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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Brasil será um dos grandes beneficiários com a venda de créditos de carbono
O Brasil pode ter muito a lucrar com a entrada em vigor nesta quarta-feira (16) do Protocolo de Kyoto. A afirmação é do coordenador-geral de Pesquisa em Mudanças Globais do MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia, José Miguêz, que vê no acordo internacional uma oportunidade de benefícios para o país. "O protocolo prevê a venda de crédito de carbono. Com isso, o Brasil ganha em todos os aspectos. Desde o controle dos aterros sanitários até o aproveitamento da queima do metano para geração de energia elétrica, tem-se ganhos em todas as escalas", diz.
O crédito de carbono é uma das medidas previstas no Protocolo de Kioto para contribuir na redução do lançamento de gases poluentes como dióxido de carbono (CO²), metano, óxido de nitrogênio e clorofluorcarbono na atmosfera. Segundo Domingos, essa é uma forma de ajudar os países desenvolvidos a atender as metas estabelecidas no acordo. Nesse momento inicial, o preço da tonelada de gás carbônico no mercado de crédito de carbono pode variar de US$ 3 a US$ 5.
Com a compra de créditos de carbono, os países desenvolvidos - que precisam emitir muito carbono - poderão trocar certificados de emissão com os países em desenvolvimento e com isso, continuar emitindo o gás por algum tempo.
De acordo com o oceanógrafo da Uerj - Universidade Estadual do Rio de Janeiro, David Zee, já existem uma negociação para a criação de uma Bolsa de Carbono. Os países que emitem muito carbono precisam comprar nessa Bolsa créditos de países que tenham reservas florestais com capacidade de absorver os gases do efeito estufa. E é nesse contexto que o Brasil entra. "Temos uma área vegetada imensa para absorver carbono. Colocando essa capacidade à venda, o recurso arrecadado seria investido na manutenção dos ecossistemas brasileiros, fazendo que esse negócio se torne viável", explica.
Estudos da FGV - Fundação Getúlio Vargas mostram que esse mercado tem potencial de movimentação de US$ 3,5 bilhões por ano na América Latina e grande parte desse potencial é relativo a projetos no Brasil.
David Zee lembra que toda área verde precisa de investimento, por isso, "nada mais justo que os países que já consumiram suas florestas e que continuam lançando grande quantidade de carbono na atmosfera paguem pela manutenção das florestas ainda conservadas". No seu entendimento, o Brasil deveria ser o porta-voz dessa meta do protocolo e se tornar o "grande catalisador" entre os países de primeiro e terceiro mundo nesse negócio.
Fonte: Ambiente Brasil – 16/02/2005
O crédito de carbono é uma das medidas previstas no Protocolo de Kioto para contribuir na redução do lançamento de gases poluentes como dióxido de carbono (CO²), metano, óxido de nitrogênio e clorofluorcarbono na atmosfera. Segundo Domingos, essa é uma forma de ajudar os países desenvolvidos a atender as metas estabelecidas no acordo. Nesse momento inicial, o preço da tonelada de gás carbônico no mercado de crédito de carbono pode variar de US$ 3 a US$ 5.
Com a compra de créditos de carbono, os países desenvolvidos - que precisam emitir muito carbono - poderão trocar certificados de emissão com os países em desenvolvimento e com isso, continuar emitindo o gás por algum tempo.
De acordo com o oceanógrafo da Uerj - Universidade Estadual do Rio de Janeiro, David Zee, já existem uma negociação para a criação de uma Bolsa de Carbono. Os países que emitem muito carbono precisam comprar nessa Bolsa créditos de países que tenham reservas florestais com capacidade de absorver os gases do efeito estufa. E é nesse contexto que o Brasil entra. "Temos uma área vegetada imensa para absorver carbono. Colocando essa capacidade à venda, o recurso arrecadado seria investido na manutenção dos ecossistemas brasileiros, fazendo que esse negócio se torne viável", explica.
Estudos da FGV - Fundação Getúlio Vargas mostram que esse mercado tem potencial de movimentação de US$ 3,5 bilhões por ano na América Latina e grande parte desse potencial é relativo a projetos no Brasil.
David Zee lembra que toda área verde precisa de investimento, por isso, "nada mais justo que os países que já consumiram suas florestas e que continuam lançando grande quantidade de carbono na atmosfera paguem pela manutenção das florestas ainda conservadas". No seu entendimento, o Brasil deveria ser o porta-voz dessa meta do protocolo e se tornar o "grande catalisador" entre os países de primeiro e terceiro mundo nesse negócio.
Fonte: Ambiente Brasil – 16/02/2005
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