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09
out
2018
(MADEIRA E PRODUTOS)
Madeira engenheirada alternativa para moradia em aldeia indígena

Iniciativa é da empresa catarinense CTA, que faz parte do projeto Turma da Árvore e tem como parceira a Ekomposit, que fabrica produtos de madeira engenheirada

A madeira engenheirada da Ekomposit está presente na aldeia indígena Te’Yikue, na região de Caarapó (Mato Grosso do Sul). O material compõe uma habitação adaptada especialmente para os índios, a partir de um barn desenvolvido pela construtora CTA, de Lages (Santa Catarina). A empresa está fabricando o celeiro no estilo americano com os painéis de madeira da Ekomposit como uma solução de armazenamento e aproveitou a experiência neste projeto com a população indígena.

A CTA faz parte do programa Turma da Árvore e, por meio dele, participou de ação na aldeia Te’Yikue no mês de setembro, de acordo com Alessander Comandolli, responsável pela empresa. Ele conta que o grupo conheceu uma aldeia indígena da etnia guarani no Espírito Santo, após um trabalho voluntariado de recomposição de árvores depois da tragédia em Mariana (Minas Gerais).

Instalação da moradia com madeira engenheirada na aldeia Te’Yikue (Foto: Divulgação/CTA)

 

Comandolli comenta que surgiu a ideia de conhecer mais aldeias, locais onde faltam árvores e onde há muita carência em vários sentidos. Seriam lugares onde a Turma da Árvore – uma iniciativa que reúne empresas e pessoas que nasceu com o objetivo de estimular o plantio de árvores e promover ações sustentáveis – poderia atuar. “Antes de fazermos uma expedição até a aldeia, nós estudamos bastante. Um dos maiores problemas é a questão da moradia”, explica.

A partir disto, o grupo levantou as maneiras de como poderia ajudar no quesito habitação, mas sem esquecer a cultura indígena. “O uso da casa é apenas para dormir. O espaço não pode ter divisórias e a cozinha e o banheiro devem ficar do lado de fora. Foi quando veio a ideia de montar uma moradia a partir do barn que estamos fazendo na CTA, com a madeira da Ekomposit”, relara Comandolli.

O barn de 15 metros quadrados foi adaptado e, para a realidade da aldeia, as suas laterais tiveram suas dimensões aumentadas em relação ao uso comercial. Também foram colocadas duas janelas, sem vidros. Para finalizar, a moradia foi coberta com sapé, colocada em cima da estrutura de madeira. “Tudo foi selado, garantindo o conforto térmico, e ainda levou a cobertura de sapé. A moradia foi montada em apenas um dia”, declara Comandolli.

Comandolli (à esquerda) foi um dos participantes da expedição para a montagem da moradia (Foto: Divulgação / CTA)

Esta casa tem assoalho para atender a família indígena que foi contemplada com a casa, pois um dos moradores é cadeirante e outro tem Síndrome de Down, e isto facilitaria o dia a dia dos dois. “Fizemos este intenso estudo e não agredimos a cultura indígena. Com a madeira, é possível atender a demanda de moradia desta população, dando conforto e qualidade de vida, mas aliando às tradições e costumes”, salienta Comandolli. De acordo com ele, apenas na aldeia Te’Yikue, há uma demanda de pelo menos 200 moradias.

Parte da Turma da Árvore fez uma expedição até a aldeia, onde a casa indígena foi montada. Comandolli avalia a experiência como positiva e indica que ela pode fazer parte de um projeto maior para levar mais moradias de qualidade para a aldeia. “Nossa ideia é levar a estrutura pré-montada e erguer cada uma na aldeia em apenas quatro horas”, indica.

A CTA está produzindo barns para armazenamento nos tamanhos de cinco metros quadrados (com capacidade de armazenamento de 14,73 metros cúbicos); 10 metros quadrados (27,89 metros cúbicos); e 15 metros quadrados (41 metros cúbicos). A estrutura pode ser montada em qualquer local sem necessidade de fundação, de acordo com a empresa.

A CTA está, atualmente, fabricando os barns sob encomenda e encontrou na Ekomposit a parceira no fornecimento da madeira engenheirada para esta e outras iniciativas da empresa.

Fonte: Por Interact Comunicação e Assessoria de Imprensa

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