Voltar
Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Governo confirma criação de mais três reservas extrativistas no Pará
Os recentes assassinatos no Pará vão estimular e até mesmo acelerar o processo de criação de reservas extrativistas e áreas protegidas na região da Terra do Meio, localizada entre os rios Xingu e Tapajós, afirmou ,o diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, Maurício Mercadante.
Segundo Mercadante, ainda no primeiro semestre deste ano, devem ser criadas três reservas extrativistas e uma unidade de conservação e proteção integral, com estação ecológica e parque. "Entre as novas reservas, está prevista uma na própria região de Anapu, cidade onde morava a irmã Dorathy Stang (morta por pistoleiros no último sábado). Ela teria cerca de 80 mil hectares e levaria o nome de Bacajá", revela Mercadante. Segundo ele, a freira apoiava e defendia a criação da reserva Bacajá. "Em um mês, finalizaremos a documentação, que dependerá apenas da assinatura do presidente da República."
As outras duas reservas extrativistas a serem criadas no Pará estão localizadas na fronteira com a reserva Riozinho do Anfrísio, em Altamira, e no Leste do Estado, nas margens do rio Xingu. Com as novas unidades, a extensão das reservas extrativistas no Pará deve chegar a 4 milhões de hectares. Em 2004, o Ministério do Meio Ambiente legalizou as duas primeiras reservas da Terra do Meio: Verde para Sempre (1,3 milhão de hectares) e Riozinho do Anfrísio (700 mil hectares).
No dia em que a irmã Dorothy foi assassinada, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participava de um encontro com quase dois mil moradores da Verde para Sempre, a poucos quilômetros de Anapu. No encontro, foi criada uma associação para gestão do local. A reserva extrativista é uma unidade de conservação criada a partir do pedido de comunidades tradicionais, em terras pertencentes à união.
Se nessas áreas houver propriedade privada, a região é desapropriada e os donos indenizados. Não é permitida a permanência de madeireiros e agricultores de grande porte nas reservas extrativistas. As comunidades tradicionais e ribeirinhas passam a ter direito de viver e explorar a área, transmitindo a concessão da terra para os dependentes por tempo indefinido.
"As reservas, além de proteger as comunidades tradicionais, impedem a exploração madeireira e a ocupação desordenada da floresta", revela o diretor de Áreas Protegidas. "Com isso, é natural que a criação de reservas acabe gerando insatisfação em alguns setores. Mas a insatisfação e as reações não vão impedir o processo de ampliação na Terra do Meio."
De acordo com Mercadante, por lei, é permitido nas reservas apenas o manejo em baixa escala de recursos naturais como madeira, castanha, seringa e frutas. A população ribeirinha pode desenvolver atividade agrícola, desde que seja para subsistência.
Fonte: Panorama Brasil – 17/02/2005
Segundo Mercadante, ainda no primeiro semestre deste ano, devem ser criadas três reservas extrativistas e uma unidade de conservação e proteção integral, com estação ecológica e parque. "Entre as novas reservas, está prevista uma na própria região de Anapu, cidade onde morava a irmã Dorathy Stang (morta por pistoleiros no último sábado). Ela teria cerca de 80 mil hectares e levaria o nome de Bacajá", revela Mercadante. Segundo ele, a freira apoiava e defendia a criação da reserva Bacajá. "Em um mês, finalizaremos a documentação, que dependerá apenas da assinatura do presidente da República."
As outras duas reservas extrativistas a serem criadas no Pará estão localizadas na fronteira com a reserva Riozinho do Anfrísio, em Altamira, e no Leste do Estado, nas margens do rio Xingu. Com as novas unidades, a extensão das reservas extrativistas no Pará deve chegar a 4 milhões de hectares. Em 2004, o Ministério do Meio Ambiente legalizou as duas primeiras reservas da Terra do Meio: Verde para Sempre (1,3 milhão de hectares) e Riozinho do Anfrísio (700 mil hectares).
No dia em que a irmã Dorothy foi assassinada, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participava de um encontro com quase dois mil moradores da Verde para Sempre, a poucos quilômetros de Anapu. No encontro, foi criada uma associação para gestão do local. A reserva extrativista é uma unidade de conservação criada a partir do pedido de comunidades tradicionais, em terras pertencentes à união.
Se nessas áreas houver propriedade privada, a região é desapropriada e os donos indenizados. Não é permitida a permanência de madeireiros e agricultores de grande porte nas reservas extrativistas. As comunidades tradicionais e ribeirinhas passam a ter direito de viver e explorar a área, transmitindo a concessão da terra para os dependentes por tempo indefinido.
"As reservas, além de proteger as comunidades tradicionais, impedem a exploração madeireira e a ocupação desordenada da floresta", revela o diretor de Áreas Protegidas. "Com isso, é natural que a criação de reservas acabe gerando insatisfação em alguns setores. Mas a insatisfação e as reações não vão impedir o processo de ampliação na Terra do Meio."
De acordo com Mercadante, por lei, é permitido nas reservas apenas o manejo em baixa escala de recursos naturais como madeira, castanha, seringa e frutas. A população ribeirinha pode desenvolver atividade agrícola, desde que seja para subsistência.
Fonte: Panorama Brasil – 17/02/2005
Fonte:
Notícias em destaque
Do eucalipto ao papel, a tecnologia por trás de produtos do dia a dia
O papel está presente, em diferentes formatos, na rotina de milhões de pessoas. O que poucos conhecem é o processo que...
(GERAL)
Com novos governantes, o que temos a dizer sobre o setor florestal?
Com as eleições em andamento e a definição dos novos governantes, surge uma questão importante para o setor...
(SILVICULTURA)
Construção em madeira engenheirada é uma das alternativas para enfrentar o déficit habitacional de 5,9 milhões de moradias no país
O Brasil ainda enfrenta um desafio habitacional de grandes proporções, que chega a 5,9 milhões de domicílios,...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Relatório Anual Ibá: Brasil bate recordes na produção e exportação de celulose
A produção brasileira de celulose alcançou a marca recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de...
(SETOR FLORESTAL)
Pesquisa busca adaptar pinus às mudanças climáticas e aumentar a produtividade
Embrapa Florestas desenvolve desde 2021 estudo para identificar materiais genéticos mais adaptados às transformações...
(TECNOLOGIA)
Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7 por cento ao ano até 2030, segundo pesquisa
O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View...
(MADEIRA E PRODUTOS)














