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Notícias

23
nov
2018
(SILVICULTURA)
Um Plano Nacional de Desenvolvimento para Florestas Plantadas

O setor de florestas plantadas é sabidamente um dos com maior potencial de crescimento na Bahia e está, atualmente, em desenvolvimento no Extremo Sul e no Oeste do Estado.

A produtividade por aqui é maior que na média nacional, que por sua vez é bem maior que a do resto do mundo – 42 m³ / hectare/ ano na Bahia, contra 40 na média brasileira e 20 na mundial.

Ainda assim, o setor carece de políticas públicas específicas para alavancar toda a sua potencialidade atraindo e retendo investimentos.

A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) vai aproveitar a realização da Fenagro para apresentar a entidades governamentais, empresariais e da sociedade civil o Plano Nacional de Desenvolvimento para Florestas Plantadas, atualmente em consulta pública no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mas com previsão de ser lançado ainda em 2018.

O lançamento ocorrerá na reunião conjunta das câmaras setoriais de Florestas Plantadas da Seagri e do Mapa, no próximo dia 28, na Fieb.

Consumo interno

O plano traça metas e diretrizes para quatro áreas da cadeia produtiva do setor: energética, toras industriais, painéis de madeira e papel e celulose.

O objetivo principal é o de 7,6 milhões para 10,4 milhões de área coberta por florestas plantadas até 2025.

E, a partir daí, fomentar o aumento do consumo interno dos produtos originados das florestas plantadas.

Segundo o documento, é possível obter grande expansão no consumo doméstico de madeira para a construção de casas; produção de móveis – especialmente para a população de baixa renda – ; celulose e papel para embalagem e para ler e escrever; e elevar a produção de carvão vegetal e de biomassa para a produção de energia.

A Bahia e seus entraves

Segundo o presidente da Abaf, Wilson Andrade, o setor na Bahia vai bem, mas ainda pode ser melhorado.

O principal entrave está, afirma, no problema de invasão de terras e uma  certa resistência” policial para o cumprimento imediato de decisões judiciais de reintegração de posse.

Segundo ele, esse foi um fator levando em consideração pela Suzano para preferir abrir uma nova unidade fabril no Maranhão que ampliar a de Mucuri, no Extremo Sul baiano.

Ainda assim, ele destaca que a produção de energia a partir da madeira de florestas plantadas deve contribuir para solucionar, por exemplo, um dos maiores problemas enfrentados pelo agronegócio do Oeste, que é a falta e a inconstância do fornecimento de energia.

Ainda nesta área de energia verde, na qual a Bahia tem se destacado com a produção eólica, ele cita a usina de biomassa da Dow Química, em Camaçari, que gera energia a partir do eucalipto, como uma experiência que pode ser replicada por outras plantas industriais.

Por fim, diz que outra cadeia que tem grande potencial para crescer por aqui  é a do uso de madeira na Construção civil “85% da madeira usada na construção civil da Bahia vem do Sul do país”, garante.

Área protegida

Wilson Andrade também cita que o setor de florestas plantadas é um dos que mais contribui para a preservação da natureza.

Isso porque as empresas estabeleceram o compromisso de preservar uma área equivalente à área plantada (1 hectare preservado para cada 1 hectare plantado).

Hoje está média está, aqui na Bahia, em 0,7, bem acima do obrigatório estabelecido por lei, que é de 0,2.

Além disso, as florestas para manejo geralmente já são plantadas em locais degradados, especialmente por queimadas.

Fonte: Correio 24 Horas

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