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Notícias

13
set
2017
(DESMATAMENTO)
Bunge e parceiros lançam base de dados no Brasil para combater desmatamento

O projeto foi financiado em maior parte pela Bunge e desenvolvido em parcerias com ONGs

A Bunge e alguns parceiros lançaram nesta terça-feira uma base de dados online com o objetivo de ajudar companhias a tomar decisões de compras e investimentos que desencorajam produtores de cortarem árvores para tornar a terra cultivável. A base de dados em português www.agroideal.org atualmente possui dados sobre o Cerrado brasileiro e mais tarde incluirá dados sobre a região da Amazônia. Essa informação pode ser usada para avaliar os riscos ambientais e sociais de contribuir ao desmatamento por meio da expansão do plantio de soja no Brasil, maior exportador mundial da oleaginosa.

“Estamos agora testando a ferramenta em uma série de maneiras do lado comercial, testando vários cenários”, disse Stewart Lindsay, vice-presidente para questões corporativas globais da Bunge, durante o lançamento da iniciativa em São Paulo. O projeto foi financiado em maior parte pela Bunge e desenvolvido em parcerias com ONGs, outras tradings globais, bancos, empresas de consultoria e a Embrapa. O projeto será replicado no Paraguai e na Argentina, disse Lindsay.

A Bunge, que investiu cerca de 1,3 milhão de dólares na plataforma, assumiu um compromisso há dois anos de eliminar o desmatamento em sua cadeia produtiva. Lindsay disse que o foco da Bunge é de aumentar a rastreabilidade de sua cadeia produtiva, apontando a fronteira agrícola brasileira do Matopiba como uma área de alta prioridade. A Bunge disse em maio que era capaz de rastrear as origens de 80 por cento de suas compras em importantes municípios do Brasil, Paraguai e Argentina.

Tradings como a Bunge deverão ser os usuários primários da base de dados, uma vez que eles originam grãos, disse David Cleary, diretor de agricultura da The Nature Conservancy, o grupo ambiental que ajudou a conceber a plataforma. Outros possíveis usuários da Agroideal incluem autoridades brasileiras responsáveis por planejar políticas de infraestrutura, disse ele.

Fonte: Reuters -Ana Mano

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