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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Floresta já perdeu 14% da cobertura original
Em 30 anos de exploração, a floresta amazônica perdeu 14% de sua cobertura original, ou aproximadamente 700 mil quilômetros quadrados.
Na Amazônia Legal como um todo - a divisão geopolítica na qual está inserido o bioma amazônico - o homem já converteu 19% da vegetação. Originalmente, a floresta ocupava 76% dessa região, ou 3.800.000 km2. Hoje, essa cobertura é de 62% ou 3.100.000 km2, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Um desmatamento maior do que os Estados de Minas, Rio e Espírito Santo. A Amazônia Legal tem 5 milhões de km2, dos quais 4 milhões correspondem ao chamado bioma Amazônia, definido por características vegetais.
O resto corresponde a áreas de cerrado, caatinga e até pantanal. "Não podemos dizer que são áreas desmatadas, mas também não são floresta", explica o pesquisador Adalberto Veríssimo. Ele destaca que os 62% de floresta restantes não estão necessariamente intocados: cerca de metade está sob alguma forma de pressão humana, mesmo que pelo uso sustentável da floresta.
Veríssimo explica ainda que grande parte do desmatamento ocorreu de forma legal. O Código Florestal exige hoje a manutenção de 80% da área de uma propriedade na Amazônia como reserva legal - ou seja, 20% pode ser desmatado -, mas essa cota era originalmente 50%. Segundo o pesquisador, 24% da Amazônia Legal é de propriedades particulares, 43% de terras devolutas (em disputa) e 33% de áreas protegidas por unidades de conservação ou terras indígenas.
"Em um cenário mais catastrófico, acho que teremos esses 33% restantes", disse. "É uma proteção muito importante e o Brasil tem condições de aumentar essa área." O ideal, segundo ele, seria chegar a 50% de áreas protegidas, com mais 30% de florestas exploradas e 20% de área desmatada.
Fonte: Amazônia.org.br – 24/02/2005
Na Amazônia Legal como um todo - a divisão geopolítica na qual está inserido o bioma amazônico - o homem já converteu 19% da vegetação. Originalmente, a floresta ocupava 76% dessa região, ou 3.800.000 km2. Hoje, essa cobertura é de 62% ou 3.100.000 km2, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Um desmatamento maior do que os Estados de Minas, Rio e Espírito Santo. A Amazônia Legal tem 5 milhões de km2, dos quais 4 milhões correspondem ao chamado bioma Amazônia, definido por características vegetais.
O resto corresponde a áreas de cerrado, caatinga e até pantanal. "Não podemos dizer que são áreas desmatadas, mas também não são floresta", explica o pesquisador Adalberto Veríssimo. Ele destaca que os 62% de floresta restantes não estão necessariamente intocados: cerca de metade está sob alguma forma de pressão humana, mesmo que pelo uso sustentável da floresta.
Veríssimo explica ainda que grande parte do desmatamento ocorreu de forma legal. O Código Florestal exige hoje a manutenção de 80% da área de uma propriedade na Amazônia como reserva legal - ou seja, 20% pode ser desmatado -, mas essa cota era originalmente 50%. Segundo o pesquisador, 24% da Amazônia Legal é de propriedades particulares, 43% de terras devolutas (em disputa) e 33% de áreas protegidas por unidades de conservação ou terras indígenas.
"Em um cenário mais catastrófico, acho que teremos esses 33% restantes", disse. "É uma proteção muito importante e o Brasil tem condições de aumentar essa área." O ideal, segundo ele, seria chegar a 50% de áreas protegidas, com mais 30% de florestas exploradas e 20% de área desmatada.
Fonte: Amazônia.org.br – 24/02/2005
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