Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Mata Atlântica terá mapeamento inédito
A Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados de desaparecimento no mundo, vai ser alvo de um mapeamento inédito realizado por um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro. Marcado para iniciar no mês de abril, o levantamento segue os moldes do projeto Biota, desenvolvido pela Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, e pretende enumerar e localizar todas as espécies vegetais e animais da região.
A proposta é expandir o inventário aos outros oito Estados brasileiros onde há remanescentes da mata, reduzida a 10% da área original de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. Proposta pela secretária Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, em parceria com a Faperj - Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, a Rede Mata Atlântica pretende incentivar a realização de pesquisas no bioma, destacando o lado comercial. No caso das espécies vegetais, a idéia é identificar as plantas que possuem viabilidade econômica para, posteriormente, conseguir financiamentos e realizar projetos de biotecnologia.
"Vamos fazer a localização das espécies por georeferenciamento (identifica latitude, longitude, altitude). Uma vez detectadas plantas de interesse comercial na área de cosméticos, medicamentos e essências, poderemos apoiar projetos para propagar as referidas espécies em viveiros e plantações, por meio da biotecnologia", detalhou nesta segunda-feira (7) o secretário Wanderley de Souza.
Responsável pela coordenação da área de botânica do mapa, Paulo Guimarães, do Jardim Botânico, ressaltou a riqueza da Mata Atlântica. "Ao contrário do que muita gente pensa, não é a Amazônia que concentra a maior biodiversidade vegetal do País. Lá, a parte de água e exuberância é mais rica, mas a Mata Atlântica possui um variedade maior", ressalta. Cerca de 40% das espécies não arbóreas e 55% arbóreas são endêmicas. Isso quer dizer que uma, entre cada duas espécies, ocorre exclusivamente naquele local.
Na parte da fauna, serão desenvolvidos, inicialmente, dois projetos de reprodução animal, ambos com espécies em risco de extinção, o muriqui, o maior primata da América Latina, e a paca. As pesquisas serão realizadas em parceria com o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Instituto de Biologia da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além das técnicas usuais, serão adotados outros procedimentos mais avançados para repovoarmos a área com esses dois animais. No caso das pacas, elas vêm diminuindo muito em número por causa da caça predatória", disse Souza, acrescentando que a Rede Mata Atlântica está orçada em R$ 4 milhões, recursos que serão repassados pela secretaria, Faperj e Ministério da Ciência e Tecnologia.
Foto: Ambiente Brasil – 09/03/2005
A proposta é expandir o inventário aos outros oito Estados brasileiros onde há remanescentes da mata, reduzida a 10% da área original de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. Proposta pela secretária Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, em parceria com a Faperj - Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, a Rede Mata Atlântica pretende incentivar a realização de pesquisas no bioma, destacando o lado comercial. No caso das espécies vegetais, a idéia é identificar as plantas que possuem viabilidade econômica para, posteriormente, conseguir financiamentos e realizar projetos de biotecnologia.
"Vamos fazer a localização das espécies por georeferenciamento (identifica latitude, longitude, altitude). Uma vez detectadas plantas de interesse comercial na área de cosméticos, medicamentos e essências, poderemos apoiar projetos para propagar as referidas espécies em viveiros e plantações, por meio da biotecnologia", detalhou nesta segunda-feira (7) o secretário Wanderley de Souza.
Responsável pela coordenação da área de botânica do mapa, Paulo Guimarães, do Jardim Botânico, ressaltou a riqueza da Mata Atlântica. "Ao contrário do que muita gente pensa, não é a Amazônia que concentra a maior biodiversidade vegetal do País. Lá, a parte de água e exuberância é mais rica, mas a Mata Atlântica possui um variedade maior", ressalta. Cerca de 40% das espécies não arbóreas e 55% arbóreas são endêmicas. Isso quer dizer que uma, entre cada duas espécies, ocorre exclusivamente naquele local.
Na parte da fauna, serão desenvolvidos, inicialmente, dois projetos de reprodução animal, ambos com espécies em risco de extinção, o muriqui, o maior primata da América Latina, e a paca. As pesquisas serão realizadas em parceria com o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Instituto de Biologia da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além das técnicas usuais, serão adotados outros procedimentos mais avançados para repovoarmos a área com esses dois animais. No caso das pacas, elas vêm diminuindo muito em número por causa da caça predatória", disse Souza, acrescentando que a Rede Mata Atlântica está orçada em R$ 4 milhões, recursos que serão repassados pela secretaria, Faperj e Ministério da Ciência e Tecnologia.
Foto: Ambiente Brasil – 09/03/2005
Fonte:
Notícias em destaque
Revolução na construção: cientistas criam madeira superforte que pode substituir o aço
Pesquisadores desenvolvem processo de autodensificação que aumenta significativamente a resistência da madeira.
A madeira...
(GERAL)
Além do carvão: conheça a madeira certa para garantir a brasa ideal no seu churrasco
Nem toda lenha é igual; entenda como o tipo de madeira influencia no calor, no sabor da carne e na economia do seu...
(GERAL)
Sem tijolos, a maior estrutura de madeira do mundo tem 86m de altura e prova que o futuro das cidades é feito de árvores
Esqueça o concreto e o aço; o futuro da construção civil pode estar nas árvores. O edifício Ascent MKE,...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Mais leve que a fibra de vidro e com resistência comparável, o bambu começa a substituir materiais industriais em compósitos usados na indústria automotiva, esportiva e eólica
Mais leve que a fibra de vidro e com resistência comparável, o bambu começa a substituir materiais industriais em...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Setor da celulose deve ser principal beneficiado no acordo com europeus
Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, além da abertura de novos mercados, os preços nestes países...
(PAPEL E CELULOSE)
Brasil confirma presença na IMM Cologne 2026: indústria moveleira retoma conexões estratégicas na Alemanha
Após um ano de pausa, a indústria moveleira global volta a se reunir na IMM Cologne, feira que ocorre de 20 a 23 de janeiro de 2026...
(EVENTOS)














