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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Lucros com madeira beneficiada.
Norte-americanos consomem um terço da produção industrial paraense. D esde 1999, o setor madeireiro do Pará registra evolução nas vendas externas. No ano passado, as exportações atingiram US$ 312,6 milhões, um incremento de 9,22% ante os US$ 286,2 milhões de 2001, de acordo com o Departamento de Comércio Exterior (Decex). O estado, porém, vem mudando seu perfil de tradicional exportador de matéria-prima. Os produtos fabricados a partir da madeira - como assoalhos, molduras, pisos, portas, lambris, pré-cortados, aplainados e peças pré-fabricadas para casas - já ocupam o segundo lugar na pauta de exportação do Pará, ficando atrás apenas dos minérios.
As vendas externas de produtos beneficiados pelo Pará saltaram de US$ 75,3 milhões em 2001 para US$ 84 milhões no ano passado, segundo o diretor técnico da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (Aimex), Guilherme dos Santos Carvalho.
O Pará é o terceiro exportador do setor madeireiro no Brasil, atrás do Paraná e de Santa Catarina. Um terço da madeira do estado segue para os Estados Unidos. Os produtos também são vendidos para Europa, Caribe, Japão e China.
De acordo com o mais recente levantamento da Aimex (entre os seus 42 associados), o setor emprega cerca de 9,3 mil pessoas no estado.
"As empresas estão investindo em tecnologia, na verticalização da madeira, o que gera mais emprego e renda com produtos de maior valor agregado", afirma Guilherme Carvalho.
Pisos, móveis e decksHá três anos, por exemplo, a Cikel Brasil Verde S.A. investiu US$ 3,5 milhões em máquinas e equipamentos, tecnologia e mão-de-obra em sua fábrica de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A unidade, que produzia apenas lâminas de madeira, passou a fabricar pisos, chegando ao volume de 25 mil m² mensais. A produção toda é exportada para os EUA, Canadá e Europa, segundo a gerente Aparecida Denadai.
Outra empresa de Ananindeua que optou pelos negócios com madeira beneficiada foi a Juruá Florestal, que em 2000 adquiriu uma nova unidade e investiu na industrialização, para fabricar sobretudo componentes para móveis, decks e assoalhos, exportados para os EUA e Europa. O volume mensal é de 300 m³ de pisos, 150 m³ de decks e 50 m³ de componentes de móveis. Antes disso, a Juruá só exportava madeira serrada, diz o proprietário, Itacir Peracchi.
Certificação para competir
Para atender às exigências do mercado globalizado, que prioriza produtos extraídos de florestas com manejo sustentável, tanto a Juruá como a Cikel tiveram que implantar padrões e critérios reconhecidos mundialmente e, ainda, submeteram-se aos requisitos do Forest Steward Ship Council para conquistarem suas certificações ambientais.
Em abril de 2001, a Juruá obteve a certificação de uma área de 14,5 mil hectares na Fazenda Santa Marta, no município de Moju, a 250 quilômetros de Belém, diz Peracchi. Em 2002, mais 25 mil hectares foram certificados na Fazenda Arataú, em Novo Repartimento (550 quilômetros da capital). Foram investidos US$ 450 mil nos processos. "O investimento é alto e o retorno, um pouco demorado. Mas, trata-se de nossa sobrevivência", admite Peracchi, referindo-se ao futuro do setor.
Já a Cikel - cujas atividades florestais geram 1,2 mil empregos no Pará e Maranhão - aplicou US$ 600 mil na certificação florestal de 140,6 mil hectares. "E ainda temos o compromisso de certificar mais 206 mil hectares", diz o gerente florestal da empresa, Alcir Ribeiro Carneiro de Almeida.
A Tramontina Belém, fabricante de cabos de ferramentas, utilidades domésticas e móveis, já exporta metade de sua produção. Segundo o superintendente Luiz Ongaratto, entre os principais fatores para o crescimento estão os incentivos fiscais do estado para a compra de máquinas, equipamentos e insumos. "Com isso, ampliamos nosso parque industrial e desenvolvemos novas linhas de produtos, como os móveis para jardim", diz.
Franci Monteles e Renata Ferreira
Fonte: Gazeta
10/jul/03
As vendas externas de produtos beneficiados pelo Pará saltaram de US$ 75,3 milhões em 2001 para US$ 84 milhões no ano passado, segundo o diretor técnico da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (Aimex), Guilherme dos Santos Carvalho.
O Pará é o terceiro exportador do setor madeireiro no Brasil, atrás do Paraná e de Santa Catarina. Um terço da madeira do estado segue para os Estados Unidos. Os produtos também são vendidos para Europa, Caribe, Japão e China.
De acordo com o mais recente levantamento da Aimex (entre os seus 42 associados), o setor emprega cerca de 9,3 mil pessoas no estado.
"As empresas estão investindo em tecnologia, na verticalização da madeira, o que gera mais emprego e renda com produtos de maior valor agregado", afirma Guilherme Carvalho.
Pisos, móveis e decksHá três anos, por exemplo, a Cikel Brasil Verde S.A. investiu US$ 3,5 milhões em máquinas e equipamentos, tecnologia e mão-de-obra em sua fábrica de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A unidade, que produzia apenas lâminas de madeira, passou a fabricar pisos, chegando ao volume de 25 mil m² mensais. A produção toda é exportada para os EUA, Canadá e Europa, segundo a gerente Aparecida Denadai.
Outra empresa de Ananindeua que optou pelos negócios com madeira beneficiada foi a Juruá Florestal, que em 2000 adquiriu uma nova unidade e investiu na industrialização, para fabricar sobretudo componentes para móveis, decks e assoalhos, exportados para os EUA e Europa. O volume mensal é de 300 m³ de pisos, 150 m³ de decks e 50 m³ de componentes de móveis. Antes disso, a Juruá só exportava madeira serrada, diz o proprietário, Itacir Peracchi.
Certificação para competir
Para atender às exigências do mercado globalizado, que prioriza produtos extraídos de florestas com manejo sustentável, tanto a Juruá como a Cikel tiveram que implantar padrões e critérios reconhecidos mundialmente e, ainda, submeteram-se aos requisitos do Forest Steward Ship Council para conquistarem suas certificações ambientais.
Em abril de 2001, a Juruá obteve a certificação de uma área de 14,5 mil hectares na Fazenda Santa Marta, no município de Moju, a 250 quilômetros de Belém, diz Peracchi. Em 2002, mais 25 mil hectares foram certificados na Fazenda Arataú, em Novo Repartimento (550 quilômetros da capital). Foram investidos US$ 450 mil nos processos. "O investimento é alto e o retorno, um pouco demorado. Mas, trata-se de nossa sobrevivência", admite Peracchi, referindo-se ao futuro do setor.
Já a Cikel - cujas atividades florestais geram 1,2 mil empregos no Pará e Maranhão - aplicou US$ 600 mil na certificação florestal de 140,6 mil hectares. "E ainda temos o compromisso de certificar mais 206 mil hectares", diz o gerente florestal da empresa, Alcir Ribeiro Carneiro de Almeida.
A Tramontina Belém, fabricante de cabos de ferramentas, utilidades domésticas e móveis, já exporta metade de sua produção. Segundo o superintendente Luiz Ongaratto, entre os principais fatores para o crescimento estão os incentivos fiscais do estado para a compra de máquinas, equipamentos e insumos. "Com isso, ampliamos nosso parque industrial e desenvolvemos novas linhas de produtos, como os móveis para jardim", diz.
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