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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Governo forma força-tarefa para combater atividades ilegais na Amazônia
O Ministério do Meio Ambiente entregará ainda no mês de dezembro deste ano, oitenta e três novas pick-ups adaptadas e equipadas às unidades do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Amazônia. Além dos veículos, 26 motocicletas, 14 barcos de alumínio.
Ainda serão entregues 12 botes, duas lanchas e uma série de equipamentos foram adquiridos para reforçar um dos maiores programas de fiscalização da Amazônia Legal, que permitirá a identificação e o combate ao desmatamento em tempo real.
Em entrevista à Agência Brasil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, detalhou a estratégia do governo e destacou a ação integrada com os governos estaduais, a comunidade local e pesquisadores para formar o que classificou de "força-tarefa da nação brasileira" contra as atividades ilegais na Amazônia.
Agência Brasil - Qual a importância destes equipamentos que foram entregues ao ministério?
Marina Silva - É um reforço às ações do Plano de Combate ao Desmatamento, que vem sendo uma prioridade do governo do presidente Lula. Além dos 83 veículos que estão sendo disponibilizados para as sete gerências do Ibama nesta ação inédita - em uma das maiores compras feitas para equipar o Ibama –, nós temos, também, um conjunto de outros equipamentos importantes que estão sendo adquiridos. São cerca de 241 GPS’s, 150 rádios, 22 telefones celulares, 30 binóculos, 309 computadores de mesa, 59 notebooks. Enfim, é um conjunto de equipamentos para as bases operacionais que estão sendo montadas na Amazônia - são 19 bases estratégicas. Estaremos trabalhando em conjunto com a Polícia Federal, Ministério do Trabalho, Polícia Rodoviária e também com o Exército para que a gente possa dar eficiência às nossas ações de combate ao desmatamento ilegal, ao uso insustentável de madeira e à ocupação indevida das terras públicas pela grilagem de terra.
Agência Brasil - A senhora tem uma estimativa sobre a frota disponível de carros para a fiscalização da Amazônia Legal atualmente?
Marina Silva - A nossa frota é insuficiente e precária, em torno de 63 veículos. Nós estamos agora mais do que dobrando a nossa frota e com todos os carros altamente equipados, com capacidade de alcançar determinados lugares quase que inacessíveis pelos veículos normais. Isto nos dá uma mobilidade muito grande. Esses veículos são todos rastreados por satélite, o que nos faz estar em comunicação com o sistema de comunicação que alimenta as informações do Ibama e da Polícia Federal.
Agência Brasil - Haverá uma ligação dessa rede de trabalho do Ibama com Sistema de Vigilância da Amazônia (Projeto Sivam)?
Marina Silva - Já temos essa ligação com os dados do Sivam, os dados que estão sendo produzidos pelo Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] – que é o acompanhamento em tempo real – e o Ibama está operando a partir de planejamento que junta as operações em terra com um esforço muito grande de inteligência, que é feito a partir dessas informações por satélite. Os dados do desmatamento da Amazônia eram disponibilizados de dois em dois anos no governo passado e agora estão sendo disponibilizados em tempo real, o que nos possibilita interferir antes que o desmatamento aconteça. Quando eram disponibilizados de dois em dois anos, era apenas para aferir o que, de fato, tinha acontecido, ou seja, não se podia mais atuar para evitar. Neste momento, nós estamos fazendo um esforço gigantesco para evitar o dano quando o identificamos antes que ele aconteça. O que nós queremos de fato é interferir na taxa do desmatamento e reduzir o desmatamento da Amazônia.
Agência Brasil - Quando os veículos serão entregues para uso na Amazônia?
Marina Silva - Até o final de dezembro nós estaremos levando [os veículos] para os sete estados da Amazônia.
Agência Brasil - Quanto foi investido na aquisição dos esquipamentos?
Marina Silva - São cerca de R$ 12,2 milhões. Nós estamos fazendo um esforço muito grande para a promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia, promovendo a inclusão social, mas preservando os nossos recursos naturais. É por isso que eu fico muito feliz com o esforço que o presidente Lula está fazendo em priorizar o programa de desenvolvimento sustentável da Amazônia, o Plano de Combate ao Desmatamento, e o bom é que está sendo feito em parceria com os governadores dos estados, a comunidade local, pesquisadores e 13 ministérios. Pela primeira vez, se tem uma força tarefa da nação brasileira contra as atividades ilegais.
Fonte: Panorama Brasil – 20/12/2004
Ainda serão entregues 12 botes, duas lanchas e uma série de equipamentos foram adquiridos para reforçar um dos maiores programas de fiscalização da Amazônia Legal, que permitirá a identificação e o combate ao desmatamento em tempo real.
Em entrevista à Agência Brasil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, detalhou a estratégia do governo e destacou a ação integrada com os governos estaduais, a comunidade local e pesquisadores para formar o que classificou de "força-tarefa da nação brasileira" contra as atividades ilegais na Amazônia.
Agência Brasil - Qual a importância destes equipamentos que foram entregues ao ministério?
Marina Silva - É um reforço às ações do Plano de Combate ao Desmatamento, que vem sendo uma prioridade do governo do presidente Lula. Além dos 83 veículos que estão sendo disponibilizados para as sete gerências do Ibama nesta ação inédita - em uma das maiores compras feitas para equipar o Ibama –, nós temos, também, um conjunto de outros equipamentos importantes que estão sendo adquiridos. São cerca de 241 GPS’s, 150 rádios, 22 telefones celulares, 30 binóculos, 309 computadores de mesa, 59 notebooks. Enfim, é um conjunto de equipamentos para as bases operacionais que estão sendo montadas na Amazônia - são 19 bases estratégicas. Estaremos trabalhando em conjunto com a Polícia Federal, Ministério do Trabalho, Polícia Rodoviária e também com o Exército para que a gente possa dar eficiência às nossas ações de combate ao desmatamento ilegal, ao uso insustentável de madeira e à ocupação indevida das terras públicas pela grilagem de terra.
Agência Brasil - A senhora tem uma estimativa sobre a frota disponível de carros para a fiscalização da Amazônia Legal atualmente?
Marina Silva - A nossa frota é insuficiente e precária, em torno de 63 veículos. Nós estamos agora mais do que dobrando a nossa frota e com todos os carros altamente equipados, com capacidade de alcançar determinados lugares quase que inacessíveis pelos veículos normais. Isto nos dá uma mobilidade muito grande. Esses veículos são todos rastreados por satélite, o que nos faz estar em comunicação com o sistema de comunicação que alimenta as informações do Ibama e da Polícia Federal.
Agência Brasil - Haverá uma ligação dessa rede de trabalho do Ibama com Sistema de Vigilância da Amazônia (Projeto Sivam)?
Marina Silva - Já temos essa ligação com os dados do Sivam, os dados que estão sendo produzidos pelo Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] – que é o acompanhamento em tempo real – e o Ibama está operando a partir de planejamento que junta as operações em terra com um esforço muito grande de inteligência, que é feito a partir dessas informações por satélite. Os dados do desmatamento da Amazônia eram disponibilizados de dois em dois anos no governo passado e agora estão sendo disponibilizados em tempo real, o que nos possibilita interferir antes que o desmatamento aconteça. Quando eram disponibilizados de dois em dois anos, era apenas para aferir o que, de fato, tinha acontecido, ou seja, não se podia mais atuar para evitar. Neste momento, nós estamos fazendo um esforço gigantesco para evitar o dano quando o identificamos antes que ele aconteça. O que nós queremos de fato é interferir na taxa do desmatamento e reduzir o desmatamento da Amazônia.
Agência Brasil - Quando os veículos serão entregues para uso na Amazônia?
Marina Silva - Até o final de dezembro nós estaremos levando [os veículos] para os sete estados da Amazônia.
Agência Brasil - Quanto foi investido na aquisição dos esquipamentos?
Marina Silva - São cerca de R$ 12,2 milhões. Nós estamos fazendo um esforço muito grande para a promoção do desenvolvimento sustentável da Amazônia, promovendo a inclusão social, mas preservando os nossos recursos naturais. É por isso que eu fico muito feliz com o esforço que o presidente Lula está fazendo em priorizar o programa de desenvolvimento sustentável da Amazônia, o Plano de Combate ao Desmatamento, e o bom é que está sendo feito em parceria com os governadores dos estados, a comunidade local, pesquisadores e 13 ministérios. Pela primeira vez, se tem uma força tarefa da nação brasileira contra as atividades ilegais.
Fonte: Panorama Brasil – 20/12/2004
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