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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Profissionalização de Cooperativas deu impulso ao setor de exportação nacional
As exportações das cooperativas brasileiras aumentaram 56,7% entre janeiro e novembro, em relação ao mesmo período de 2003, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.
No acumulado do ano, as vendas ao exterior foram de US$ 1,89 bilhão. O valor atingiu o recorde histórico do segmento, e o crescimento superou a média das exportações do país, que subiu 31,6%, chegando a US$ 87,3 bilhões até novembro.
Segundo Ramon Belisário, gerente-técnico da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o crescimento das exportações das cooperativas se deve a um maior "profissionalismo". Ou seja, elas adaptaram seus produtos às exigências internacionais e reduziram o número de atravessadores. E em muitos casos criaram suas próprias estruturas administrativas voltadas à exportação.
"Os produtores estão mais focados e enquadrados no processo de exportação. Os preços de mercado são favoráveis para a diversificação das vendas", disse Belisário. Para ele, o aumento das vendas externas não significa abandono do mercado nacional, mas ampliação da carteira comercial.
As cooperativas do Paraná foram responsáveis por praticamente metade das exportações do setor, com vendas de US$ 953 milhões até novembro (aumento de 54,12%). Com crescimento proporcional, destacam-se Pernambuco, que elevou as exportações de US$ 439 mil para US$ 2,1 milhões, e Alagoas, onde a receita com esse tipo de operação subiu de US$ 20 mil para US$ 308 mil.
Segundo a OCB, há hoje no Brasil cerca de 7.500 cooperativas, que abrigam 6 milhões de pessoas. A maior parcela está concentrada no Sudeste (55% do total), seguido do Sul (29%). O Centro-oeste concentra 6%, o Nordeste, 8% e o Norte, 2%.
Hoje, os principais produtos de exportação são complexo soja (grão, farelo e óleo), açúcar, café, carnes, trigo e milho. Mas Belisário ressalta que há tendência de evolução na venda de itens com maior valor agregado. Em relação a 2003, a exportação de álcool subiu 867% (atingindo US$ 110 milhões), a de calçados, 866% (US$ 2,4 milhões) e a de queijo fresco, 826% (US$ 4 milhões).
O desempenho das cooperativas não está garantido para 2006, diz Belisário, devido à expectativa da menor rentabilidade com a venda de grãos e à baixa do dólar.
Pequenas empresas
As micro e pequenas empresas também estão aproveitando o embalo das exportações brasileiras. As vendas subiram 30% em 2003 em relação ao ano anterior, segundo cruzamento de dados dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Trabalho. O crescimento superou a média geral do país, que registrou aumento de 21% nas exportações no período.
As micro e pequenas empresas -aquelas que têm receita bruta igual ou inferior a R$ 244 mil por ano- venderam US$ 1,74 bilhão ao mercado externo. Dos quase 4 milhões de empresas nesse segmento, apenas 9.479 exportaram.
Fonte: Folha de S. Paulo – 10/01/2005
No acumulado do ano, as vendas ao exterior foram de US$ 1,89 bilhão. O valor atingiu o recorde histórico do segmento, e o crescimento superou a média das exportações do país, que subiu 31,6%, chegando a US$ 87,3 bilhões até novembro.
Segundo Ramon Belisário, gerente-técnico da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o crescimento das exportações das cooperativas se deve a um maior "profissionalismo". Ou seja, elas adaptaram seus produtos às exigências internacionais e reduziram o número de atravessadores. E em muitos casos criaram suas próprias estruturas administrativas voltadas à exportação.
"Os produtores estão mais focados e enquadrados no processo de exportação. Os preços de mercado são favoráveis para a diversificação das vendas", disse Belisário. Para ele, o aumento das vendas externas não significa abandono do mercado nacional, mas ampliação da carteira comercial.
As cooperativas do Paraná foram responsáveis por praticamente metade das exportações do setor, com vendas de US$ 953 milhões até novembro (aumento de 54,12%). Com crescimento proporcional, destacam-se Pernambuco, que elevou as exportações de US$ 439 mil para US$ 2,1 milhões, e Alagoas, onde a receita com esse tipo de operação subiu de US$ 20 mil para US$ 308 mil.
Segundo a OCB, há hoje no Brasil cerca de 7.500 cooperativas, que abrigam 6 milhões de pessoas. A maior parcela está concentrada no Sudeste (55% do total), seguido do Sul (29%). O Centro-oeste concentra 6%, o Nordeste, 8% e o Norte, 2%.
Hoje, os principais produtos de exportação são complexo soja (grão, farelo e óleo), açúcar, café, carnes, trigo e milho. Mas Belisário ressalta que há tendência de evolução na venda de itens com maior valor agregado. Em relação a 2003, a exportação de álcool subiu 867% (atingindo US$ 110 milhões), a de calçados, 866% (US$ 2,4 milhões) e a de queijo fresco, 826% (US$ 4 milhões).
O desempenho das cooperativas não está garantido para 2006, diz Belisário, devido à expectativa da menor rentabilidade com a venda de grãos e à baixa do dólar.
Pequenas empresas
As micro e pequenas empresas também estão aproveitando o embalo das exportações brasileiras. As vendas subiram 30% em 2003 em relação ao ano anterior, segundo cruzamento de dados dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Trabalho. O crescimento superou a média geral do país, que registrou aumento de 21% nas exportações no período.
As micro e pequenas empresas -aquelas que têm receita bruta igual ou inferior a R$ 244 mil por ano- venderam US$ 1,74 bilhão ao mercado externo. Dos quase 4 milhões de empresas nesse segmento, apenas 9.479 exportaram.
Fonte: Folha de S. Paulo – 10/01/2005
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