada mas considerada boa. A professora conta que um instrumento não vale menos que R$ 1,5 mil a R$ 2 mil. Lutier com respaldo chega a faturar até R$ 10 em um instrumento.
Quem ensina
Jamara é brasiliense, é graduada em Licenciatura em Música pela Universidade de Brasília e é professora de violana Escola de Música de Brasília. Também estudou Violino Barroco, na Academie voor Oude Muziek, em Holanda.
A Luteria veio por acaso em sua na vida. Quando estudante ficou sem seu instrumento e teve de encomendar um ao lutier Antenor Gomes. As visitas em seu ateliê a instigou em conhecer mais da profissão e ali treinou os primeiros passos.
Logo depois, Jamara estudou durante um ano com Ataíde de Matos. Em 1992 ela montou seu próprio atelier e pela primeira vez está ensinado. Estreando com os alunos acreanos, ela conta que a experiência tem sido surpreendente, e conta que todos estão ávidos em aprender. Ela conta que há a possibilidade da oficina ser levada a Cruzeiro do Sul.
Fonte: Página 20 – 22/03/2005
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