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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Parceria reduzirá custos de produção.
A parceria em um projeto florestal entre Companhia Suzano de Papel e Celulose, a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) e o Instituto Uniemp (Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa) resultará na redução do custo do processo da produção do papel. Segundo Luís Cornacchioni, gerente de recursos naturais da Cia Suzano, a economia para a empresa será em torno de R$ 3 milhões anuais. "É um ganho considerável", diz
O projeto tem por objetivo alterar a quantidade de lignina - produto químico existente na madeira do eucalipto - com a utilização da biologia molecular ."A redução é para melhorar o rendimento da madeira na produção de celulose", diz Carlos Alberto Labate, coordenador do projeto pela Esalq. A extração da lignina é difícil de ser realizada no processo de produção do papel. "Gasta-se muita energia para a retirada do produto, o que aumenta os custos de produção."
Segundo Labate, já foram clonados vários genes de outras espécies vegetais como a batata, soja, ervilha. A próxima etapa será a "introdução de genes no eucalipto com o objetivo de melhorar a qualidade da madeira", diz Labate.
Árvores Transgênicas
Com o resultado desse trabalho, os pesquisadores deverão iniciar os testes com árvores transgênicas. "Esse projeto pode mudar a visão de algumas sociedades em relação aos produtos transgênicos."
Os trabalhos deverão perdurar por mais três anos e a empresa poderá iniciar os testes em fábrica dentro de quatro ou cinco anos. O investimento nesse projeto não foi divulgado pela Suzano.
Segundo Cesar Ciacco, diretor-executivo do Uniemp, a Suzano custeia os quatro pesquisadores-bolsistas. A bolsa para doutorado é de R$ 2,5 mil e mestrado R$ 1,2 mil. "Esse trabalho é importante para as empresas em relação à geração de conhecimento. A aplicação desse conhecimento é o desenvolvimento tecnológico", afirma Ciacco. Ele completa "o diferencial será a competitividade."
Para Cornacchioni, a competitividade também é um ponto importante no processo de redução dos custos. "Estamos fazendo uma transferência de tecnologia para o setor privado", comenta Labate. De acordo com ele, a indústria "vai complementar a inovação tecnológica dentro da empresa."
A Suzano mantém outros projetos com a Esalq. Em 1998, foi iniciado uma pesquisa de transformação genética do eucalipto. A intenção do projeto era obter melhoramento da capacidade fotossintética da árvore.
Impacto ambiental
Outro benefício da pesquisa é a diminuição no impacto ambiental, uma vez que a finalidade é reduzir a quantidade de compostos químicos (ácidos, metais pesados, cloro) no processo de extração da celulose. "A indústria de papel e celulose é visada pelos ambientalistas. É uma questão de governança corporativa", afirma Labate. Ele diz que a finalidade da lucratividade esbarra no interesse em diminuir o impacto ambiental.
Faturamento
A companhia Suzano produz 510 mil toneladas/ano de papéis e 420 toneladas/ano de celulose. O faturamento da companhia no primeiro trimestre de 2003 foi R$ 353,2 milhões.
Soraia Haddad
Fonte: Gazeta
17/jul/03
O projeto tem por objetivo alterar a quantidade de lignina - produto químico existente na madeira do eucalipto - com a utilização da biologia molecular ."A redução é para melhorar o rendimento da madeira na produção de celulose", diz Carlos Alberto Labate, coordenador do projeto pela Esalq. A extração da lignina é difícil de ser realizada no processo de produção do papel. "Gasta-se muita energia para a retirada do produto, o que aumenta os custos de produção."
Segundo Labate, já foram clonados vários genes de outras espécies vegetais como a batata, soja, ervilha. A próxima etapa será a "introdução de genes no eucalipto com o objetivo de melhorar a qualidade da madeira", diz Labate.
Árvores Transgênicas
Com o resultado desse trabalho, os pesquisadores deverão iniciar os testes com árvores transgênicas. "Esse projeto pode mudar a visão de algumas sociedades em relação aos produtos transgênicos."
Os trabalhos deverão perdurar por mais três anos e a empresa poderá iniciar os testes em fábrica dentro de quatro ou cinco anos. O investimento nesse projeto não foi divulgado pela Suzano.
Segundo Cesar Ciacco, diretor-executivo do Uniemp, a Suzano custeia os quatro pesquisadores-bolsistas. A bolsa para doutorado é de R$ 2,5 mil e mestrado R$ 1,2 mil. "Esse trabalho é importante para as empresas em relação à geração de conhecimento. A aplicação desse conhecimento é o desenvolvimento tecnológico", afirma Ciacco. Ele completa "o diferencial será a competitividade."
Para Cornacchioni, a competitividade também é um ponto importante no processo de redução dos custos. "Estamos fazendo uma transferência de tecnologia para o setor privado", comenta Labate. De acordo com ele, a indústria "vai complementar a inovação tecnológica dentro da empresa."
A Suzano mantém outros projetos com a Esalq. Em 1998, foi iniciado uma pesquisa de transformação genética do eucalipto. A intenção do projeto era obter melhoramento da capacidade fotossintética da árvore.
Impacto ambiental
Outro benefício da pesquisa é a diminuição no impacto ambiental, uma vez que a finalidade é reduzir a quantidade de compostos químicos (ácidos, metais pesados, cloro) no processo de extração da celulose. "A indústria de papel e celulose é visada pelos ambientalistas. É uma questão de governança corporativa", afirma Labate. Ele diz que a finalidade da lucratividade esbarra no interesse em diminuir o impacto ambiental.
Faturamento
A companhia Suzano produz 510 mil toneladas/ano de papéis e 420 toneladas/ano de celulose. O faturamento da companhia no primeiro trimestre de 2003 foi R$ 353,2 milhões.
Soraia Haddad
Fonte: Gazeta
17/jul/03
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