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Notícias

19
jun
2017
(PAPEL E CELULOSE)
Arauco pode, finalmente, ter operação de celulose no Mato Grosso do Sul

Com ativos florestais no estado, Chilena faz proposta para adquirir Eldorado Brasil

Não é de hoje o interesse da Arauco em uma operação de celulose em Mato Grosso do Sul. A empresa, que "desanimou" quando foi proibida - pelo parecer da AGU - de continuar comprando terras para expandir suas áreas florestais, nunca desistiu do estado.

Com 70 mil hectares na região de Três Lagoas, a chilena pode estar a poucos passos de adquirir a Eldorado Brasil. As especulações sobre uma possível desmobilização de ativos da holding J&F Investimentos, controladora da fábrica, ganharam força logo após o acordo de leniência com o Ministério Público Federal.

O grupo teria decido focar em suas operações de carne, responsável por 80% do faturamento da empresa. Com uma expansão anunciada em 2015, todas as possíveis negociações e ofertas foram negadas pela diretoria da Eldorado Brasil.

Segundo informações de bastidores, a Fibria, que também está em Mato Grosso do Sul, já teria demonstrado interesse pelas operações da "concorrente".

Dessa vez, com a divulgação de fato relevante nesta sexta-feira, 16 de junho, a informação foi confirmada e a Arauco, oficialmente, formalizou proposta superior a R$ 11 bilhões para a J&F Investimentos.

Jaime Verruck, secretário da SEMAGRO/MS

Segundo informações de bastidores, a Fibria, que também está em Mato Grosso do Sul, já teria demonstrado interesse pelas operações da "concorrente".

Dessa vez, com a divulgação de fato relevante nesta sexta-feira, 16 de junho, a informação foi confirmada e a Arauco, oficialmente, formalizou proposta superior a R$ 11 bilhões para a J&F Investimentos.

Há, de acordo com alguns especialistas, a possibilidade de uma joint venture, semelhante à da Veracel (arranjo da Fibria com a Stora Enso).

OPINIÕES

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul, Jayme Verruck, o governo está acompanhando de perto dos desdobramentos dessa negociação. "Nossa preocupação são com os contratos com produtores, compromissos fiscais e ambientais, a geração de empregos, enfim, estamos atentos", ressaltou.

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas, Gláucia Jaruche, também está atenta com possíveis impactos para a economia local. "A Arauco já é conhecida de Três Lagoas. Temos boas referências dos comerciantes e prestadores de serviços que já atenderam a fazenda deles na região. De qualquer forma, vamos acompanhar de perto para manter nossos associados bem informados", comentou Gláucia.

Presidente da Reflore, Moacir Reis

Para o presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, Marco Garcia, o projeto - de tão longo prazo - deve continuar sua história, independente de quem seja o investidor. "A Arauco é uma empresa de reconhecimento internacional e grande saúde financeira. Acreditamos que ela seria uma excelente opção", opinou.

Moacir Reis, presidente da Reflore/MS (Associação Sul-matogrossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), acredita que o projeto Vanguarda 2.0 - de expansão da empresa, deve ser acelerado. "A Arauco é uma empresa mais 'imune' às ações externas. Acreditamos que será positivo", comentou Moacir.

FINANCIAMENTO

De acordo com a coluna do 'Broadcast', do Estadão, o Santander está interessado no financiamento da operação de venda. A receita como assessor financeiro da negociação não seria o foco do banco. Na avaliação da instituição espanhola, conceder financiamento a uma companhia de elevado rating e pouca alavancagem seria um excelente negócio.

A favor do Santander estaria o fato de ser o maior banco do Chile. Conforme a coluna, o banco não comentou o assunto.

Fonte: Painel Florestal - Abag

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