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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Ações de celulose começam a reagir
As ações das companhias brasileiras de celulose e papel começaram a reagir na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) neste mês, após dois meses de queda. Mas esta valorização, segundo analistas, indica só uma recuperação da perda do início do ano, sem notícias positivas que pudessem puxar as cotações.
Entre janeiro e fevereiro, o Ibovespa subiu 7,41%, deixando para trás os papéis do segmento. Com exceção de Klabin, que caiu 2,39% até quinta-feira passada, Aracruz acumulava alta de 3,24% em março, Suzano Bahia Sul +5,38% e Votorantim Celulose e Papel (VCP) tinha valorização de 1,80% no mês. "Não há nenhum catalisador para o setor neste momento, nada extraordinário que justifique a valorização dos papéis", explica Catarina Pedrosa, do Banif Investment Banking.
Nos dois primeiros meses do ano, os papéis do segmento caíram entre 2,37%, no caso de Aracruz, e 10,18%, na VCP. No mesmo período, os papéis da Klabin recuaram 6,85% e Suzano Bahia Sul caiu 5,31%. Para os analistas, o desempenho negativo no bimestre reflete os resultados abaixo das projeções reportados no quarto trimestre e as dúvidas do mercado sobre as exportações de celulose neste ano.
A analista Mônica Araújo, da BES Securities, aponta que os resultados do último trimestre de 2004 ficaram abaixo das expectativas em boa dose por causa da desvalorização do dólar, que teve impacto negativo nas vendas externas. "Ficou claro que, para as exportadoras, o problema é o câmbio." Segundo ela, o setor é atrativo, mas há dúvidas em relação ao mercado internacional, que absorve boa parte da celulose de mercado produzida no País. "Não se sabe se os preços manterão a tendência de alta".
O analista do HSBC Fábio Zagatti também cita a valorização do real frente o dólar, e seu impacto nos resultados do quarto trimestre, como um dos principais motivos para a queda nas cotações. Segundo ele, apesar de empresas como Aracruz e VCP terem obtido volume recorde de vendas de outubro a dezembro, os ganhos em reais foram menores em decorrência do câmbio. A expectativa para o futuro não é consenso entre os analistas. Zagatti espera elevação de preços.
Para Catarina Pedrosa, do Banif, a entrada de novas capacidades de celulose ao longo deste ano deve segurar as cotações do insumo. "Não vejo o futuro com bons olhos", comentou. Outro analista, que preferiu não se identificar, foi além e afirmou que o ano "pode até ser ruim" para as companhias de celulose e papel. "Não temos nenhuma recomendação de compra", afirmou.
Fonte: Celulose Online - 14/03/2005
Entre janeiro e fevereiro, o Ibovespa subiu 7,41%, deixando para trás os papéis do segmento. Com exceção de Klabin, que caiu 2,39% até quinta-feira passada, Aracruz acumulava alta de 3,24% em março, Suzano Bahia Sul +5,38% e Votorantim Celulose e Papel (VCP) tinha valorização de 1,80% no mês. "Não há nenhum catalisador para o setor neste momento, nada extraordinário que justifique a valorização dos papéis", explica Catarina Pedrosa, do Banif Investment Banking.
Nos dois primeiros meses do ano, os papéis do segmento caíram entre 2,37%, no caso de Aracruz, e 10,18%, na VCP. No mesmo período, os papéis da Klabin recuaram 6,85% e Suzano Bahia Sul caiu 5,31%. Para os analistas, o desempenho negativo no bimestre reflete os resultados abaixo das projeções reportados no quarto trimestre e as dúvidas do mercado sobre as exportações de celulose neste ano.
A analista Mônica Araújo, da BES Securities, aponta que os resultados do último trimestre de 2004 ficaram abaixo das expectativas em boa dose por causa da desvalorização do dólar, que teve impacto negativo nas vendas externas. "Ficou claro que, para as exportadoras, o problema é o câmbio." Segundo ela, o setor é atrativo, mas há dúvidas em relação ao mercado internacional, que absorve boa parte da celulose de mercado produzida no País. "Não se sabe se os preços manterão a tendência de alta".
O analista do HSBC Fábio Zagatti também cita a valorização do real frente o dólar, e seu impacto nos resultados do quarto trimestre, como um dos principais motivos para a queda nas cotações. Segundo ele, apesar de empresas como Aracruz e VCP terem obtido volume recorde de vendas de outubro a dezembro, os ganhos em reais foram menores em decorrência do câmbio. A expectativa para o futuro não é consenso entre os analistas. Zagatti espera elevação de preços.
Para Catarina Pedrosa, do Banif, a entrada de novas capacidades de celulose ao longo deste ano deve segurar as cotações do insumo. "Não vejo o futuro com bons olhos", comentou. Outro analista, que preferiu não se identificar, foi além e afirmou que o ano "pode até ser ruim" para as companhias de celulose e papel. "Não temos nenhuma recomendação de compra", afirmou.
Fonte: Celulose Online - 14/03/2005
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