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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Amazônia sofre nova devastação
Não existem limites para os grileiros de terras públicas e madeireiros que atuam na ilegalidade no oeste do Pará. Após se terem apossado de 150 mil hectares em Monte Alegre, a 1.600 quilômetros de Belém, eles abriram uma estrada clandestina com 38 quilômetros de extensão, rasgando o coração da floresta amazônica, para retirar madeira de uma área onde pontificam belas cachoeiras, cavernas com inestimáveis tesouros arqueológicos, animais silvestres ameaçados de extinção e riquíssima biodiversidade.
Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram no local e constataram a devastação. Eles apreenderam um caminhão com 14 camburões de combustível, quatro motosserras e diversas peças de trator.
O prefeito de Monte Alegre, Jardel Vasconcelos, que denunciou o fato à Procuradoria da República e à Polícia Federal em Santarém, afirmou estar sofrendo ameaças de morte. Ele revelou que viajará a Belém no decorrer da semana para pedir garantia de vida ao governador Simão Jatene.
De acordo com o analista ambiental do Ibama Daniel Abrahão do Nascimento, coordenador da operação, os grileiros e madeireiros já derrubaram árvores em 28 pontos da região cortada pela rodovia PA-254, fechando o curso natural de oito igarapés com aterro por onde passa a estrada clandestina.
A “estrada dos grileiros”, de acordo com Nascimento, seria um prolongamento da rodovia estadual.
SUSPEITA DE CONIVÊNCIA
Em abril, quando começou a denunciar a invasão de fazendeiros e madeireiros de outros Estados em Monte Alegre, o prefeito Vasconcelos citou como líder dos grileiros Sírio da Silveira Ferraz e seu filho Alexandre Ferraz, que comandariam a derrubada da floresta. Os dois negam qualquer atividade criminosa na região e se dizem perseguidos por Vasconcelos.
Para o prefeito, a grilagem de terras e a abertura da estrada contariam com a conivência do Incra, mas o responsável pelo órgão no município, João Evangelista de Oliveira, afirma que os colonos necessitam da estrada para escoar sua produção agrícola.
Oliveira havia pedido à direção do Incra em Belém autorização, em nome da Associação de Produtores da Serra Azul, para que a estrada fosse aberta. O pedido teria sido negado. A associação serviria de fachada para a atuação dos grileiros.
Fonte: Amazonia.org.br – 04/01/2005
Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram no local e constataram a devastação. Eles apreenderam um caminhão com 14 camburões de combustível, quatro motosserras e diversas peças de trator.
O prefeito de Monte Alegre, Jardel Vasconcelos, que denunciou o fato à Procuradoria da República e à Polícia Federal em Santarém, afirmou estar sofrendo ameaças de morte. Ele revelou que viajará a Belém no decorrer da semana para pedir garantia de vida ao governador Simão Jatene.
De acordo com o analista ambiental do Ibama Daniel Abrahão do Nascimento, coordenador da operação, os grileiros e madeireiros já derrubaram árvores em 28 pontos da região cortada pela rodovia PA-254, fechando o curso natural de oito igarapés com aterro por onde passa a estrada clandestina.
A “estrada dos grileiros”, de acordo com Nascimento, seria um prolongamento da rodovia estadual.
SUSPEITA DE CONIVÊNCIA
Em abril, quando começou a denunciar a invasão de fazendeiros e madeireiros de outros Estados em Monte Alegre, o prefeito Vasconcelos citou como líder dos grileiros Sírio da Silveira Ferraz e seu filho Alexandre Ferraz, que comandariam a derrubada da floresta. Os dois negam qualquer atividade criminosa na região e se dizem perseguidos por Vasconcelos.
Para o prefeito, a grilagem de terras e a abertura da estrada contariam com a conivência do Incra, mas o responsável pelo órgão no município, João Evangelista de Oliveira, afirma que os colonos necessitam da estrada para escoar sua produção agrícola.
Oliveira havia pedido à direção do Incra em Belém autorização, em nome da Associação de Produtores da Serra Azul, para que a estrada fosse aberta. O pedido teria sido negado. A associação serviria de fachada para a atuação dos grileiros.
Fonte: Amazonia.org.br – 04/01/2005
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