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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Queimadas aumentam 36% e revelam descaso ambiental em MT
Praticamente todos os números são superlativos em Mato Grosso. Inclusive, quando o assunto é tratar mal o meio ambiente. Dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) revelam que houve um aumento de 36% no índice de queimadas em 2004 comparado ao ano anterior. Com esse percentual, o Estado se mantém disparado como o grande vilão da destruição ambiental no Brasil, já que os números trazem em sua esteira, embutido, a ampliação da área desmatada e também os efeitos da fumaça ao homem.
No ano passado, foram registrados um total de 75.548 focos de queimadas em Mato Grosso. Foram nada mais nada menos que 20 mil registros comparado ao ano de 2003, quando o Ibama fechou o mapeamento das queimadas em 55.524 focos. Naquele ano, as queimadas no Estado representaram 26% do total registrado no Brasil. Este ano, seguem os números superlativos: 32% de aumento no índice. Em 2004, em todo o Brasil foram 236.014 focos, representando um crescimento de 11,2% sobre 2003.
Mato Grosso é de longe o Estado que mais queima. O período é sempre o mesmo: entre os meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro, com pico maior em setembro. Curiosamente, é o mês de maior pico ocorre em setembro, quando termina o período de proibição das queimadas, determinada por portaria conjunta assinada pelo Ibama e Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema). Em verdade, os proprietários de terras sequer olham para o papel assinado e só encontram alguma ameaça quando vêem ao longe a fiscalização: as queimadas seguem, a rigor, o período de expansão da fronteira agropastoril.
O motivo do não-cumprimento da dita portaria - que tem como base o Código Florestal - está na certeza da impunidade, porque o infrator não sofre nada. O impacto ambiental dessa situação é feroz: cálculos apontam que até 2003 Mato Grosso enfrentou um desflorestamento na ordem de 29 milhões de hectares. É muita terra desmatada! Só naquele ano, foram 1,8 milhão de hectares. Grande parte desse desmatamento ocorre de forma ilegal. O que, como certo, traduz a real situação das queimadas. A corrente é uma só: aumenta o desmatamento, aumentam as queimadas.
O aumento dessa prática - desmatamento e queimadas - pode ter sido motivado pela mudança de Governo, pela falta da presença do Estado, pelo não-cumprimento de políticas públicas e pelo desrespeito às leis, segundo o ex-secretário de Meio Ambiente, Frederico Guilherme Muller. O assunto chegou a ser levado para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria durante audiência sobre a exploração e o comércio ilegal de madeira. Contudo, quase ou nada se avançou. Ou melhor: avançou em direção contrária aos dos índices superlativos de Mato Grosso.
Fonte: Amazônia.org.br – 28/01/2005
No ano passado, foram registrados um total de 75.548 focos de queimadas em Mato Grosso. Foram nada mais nada menos que 20 mil registros comparado ao ano de 2003, quando o Ibama fechou o mapeamento das queimadas em 55.524 focos. Naquele ano, as queimadas no Estado representaram 26% do total registrado no Brasil. Este ano, seguem os números superlativos: 32% de aumento no índice. Em 2004, em todo o Brasil foram 236.014 focos, representando um crescimento de 11,2% sobre 2003.
Mato Grosso é de longe o Estado que mais queima. O período é sempre o mesmo: entre os meses de junho, julho, agosto, setembro e outubro, com pico maior em setembro. Curiosamente, é o mês de maior pico ocorre em setembro, quando termina o período de proibição das queimadas, determinada por portaria conjunta assinada pelo Ibama e Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema). Em verdade, os proprietários de terras sequer olham para o papel assinado e só encontram alguma ameaça quando vêem ao longe a fiscalização: as queimadas seguem, a rigor, o período de expansão da fronteira agropastoril.
O motivo do não-cumprimento da dita portaria - que tem como base o Código Florestal - está na certeza da impunidade, porque o infrator não sofre nada. O impacto ambiental dessa situação é feroz: cálculos apontam que até 2003 Mato Grosso enfrentou um desflorestamento na ordem de 29 milhões de hectares. É muita terra desmatada! Só naquele ano, foram 1,8 milhão de hectares. Grande parte desse desmatamento ocorre de forma ilegal. O que, como certo, traduz a real situação das queimadas. A corrente é uma só: aumenta o desmatamento, aumentam as queimadas.
O aumento dessa prática - desmatamento e queimadas - pode ter sido motivado pela mudança de Governo, pela falta da presença do Estado, pelo não-cumprimento de políticas públicas e pelo desrespeito às leis, segundo o ex-secretário de Meio Ambiente, Frederico Guilherme Muller. O assunto chegou a ser levado para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Biopirataria durante audiência sobre a exploração e o comércio ilegal de madeira. Contudo, quase ou nada se avançou. Ou melhor: avançou em direção contrária aos dos índices superlativos de Mato Grosso.
Fonte: Amazônia.org.br – 28/01/2005
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