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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Combate ao desmatamento no PA
Para combater o desmatamento, queimadas e a extração ilegal de madeira que atinge 70% da produção, desse produto florestal no Pará - Amazônia Oriental, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis vai contar com um reforço de 90 veículos, equipamentos e monitoramento com tecnologia de ponta em cinco bases operativas montadas pelo órgão em Altamira, Itaituba, Marabá, Novo Progresso e Tucumã/São Felix do Xingu.
Flávio Montiel, Diretor de Proteção Ambiental do Ibama garante que até a primeira quinzena de março próximo às bases operativas no combate aos crimes ambientais na Terra do Meio, região do Xingu, com 8,5 milhões de hectares e uma rica e cobiçada biodiversidade estarão em pleno funcionamento. Marcílio Monteiro, gerente do Ibama no Pará diz que as bases operativas servem como apoio estratégico às operações do órgão principalmente na Terra do Meio na região do Xingu, que hoje conta com a Resex - Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio com 736 mil hectares no município de Altamira e a Resex Verde para Sempre, com 1,2 milhão de hectares no município de Porto de Moz, criadas pelo governo federal em dezembro de 2004, para resguardar o patrimônio ambiental e garantir que as populações tradicionais tenham acesso aos recursos naturais da região.
Desmatamento - O Serviço de Inteligência do Ibama detectou que o desmatamento na Terra do Meio geralmente iniciado em junho, já está em franco desenvolvimento. A previsão é que até o próximo mês de fevereiro cerca de 30 mil hectares de floresta nativa sejam desmatados à margem esquerda do Iriri, região do Xingu, municípios de São Felix do Xingu e Altamira, considerados dois entre os maiores municípios do mundo.
Há denúncias da presença de pistoleiros na margem direita do Iriri na direção de Altamira pela TransIriri. A “rodovia” de 400 km foi aberta pela máfia do mogno na década 80 para garantir a demarcação de terras para vendas ilegais através da grilagem sendo posteriormente desmatadas. O processo do desmatamento obedece a alguns “critérios”: num primeiro momento eles fazem a demarcação e o corte do sub-bosque (brocagem da floresta). Na próxima etapa é feita a derrubada à corte raso de toda a floresta. E, no início da estiagem (verão) é praticada a queimada.
Para garantir o desmatamento, os grileiros utilizam lanchas e barcos velozes para colocar trabalhadores nessas áreas, onde centenas de tambores com combustíveis (gasolina e óleo diesel) estão sendo estocados nas localidades de Canopus, Central, Caboclo e Taboca, distantes em média, a 300 km do município de São Felix do Xingu, sul do Pará, e a 1.200 km de Belém.
Antigas pistas de pouso de aviões abertas por garimpeiros como: as pistas 02, 03, 05 e primavera também estão sendo usadas para estocagem de combustível, agrotóxicos e alimentos. Balsas com tambores de combustíveis, equipamentos como: tratores, motosserras, facões além é claro, de trabalhadores recrutados em outras regiões como Tocantins e Maranhão e do sul e sudeste do Estado do Pará. A entrada geralmente feita pelo município de Altamira desta vez está sendo feita por via fluvial partindo de São Felix do Xingu – Terra do Meio através dos rios Riozinho do Anfrísio e o Iriri.
Fonte: Amazônia.org.br – 26/01/2005
Flávio Montiel, Diretor de Proteção Ambiental do Ibama garante que até a primeira quinzena de março próximo às bases operativas no combate aos crimes ambientais na Terra do Meio, região do Xingu, com 8,5 milhões de hectares e uma rica e cobiçada biodiversidade estarão em pleno funcionamento. Marcílio Monteiro, gerente do Ibama no Pará diz que as bases operativas servem como apoio estratégico às operações do órgão principalmente na Terra do Meio na região do Xingu, que hoje conta com a Resex - Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio com 736 mil hectares no município de Altamira e a Resex Verde para Sempre, com 1,2 milhão de hectares no município de Porto de Moz, criadas pelo governo federal em dezembro de 2004, para resguardar o patrimônio ambiental e garantir que as populações tradicionais tenham acesso aos recursos naturais da região.
Desmatamento - O Serviço de Inteligência do Ibama detectou que o desmatamento na Terra do Meio geralmente iniciado em junho, já está em franco desenvolvimento. A previsão é que até o próximo mês de fevereiro cerca de 30 mil hectares de floresta nativa sejam desmatados à margem esquerda do Iriri, região do Xingu, municípios de São Felix do Xingu e Altamira, considerados dois entre os maiores municípios do mundo.
Há denúncias da presença de pistoleiros na margem direita do Iriri na direção de Altamira pela TransIriri. A “rodovia” de 400 km foi aberta pela máfia do mogno na década 80 para garantir a demarcação de terras para vendas ilegais através da grilagem sendo posteriormente desmatadas. O processo do desmatamento obedece a alguns “critérios”: num primeiro momento eles fazem a demarcação e o corte do sub-bosque (brocagem da floresta). Na próxima etapa é feita a derrubada à corte raso de toda a floresta. E, no início da estiagem (verão) é praticada a queimada.
Para garantir o desmatamento, os grileiros utilizam lanchas e barcos velozes para colocar trabalhadores nessas áreas, onde centenas de tambores com combustíveis (gasolina e óleo diesel) estão sendo estocados nas localidades de Canopus, Central, Caboclo e Taboca, distantes em média, a 300 km do município de São Felix do Xingu, sul do Pará, e a 1.200 km de Belém.
Antigas pistas de pouso de aviões abertas por garimpeiros como: as pistas 02, 03, 05 e primavera também estão sendo usadas para estocagem de combustível, agrotóxicos e alimentos. Balsas com tambores de combustíveis, equipamentos como: tratores, motosserras, facões além é claro, de trabalhadores recrutados em outras regiões como Tocantins e Maranhão e do sul e sudeste do Estado do Pará. A entrada geralmente feita pelo município de Altamira desta vez está sendo feita por via fluvial partindo de São Felix do Xingu – Terra do Meio através dos rios Riozinho do Anfrísio e o Iriri.
Fonte: Amazônia.org.br – 26/01/2005
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